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Inspeção-Geral da Educação e Ciência: o difícil equilíbrio entre a burocracia e a ambiguidade no acompanhamento da Ação Educativa

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Resumo:Este trabalho de pesquisa incide sobre a ação da inspeção da educação ao nível dos Programas de Acompanhamento, em particular sobre a atividade de Acompanhamento da Ação Educativa (AAE), apresentada pela Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) como um instrumento que visa o aperfeiçoamento da qualidade do serviço prestado pelas escolas. A dicotomia que se estabelece entre controlo e emancipação, quando em causa está a atuação da inspeção junto das escolas foi decisiva para definirmos como objetivo conhecer as perceções de professores do 1º Ciclo do Ensino Básico (CEB), diretores e inspetores a respeito dos fundamentos, das metodologias e do impacto do AAE na melhoria da qualidade do ensino e da educação. A opção metodológica, de natureza qualitativa, recaiu sobre um estudo de caso envolvendo cinco Agrupamentos de Escolas (AE), tendo sido utilizado o questionário, a entrevista semiestruturada e a análise documental como instrumentos de recolha de dados. Os dados foram analisados através da análise de conteúdo e da análise estatística descritiva. A totalidade dos 135 participantes divide-se por professores do 1º CEB (125), diretores (5) e inspetores (5). Os resultados da investigação evidenciam o grau de concordância e discordância em relação ao papel da inspeção, mais concretamente em relação à importância e impacto do AAE. As posições dos participantes permitem perceber que a metodologia associada a esta atividade tende para uma matriz uniformizadora propensa a desconsiderar as características contextuais e culturais de cada organização educativa e evidencia a participação elitista de determinados profissionais (diretores e professores coordenadores) em detrimento de outros (professores sem cargo), realidade que enfraquece o potencial transformador da atividade. A tensão entre controlo e emancipação emerge nas representações dos sujeitos, evidenciando-se uma apreensão diferenciada do impacto do AAE.
Autores principais:Joana, Luciana Maria Salvador
Assunto:inspeção escolar qualidade da educação
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Este trabalho de pesquisa incide sobre a ação da inspeção da educação ao nível dos Programas de Acompanhamento, em particular sobre a atividade de Acompanhamento da Ação Educativa (AAE), apresentada pela Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) como um instrumento que visa o aperfeiçoamento da qualidade do serviço prestado pelas escolas. A dicotomia que se estabelece entre controlo e emancipação, quando em causa está a atuação da inspeção junto das escolas foi decisiva para definirmos como objetivo conhecer as perceções de professores do 1º Ciclo do Ensino Básico (CEB), diretores e inspetores a respeito dos fundamentos, das metodologias e do impacto do AAE na melhoria da qualidade do ensino e da educação. A opção metodológica, de natureza qualitativa, recaiu sobre um estudo de caso envolvendo cinco Agrupamentos de Escolas (AE), tendo sido utilizado o questionário, a entrevista semiestruturada e a análise documental como instrumentos de recolha de dados. Os dados foram analisados através da análise de conteúdo e da análise estatística descritiva. A totalidade dos 135 participantes divide-se por professores do 1º CEB (125), diretores (5) e inspetores (5). Os resultados da investigação evidenciam o grau de concordância e discordância em relação ao papel da inspeção, mais concretamente em relação à importância e impacto do AAE. As posições dos participantes permitem perceber que a metodologia associada a esta atividade tende para uma matriz uniformizadora propensa a desconsiderar as características contextuais e culturais de cada organização educativa e evidencia a participação elitista de determinados profissionais (diretores e professores coordenadores) em detrimento de outros (professores sem cargo), realidade que enfraquece o potencial transformador da atividade. A tensão entre controlo e emancipação emerge nas representações dos sujeitos, evidenciando-se uma apreensão diferenciada do impacto do AAE.