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Estudo da prevalência de dirofilariose canina na região do Baixo Vouga

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Resumo:Dirofilaria immitis é o nematode responsável pela dirofilariose cardiopulmonar canina. Além dos cães, este parasita pode infetar outros mamíferos, como são exemplos o gato e o homem. A dirofilariose cardiopulmonar canina é uma doença de distribuição mundial, sendo considerada endémica em Portugal continental e no arquipélago da Madeira. Este nematode possui um ciclo de vida complexo, necessitando de um hospedeiro intermediário (culicídeos dos géneros Aedes, Anopheles e Culex) e de um hospedeiro definitivo (cão e algumas outras espécies) para completar todas as fases do ciclo. É no hospedeiro intermediário que as microfilárias (L1) se desenvolvem até à forma infetante (L3), mas apenas no hospedeiro definitivo ocorre o desenvolvimento até vermes adultos (L5). A forma adulta aloja-se, particularmente, no ventrículo direito e na artéria pulmonar, causando a dirofilariose cardiopulmonar. A dirofilariose cardiopulmonar não tem manifestações clínicas específicas, mas os sinais clínicos, quando presentes, devem conduzir a uma suspeita e consecutiva realização dos testes de diagnóstico em regiões endémicas. Contudo, constitui uma manifestação subclínica na maioria dos casos. O diagnóstico pode ser feito pela pesquisa de antigénios de Dirofilaria, pesquisa de microfilárias e por alterações observadas a nível radiográfico ou ecocardiográfico. O tratamento desta doença é complexo, dado o ciclo de vida deste parasita. Consoante o estado larvar da carga parasitária do animal, é escolhido um tratamento microfilaricida ou adulticida. Apesar da segurança destes tratamentos, a terapia adulticida pode causar reações adversas como é o caso do tromboembolismo pulmonar. A severidade da doença atribui especial importância à quimioprofilaxia, a qual está indicada para todos os cães residentes em áreas endémicas e é considerada o melhor método para prevenção da dirofilariose. Neste trabalho foi realizado um estudo de dirofilariose cardiopulmonar canina na sub-região do Baixo Vouga, no período compreendido entre 1 de Janeiro de 2014 e 31 de Dezembro de 2015. Para isso foram recolhidas todas as fichas clínicas dos cães submetidos aos testes de diagnóstico de dirofilariose no Hospital Veterinário do Baixo Vouga, no período de tempo citado. Foi elaborado um estudo percentual do número de casos positivos (6%) e estudados os sinais clínicos apresentados, assim como os meios de diagnóstico e protocolo de tratamento escolhido para cada caso. Apenas um dos casos positivos não foi submetido ao protocolo de tratamento elaborado pela “American Heartworm Society”. Não foram observadas reações adversas em nenhum dos casos clínicos, no entanto existiu falta de informação em três dos cinco casos. Com este estudo foi possível realçar a endemicidade de dirofilariose na sub-região do Baixo Vouga, o que requer uma crescente sensibilização da população humana para a importância da quimioprofilaxia, de forma a diminuir a transmissão do agente causador desta doença.
Autores principais:Costa, Ana Filipa Couto Faria da
Assunto:Cães Doença cardiopulmonar Dirofilariose Sub-Região do Baixo Vouga (Distrito de Aveiro, Portugal) Infeção por nemátodos Dirofilaria immitis Microfilárias
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Dirofilaria immitis é o nematode responsável pela dirofilariose cardiopulmonar canina. Além dos cães, este parasita pode infetar outros mamíferos, como são exemplos o gato e o homem. A dirofilariose cardiopulmonar canina é uma doença de distribuição mundial, sendo considerada endémica em Portugal continental e no arquipélago da Madeira. Este nematode possui um ciclo de vida complexo, necessitando de um hospedeiro intermediário (culicídeos dos géneros Aedes, Anopheles e Culex) e de um hospedeiro definitivo (cão e algumas outras espécies) para completar todas as fases do ciclo. É no hospedeiro intermediário que as microfilárias (L1) se desenvolvem até à forma infetante (L3), mas apenas no hospedeiro definitivo ocorre o desenvolvimento até vermes adultos (L5). A forma adulta aloja-se, particularmente, no ventrículo direito e na artéria pulmonar, causando a dirofilariose cardiopulmonar. A dirofilariose cardiopulmonar não tem manifestações clínicas específicas, mas os sinais clínicos, quando presentes, devem conduzir a uma suspeita e consecutiva realização dos testes de diagnóstico em regiões endémicas. Contudo, constitui uma manifestação subclínica na maioria dos casos. O diagnóstico pode ser feito pela pesquisa de antigénios de Dirofilaria, pesquisa de microfilárias e por alterações observadas a nível radiográfico ou ecocardiográfico. O tratamento desta doença é complexo, dado o ciclo de vida deste parasita. Consoante o estado larvar da carga parasitária do animal, é escolhido um tratamento microfilaricida ou adulticida. Apesar da segurança destes tratamentos, a terapia adulticida pode causar reações adversas como é o caso do tromboembolismo pulmonar. A severidade da doença atribui especial importância à quimioprofilaxia, a qual está indicada para todos os cães residentes em áreas endémicas e é considerada o melhor método para prevenção da dirofilariose. Neste trabalho foi realizado um estudo de dirofilariose cardiopulmonar canina na sub-região do Baixo Vouga, no período compreendido entre 1 de Janeiro de 2014 e 31 de Dezembro de 2015. Para isso foram recolhidas todas as fichas clínicas dos cães submetidos aos testes de diagnóstico de dirofilariose no Hospital Veterinário do Baixo Vouga, no período de tempo citado. Foi elaborado um estudo percentual do número de casos positivos (6%) e estudados os sinais clínicos apresentados, assim como os meios de diagnóstico e protocolo de tratamento escolhido para cada caso. Apenas um dos casos positivos não foi submetido ao protocolo de tratamento elaborado pela “American Heartworm Society”. Não foram observadas reações adversas em nenhum dos casos clínicos, no entanto existiu falta de informação em três dos cinco casos. Com este estudo foi possível realçar a endemicidade de dirofilariose na sub-região do Baixo Vouga, o que requer uma crescente sensibilização da população humana para a importância da quimioprofilaxia, de forma a diminuir a transmissão do agente causador desta doença.