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Biodisponibilidade do selénio em cogumelos: avaliação de efeito nas propriedades antioxidantes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O selénio foi descoberto em 1817, e nessa altura foi considerado com uma causa de problemas para a saúde do homem, isto durante mais de um século. Foi em 1950 que este elemento foi considerado como um mineral essencial, e desde então que os trabalhos sobre ele se sucedem, o que o classifica hoje de elemento indispensável na dieta. O consumo de selénio evita diversas anormalidades em vários órgãos, nomeadamente no fígado, no cérebro, no coração, no músculo estriado e no pâncreas, estando ainda ligado a doenças crónicas, como a asma e a anemia hemolítica. O seu consumo em quantidades ditas óptimas tem efeitos positivos na prevenção de cancro e de doenças cardíacas e ainda na inibição de infecções virais e progresso da SIDA. No entanto, tomado em excesso torna-se tóxico, tornando o cabelo e as unhas mais frágeis, podendo mesmo causar a sua queda. Em doses excessivas causa ainda distúrbios gastrointestinais, erupção cutânea, provoca hálito a alho, cansaço e a formação de ROS (Reactive Oxygen Species), que provocam a oxidação do DNA, a quebra da cadeia dupla e morte da célula. Existindo o selénio sob a forma orgânica e inorgânica, pretendeu-se com este trabalho estudar a biodisponibilidade deste elemento em diferentes órgãos após o consumo de selénio orgânico, proveniente de um cogumelo (Agaricus bisporos) e por outro lado, de selénio inorgânico, no caso presente o selenato. Foram para isso utilizados 24 ratos, divididos em 3 grupos de 8 animais. O primeiro grupo (Grupo C – Controle) viu o selénio inibido da sua dieta; o segundo grupo (Grupo A – Agaricus) teve uma dieta enriquecida com selénio orgânico, ou seja, com o cogumelo; o terceiro grupo (Grupo S – Selenato) consumiu uma dieta enriquecida com selénio inorgânico, neste caso, selenato. Após os 30 dias da actividade, foi determinada a concentração de selénio em diversos órgãos dos animais (fígado, rim, coração, testículo, cérebro) e ainda no músculo, sangue (soro e coágulo), na urina e nas fezes. Foram ainda avaliadas algumas actividades de enzimas antioxidantes (superóxido dismutase e catalase) e ainda os níveis de glutationa reduzida, pretendendo-se assim avaliar se a biodisponibilidade de selénio presente no cogumelo é superior à do selénio inorgânico, podendo substituir os suplementos de selénio, e verificar se essa biodisponibilidade melhora alguns parâmetros fisiológicos e bioquímicos.
Autores principais:Lemos, Christophe Lopes
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O selénio foi descoberto em 1817, e nessa altura foi considerado com uma causa de problemas para a saúde do homem, isto durante mais de um século. Foi em 1950 que este elemento foi considerado como um mineral essencial, e desde então que os trabalhos sobre ele se sucedem, o que o classifica hoje de elemento indispensável na dieta. O consumo de selénio evita diversas anormalidades em vários órgãos, nomeadamente no fígado, no cérebro, no coração, no músculo estriado e no pâncreas, estando ainda ligado a doenças crónicas, como a asma e a anemia hemolítica. O seu consumo em quantidades ditas óptimas tem efeitos positivos na prevenção de cancro e de doenças cardíacas e ainda na inibição de infecções virais e progresso da SIDA. No entanto, tomado em excesso torna-se tóxico, tornando o cabelo e as unhas mais frágeis, podendo mesmo causar a sua queda. Em doses excessivas causa ainda distúrbios gastrointestinais, erupção cutânea, provoca hálito a alho, cansaço e a formação de ROS (Reactive Oxygen Species), que provocam a oxidação do DNA, a quebra da cadeia dupla e morte da célula. Existindo o selénio sob a forma orgânica e inorgânica, pretendeu-se com este trabalho estudar a biodisponibilidade deste elemento em diferentes órgãos após o consumo de selénio orgânico, proveniente de um cogumelo (Agaricus bisporos) e por outro lado, de selénio inorgânico, no caso presente o selenato. Foram para isso utilizados 24 ratos, divididos em 3 grupos de 8 animais. O primeiro grupo (Grupo C – Controle) viu o selénio inibido da sua dieta; o segundo grupo (Grupo A – Agaricus) teve uma dieta enriquecida com selénio orgânico, ou seja, com o cogumelo; o terceiro grupo (Grupo S – Selenato) consumiu uma dieta enriquecida com selénio inorgânico, neste caso, selenato. Após os 30 dias da actividade, foi determinada a concentração de selénio em diversos órgãos dos animais (fígado, rim, coração, testículo, cérebro) e ainda no músculo, sangue (soro e coágulo), na urina e nas fezes. Foram ainda avaliadas algumas actividades de enzimas antioxidantes (superóxido dismutase e catalase) e ainda os níveis de glutationa reduzida, pretendendo-se assim avaliar se a biodisponibilidade de selénio presente no cogumelo é superior à do selénio inorgânico, podendo substituir os suplementos de selénio, e verificar se essa biodisponibilidade melhora alguns parâmetros fisiológicos e bioquímicos.