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O papel da ecocardiografia no diagnóstico e decisão terapêutica da doença valvular crónica

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Resumo:A ecocardiografia é uma técnica imagiológica, não-invasiva, que permite realizar o diagnóstico definitivo de doenças cardíacas e avaliar a progressão das mesmas. Este exame complementar, assume um papel muito importante no diagnóstico da doença valvular crónica (DVC), a doença cardíaca adquirida mais frequente em cães. Deste modo, o objetivo deste estudo retrospetivo foi avaliar a importância da ecocardiografia no diagnóstico, na classificação e na decisão terapêutica da DVC. Neste trabalho, foram incluídos 18 cães com DVC, que foram levados pelos seus tutores à consulta, no Hospital Veterinário de Portimão, durante o período de janeiro a novembro de 2018, pelos mais diversos motivos. A população deste estudo estava maioritariamente representada por machos (n=10), de raças pequenas (n=10) e geriátricos (n=17). No exame físico, foi detetado sopro sistólico (n=18), tosse (n=8), taquipneia e/ou dispneia (n=8) intolerância ao exercício (n=2) e síncope (n=1), sendo que 10 animais não apresentavam sinais clínicos de insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Foi realizada radiografia torácica em 14 animais, em que foi detetado cardiomegalia (n=8) e edema pulmonar (n=8). À ecocardiografia foi detetado o espessamento dos folhetos da valva mitral (n=18), a regurgitação mitral (n=18), o aumento do diâmetro interno do átrio esquerdo (n=16), o aumento da relação átrio esquerdo/aorta (n=16), o aumento do diâmetro interno do ventrículo esquerdo (n=9), o prolapso do folheto anterior da valva mitral (n=5) e a regurgitação tricúspide (n=2). Dos 10 animais assintomáticos, 5 não apresentavam alterações na radiografia torácica (cardiomegalia). No entanto, na ecocardiografia, em 4 desses animais, foram observados sinais de remodelação cardíaca, permitindo a classificação na fase B2. Os animais foram classificados em B1 (n=2), B2 (n=8) e C (n=8). Na fase B1 os animais não receberam tratamento farmacológico, na fase B2 foram tratados com pimobendan e na fase C com furosemida, enalapril, pimobendan e espironolactona. A ecocardiografia permitiu o diagnóstico definitivo da DVC ao detetar alterações degenerativas nas valvas cardíacas e a classificação dos 4 animais sem alterações à radiografia torácica, em fase B2. A possibilidade de classificar corretamente os animais permitiu a iniciação de um tratamento farmacológico adequado à fase da DVC.
Autores principais:Ferreira, Lúcia Regina Cardoso
Assunto:Ecocardiografia cão
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A ecocardiografia é uma técnica imagiológica, não-invasiva, que permite realizar o diagnóstico definitivo de doenças cardíacas e avaliar a progressão das mesmas. Este exame complementar, assume um papel muito importante no diagnóstico da doença valvular crónica (DVC), a doença cardíaca adquirida mais frequente em cães. Deste modo, o objetivo deste estudo retrospetivo foi avaliar a importância da ecocardiografia no diagnóstico, na classificação e na decisão terapêutica da DVC. Neste trabalho, foram incluídos 18 cães com DVC, que foram levados pelos seus tutores à consulta, no Hospital Veterinário de Portimão, durante o período de janeiro a novembro de 2018, pelos mais diversos motivos. A população deste estudo estava maioritariamente representada por machos (n=10), de raças pequenas (n=10) e geriátricos (n=17). No exame físico, foi detetado sopro sistólico (n=18), tosse (n=8), taquipneia e/ou dispneia (n=8) intolerância ao exercício (n=2) e síncope (n=1), sendo que 10 animais não apresentavam sinais clínicos de insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Foi realizada radiografia torácica em 14 animais, em que foi detetado cardiomegalia (n=8) e edema pulmonar (n=8). À ecocardiografia foi detetado o espessamento dos folhetos da valva mitral (n=18), a regurgitação mitral (n=18), o aumento do diâmetro interno do átrio esquerdo (n=16), o aumento da relação átrio esquerdo/aorta (n=16), o aumento do diâmetro interno do ventrículo esquerdo (n=9), o prolapso do folheto anterior da valva mitral (n=5) e a regurgitação tricúspide (n=2). Dos 10 animais assintomáticos, 5 não apresentavam alterações na radiografia torácica (cardiomegalia). No entanto, na ecocardiografia, em 4 desses animais, foram observados sinais de remodelação cardíaca, permitindo a classificação na fase B2. Os animais foram classificados em B1 (n=2), B2 (n=8) e C (n=8). Na fase B1 os animais não receberam tratamento farmacológico, na fase B2 foram tratados com pimobendan e na fase C com furosemida, enalapril, pimobendan e espironolactona. A ecocardiografia permitiu o diagnóstico definitivo da DVC ao detetar alterações degenerativas nas valvas cardíacas e a classificação dos 4 animais sem alterações à radiografia torácica, em fase B2. A possibilidade de classificar corretamente os animais permitiu a iniciação de um tratamento farmacológico adequado à fase da DVC.