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Application of RNA interference in the silencing of genes involved in rheumatoid arthritis inflammatory process in primary human macrophages

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A artrite reumatóide (AR) é uma doença autoimune que afecta a maioria da população idosa em todo o mundo, com um grande impacto a nível social e económico. Após décadas de investigação, ainda não são conhecidos tratamentos eficientes que sejam capazes de eliminar permanentemente os sintomas desta doença e a regressão do seu progresso. Entre outras células importantes na etiologia da AR, os macrófagos desempenham um papel central, devido à secreção de citocinas pro-inflamatórias e quimiocinas que activam e recrutam outras células imunitárias para os locais de inflamação. Dependendo do estímulo, os macrófagos podem adquirir diferentes marcadores superficiais associados a diversas funções. Neste trabalho foram caracterizadas diferentes populações de macrófagos e a grande plasticidade destas células foi confirmada. Foi também mostrado que os macrófagos pro-inflamatórios (estimulados com LPS-INFγ) expressam altos níveis de MCL1 e IRF5, genes relacionados com AR. Devido ao seu potencial uso como ferramenta terapêutica em algumas doenças, a tecnologia do RNAi tem evoluído no sentido de serem atingidos maiores níveis de especificidade e silenciamento génico. “Locked-nucleic acids” ou LNAs são uma nova classe de moléculas de RNAi caracterizadas por uma grande especificidade e estabilidade. Neste trabalho, genes relacionados com a AR foram silenciados in vitro usando LNAs em macrófagos primários pro-inflamatórios. Os genes alvo selecionados foram o anti-apoptótico MCL1 e o fator de transcrição IRF5. Enquanto que após o silenciamento do IRF5 não foram demonstrados efeitos biológicos, o silenciamento do MCL1 levou a um aumento de seis vezes no número de células apoptóticas. Os resultados aqui apresentados apesar de preliminares são promissores, uma vez que demonstram o potencial do uso de MCL1 como alvo e o LNA como ferramenta para futuros tratamentos da AR baseados no RNAi. Este estudo, para além de apontar o MCL1 como um sério candidato alvo no tratamento da AR, também resultou no desenvolvimento de uma metodologia para eficientemente transfetar moléculas de RNAi nos difíceis de transfetar macrófagos primários e com uma baixa citotoxicidade.
Autores principais:Mendes, Andreia Vilar
Assunto:Silênciamento génico Interferência RNA Macrófagos Genómica Artrite reumatóide Terapia genética
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:inglês
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A artrite reumatóide (AR) é uma doença autoimune que afecta a maioria da população idosa em todo o mundo, com um grande impacto a nível social e económico. Após décadas de investigação, ainda não são conhecidos tratamentos eficientes que sejam capazes de eliminar permanentemente os sintomas desta doença e a regressão do seu progresso. Entre outras células importantes na etiologia da AR, os macrófagos desempenham um papel central, devido à secreção de citocinas pro-inflamatórias e quimiocinas que activam e recrutam outras células imunitárias para os locais de inflamação. Dependendo do estímulo, os macrófagos podem adquirir diferentes marcadores superficiais associados a diversas funções. Neste trabalho foram caracterizadas diferentes populações de macrófagos e a grande plasticidade destas células foi confirmada. Foi também mostrado que os macrófagos pro-inflamatórios (estimulados com LPS-INFγ) expressam altos níveis de MCL1 e IRF5, genes relacionados com AR. Devido ao seu potencial uso como ferramenta terapêutica em algumas doenças, a tecnologia do RNAi tem evoluído no sentido de serem atingidos maiores níveis de especificidade e silenciamento génico. “Locked-nucleic acids” ou LNAs são uma nova classe de moléculas de RNAi caracterizadas por uma grande especificidade e estabilidade. Neste trabalho, genes relacionados com a AR foram silenciados in vitro usando LNAs em macrófagos primários pro-inflamatórios. Os genes alvo selecionados foram o anti-apoptótico MCL1 e o fator de transcrição IRF5. Enquanto que após o silenciamento do IRF5 não foram demonstrados efeitos biológicos, o silenciamento do MCL1 levou a um aumento de seis vezes no número de células apoptóticas. Os resultados aqui apresentados apesar de preliminares são promissores, uma vez que demonstram o potencial do uso de MCL1 como alvo e o LNA como ferramenta para futuros tratamentos da AR baseados no RNAi. Este estudo, para além de apontar o MCL1 como um sério candidato alvo no tratamento da AR, também resultou no desenvolvimento de uma metodologia para eficientemente transfetar moléculas de RNAi nos difíceis de transfetar macrófagos primários e com uma baixa citotoxicidade.