Publicação
Estudo da aptidão física de policiais militares femininas da região metropolitana do Estado de São Paulo formadas entre os anos de 2001 a 2007
| Resumo: | O presente estudo analisou os níveis de aptidão física de policiais militares femininas, integrantes da Polícia Militar do Estado de São Paulo no momento do término da Escola de Formação de Soldados, entre os anos de 2001 e 2007, separadas por ano de conclusão de seus respectivos cursos, e o segundo, no ano de 2011, para que fosse possível comparar estes níveis entre os grupos e a ação dos anos de serviço sobre a aptidão física dessas pessoas. A amostra deste estudo foi constituída por 230 policiais militares femininas, todos saudáveis, com idades entre 25 a 35 anos, do sexo feminino e servindo no policiamento na região do grande São Paulo. Foi utilizado como referência o teste de aptidão física padrão da Polícia Militar do Estado de São Paulo, constituído por quatro testes: flexão e extensão de cotovelos em suspensão com apoio de frente sobre o solo, apoiando os joelhos sobre o banco de 30 centímetros de altura, abdominal tipo remador em 01 minuto, corrida de 50 metros e corrida ou caminhada em 12 minutos. Todas as policiais militares femininas haviam realizado estes testes no seu ano de formação na PMESP. Os testes foram repetidos pelas avaliadas em 2011. Foram aplicados ainda os seguintes testes antropométricos: pesagem corporal, dobras cutâneas (protocolo de 03 dobras de Guedes) e estatura. Para avaliar os níveis de atividade física dessas pessoas e a presença de eventuais situações de risco à saúde, PAR-Q e de Risco de Doenças Coronarianas. Foi realizada a análise descritiva das variáveis, enquanto a verificação da homogeneidade foi realizada por meio do teste de Kolmogorov Smirnov, devido ao tamanho da amostra Diante da normalidade, foi aplicado o teste de Anova one-way e o Post Hoc de Tukey, e, em caso onde não houve normalidade, foi aplicado o teste de Kruskal-Wallis, deixando de determinar onde se encontra a diferença estatisticamente significativa tendo em vista que o programa utilizado não dispõe do Post Hoc de Dunn. Assim, foi mostrado simplesmente a diferença sem, contudo, mostrar onde ela se encontra. Para se verificar se houve diferença entre o pré-teste (ano inicial da avaliação) e pós-teste (teste feito em 2011), foi feito o teste “t”, em caso de normalidade, ou o teste de Wilcoxon para medidas não paramétricas. Para os tratamentos estatísticos, foi utilizado o programa SPSS, versão 15.0. Os principais resultados desta pesquisa indicam o seguinte: existe paridade nos níveis de aptidão física na PMESP (T1), com a constatação de índices elevados destes níveis independente do ano em que se formaram; em todos os testes cumpridos em 2011 (T2), foi verificado declínio de performance geralmente em uma linha de tendência proporcional ao aumento dos anos de serviço, com destaque para o desempenho no teste de corrida em 12 minutos que já apresentou acentuado declínio que se manteve em todos os grupos; neste mesmo sentido quanto as medidas antropométricas, os níveis verificados no ano de formação foram similares (T1), havendo aumento do peso corporal e do percentual de gordura proporcional ao aumento do número de anos de serviço (T2); tanto em relação ao nível de aptidão física quanto as medidas antropométricas, as alterações verificadas são superiores as expectativas esperadas ao aumento da idade; majoritariamente, as avaliadas apresentam níveis de atividade física entre alto e muito alto, contudo decorrente das exigências profissionais e não pela participação em programas de treinamento físico, além disto, aproximadamente 70% dos avaliados indicaram pelo menos uma situação de risco à saúde. Este estudo permitiu retirar essas conclusões: os níveis de aptidão física, demonstrados pelas policiais militares ao término da Escola Superior de Soldados, não se mantêm com o passar dos anos e vão diminuindo já nos primeiros anos de serviço, assim como ocorre com as medidas antropométricas com aumento da massa corporal e dos percentuais de gordura. |
|---|---|
| Autores principais: | Neto, João de Paula Ferreira |
| Assunto: | Aptidão física Antropometria Polícia militar São Paulo (Brasil) |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O presente estudo analisou os níveis de aptidão física de policiais militares femininas, integrantes da Polícia Militar do Estado de São Paulo no momento do término da Escola de Formação de Soldados, entre os anos de 2001 e 2007, separadas por ano de conclusão de seus respectivos cursos, e o segundo, no ano de 2011, para que fosse possível comparar estes níveis entre os grupos e a ação dos anos de serviço sobre a aptidão física dessas pessoas. A amostra deste estudo foi constituída por 230 policiais militares femininas, todos saudáveis, com idades entre 25 a 35 anos, do sexo feminino e servindo no policiamento na região do grande São Paulo. Foi utilizado como referência o teste de aptidão física padrão da Polícia Militar do Estado de São Paulo, constituído por quatro testes: flexão e extensão de cotovelos em suspensão com apoio de frente sobre o solo, apoiando os joelhos sobre o banco de 30 centímetros de altura, abdominal tipo remador em 01 minuto, corrida de 50 metros e corrida ou caminhada em 12 minutos. Todas as policiais militares femininas haviam realizado estes testes no seu ano de formação na PMESP. Os testes foram repetidos pelas avaliadas em 2011. Foram aplicados ainda os seguintes testes antropométricos: pesagem corporal, dobras cutâneas (protocolo de 03 dobras de Guedes) e estatura. Para avaliar os níveis de atividade física dessas pessoas e a presença de eventuais situações de risco à saúde, PAR-Q e de Risco de Doenças Coronarianas. Foi realizada a análise descritiva das variáveis, enquanto a verificação da homogeneidade foi realizada por meio do teste de Kolmogorov Smirnov, devido ao tamanho da amostra Diante da normalidade, foi aplicado o teste de Anova one-way e o Post Hoc de Tukey, e, em caso onde não houve normalidade, foi aplicado o teste de Kruskal-Wallis, deixando de determinar onde se encontra a diferença estatisticamente significativa tendo em vista que o programa utilizado não dispõe do Post Hoc de Dunn. Assim, foi mostrado simplesmente a diferença sem, contudo, mostrar onde ela se encontra. Para se verificar se houve diferença entre o pré-teste (ano inicial da avaliação) e pós-teste (teste feito em 2011), foi feito o teste “t”, em caso de normalidade, ou o teste de Wilcoxon para medidas não paramétricas. Para os tratamentos estatísticos, foi utilizado o programa SPSS, versão 15.0. Os principais resultados desta pesquisa indicam o seguinte: existe paridade nos níveis de aptidão física na PMESP (T1), com a constatação de índices elevados destes níveis independente do ano em que se formaram; em todos os testes cumpridos em 2011 (T2), foi verificado declínio de performance geralmente em uma linha de tendência proporcional ao aumento dos anos de serviço, com destaque para o desempenho no teste de corrida em 12 minutos que já apresentou acentuado declínio que se manteve em todos os grupos; neste mesmo sentido quanto as medidas antropométricas, os níveis verificados no ano de formação foram similares (T1), havendo aumento do peso corporal e do percentual de gordura proporcional ao aumento do número de anos de serviço (T2); tanto em relação ao nível de aptidão física quanto as medidas antropométricas, as alterações verificadas são superiores as expectativas esperadas ao aumento da idade; majoritariamente, as avaliadas apresentam níveis de atividade física entre alto e muito alto, contudo decorrente das exigências profissionais e não pela participação em programas de treinamento físico, além disto, aproximadamente 70% dos avaliados indicaram pelo menos uma situação de risco à saúde. Este estudo permitiu retirar essas conclusões: os níveis de aptidão física, demonstrados pelas policiais militares ao término da Escola Superior de Soldados, não se mantêm com o passar dos anos e vão diminuindo já nos primeiros anos de serviço, assim como ocorre com as medidas antropométricas com aumento da massa corporal e dos percentuais de gordura. |
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