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Separação-individuação, personalidade e adaptação académica em jovens adultos: solidão e autocontrolo em tempos de Covid-19

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Resumo:A transição para o ensino superior é, muitas vezes, pautada por dificuldades que interferem no processo de adaptação dos jovens adultos a este novo contexto. A literatura tem apontado para o contributo positivo do processo de separação-individuação na adaptação académica. A personalidade também demonstra ser um fator importante nesta fase de transição, sendo que os traços de personalidade podem agir como facilitadores na adaptação dos jovens. As medidas de confinamento e ensino à distância associadas à recente pandemia ocasionada pelo vírus COVID-19 parecem ter contribuído para agravar este processo de adaptação. Assim, este estudo tem como objetivo analisar o papel da separação-individuação e personalidade na adaptação académica de jovens adultos em tempos COVID-19, controlando também o sexo nesta associação. A amostra foi constituída por 407 jovens adultos, com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos de idade (M = 20.90, DP = 2.32). Recorreu-se a instrumentos de autorrelato para recolher os dados deste estudo, incluindo um questionário sociodemográfico, o Questionário De Vivências Académicas - Versão Reduzida (QVA-r), o Individuation Test for Emerging Adults (ITEA), o Questionário de Vivências Face à COVID-19 (QVFC) e o NEO Five Factor Inventory (NEO-FFI-20). Os resultados apontam para o papel positivo da ligação e autoconfiança da separação-individuação a ambos os pais na adaptação académica. Traços de amabilidade e conscienciosidade da personalidade mostram ainda uma associação positiva na adaptação ao contexto universitário. Além disso, jovens do sexo masculino tendem a apresentar maior adaptação académica na sua dimensão pessoal. A análise dos resultados foi discutida à luz da importância das relações significativas de afeto, o desenvolvimento da personalidade e a vivência do contexto de pandemia em que os dados foram recolhidos.
Autores principais:Ferreira, Mariana Silva
Assunto:Adaptação académica Separação-individuação
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A transição para o ensino superior é, muitas vezes, pautada por dificuldades que interferem no processo de adaptação dos jovens adultos a este novo contexto. A literatura tem apontado para o contributo positivo do processo de separação-individuação na adaptação académica. A personalidade também demonstra ser um fator importante nesta fase de transição, sendo que os traços de personalidade podem agir como facilitadores na adaptação dos jovens. As medidas de confinamento e ensino à distância associadas à recente pandemia ocasionada pelo vírus COVID-19 parecem ter contribuído para agravar este processo de adaptação. Assim, este estudo tem como objetivo analisar o papel da separação-individuação e personalidade na adaptação académica de jovens adultos em tempos COVID-19, controlando também o sexo nesta associação. A amostra foi constituída por 407 jovens adultos, com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos de idade (M = 20.90, DP = 2.32). Recorreu-se a instrumentos de autorrelato para recolher os dados deste estudo, incluindo um questionário sociodemográfico, o Questionário De Vivências Académicas - Versão Reduzida (QVA-r), o Individuation Test for Emerging Adults (ITEA), o Questionário de Vivências Face à COVID-19 (QVFC) e o NEO Five Factor Inventory (NEO-FFI-20). Os resultados apontam para o papel positivo da ligação e autoconfiança da separação-individuação a ambos os pais na adaptação académica. Traços de amabilidade e conscienciosidade da personalidade mostram ainda uma associação positiva na adaptação ao contexto universitário. Além disso, jovens do sexo masculino tendem a apresentar maior adaptação académica na sua dimensão pessoal. A análise dos resultados foi discutida à luz da importância das relações significativas de afeto, o desenvolvimento da personalidade e a vivência do contexto de pandemia em que os dados foram recolhidos.