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Avaliação genética e caracterização demográfica dos bovinos da raça Arouquesa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A raça Arouquesa é uma raça autóctone de bovinos cuja área de produção se distribui pelos distritos de Aveiro, Braga, Porto e Viseu. Esta raça é criada, maioritariamente com a finalidade de produção de carne, tendo esta a certificação de Denominação de Origem Protegida – DOP. No presente estudo propôs-se fazer a caracterização demográfica da raça Arouquesa, fazer a avaliação genética de duas características reprodutivas (idade ao primeiro parto e intervalo entre partos) e investigar o efeito da consanguinidade sobre estas características (depressão consanguínea). A caracterização demográfica foi realizada com recurso aos programas ENDOG v4.8 e JMP7, tendo por base a genealogia da população da raça Arouquesa, fornecida pela Associação de Criadores da Raça Arouquesa – ANCRA. Desde a criação do Livro Genealógico desta raça, o número de animais registados tem vindo a aumentar, sendo que o grau de preenchimento da genealogia Arouquesa é razoável, com 80,7% dos animais com ambos os progenitores conhecidos. O número efetivo de fundadores (fe) da raça Arouquesa é 563 e o número efetivo de ancestrais (fa) é 401, com 194 ancestrais a explicarem 50% da variabilidade genética. A consanguinidade (F) desta raça é de 1,38%, sendo que a consanguinidade média dos animais consanguíneos é de 9,63%. Apesar do F global estar a aumentar todos os anos e do crescente número de animais consanguíneos registados nos últimos anos, o F destes tem vindo a decrescer. O tamanho efetivo (Ne) da população Arouquesa entre 1977 e 2017 apresenta oscilações muito acentuadas, que não corresponde ao esperado. Com recurso ao programa ASREML, foi feita a avaliação genética da idade ao primeiro parto (ID1P) e do intervalo entre partos (INTP) dos animais da raça Arouquesa, tendo sido utilizados dois modelos para as avaliações. As estimativas de heritabilidade são de 0,07 ± 0,02 para a ID1P e de 0,05 ± 0,008 para o INTP, sendo que a estimativa da repetibilidade para o INTP é de 0,10 ± 0,006. Estes resultados indicam que a variabilidade fenotípica tem causas principalmente ambientais. Os valores genéticos (VG) destas características apresentam muitas variações ao longo dos anos, o que é expectável, dado que não estão a ser implementados programas de seleção direcionados para estas características. Existem evidências de depressão consanguínea no VG e no fenótipo para a ID1P, enquanto que para o INTP apenas há evidências deste fenómeno para o VG dos animais desta raça.
Autores principais:Montenegro, Maria Alexandra Cardoso Teotónio
Assunto:Raça Arouquesa caracterização demográfica
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A raça Arouquesa é uma raça autóctone de bovinos cuja área de produção se distribui pelos distritos de Aveiro, Braga, Porto e Viseu. Esta raça é criada, maioritariamente com a finalidade de produção de carne, tendo esta a certificação de Denominação de Origem Protegida – DOP. No presente estudo propôs-se fazer a caracterização demográfica da raça Arouquesa, fazer a avaliação genética de duas características reprodutivas (idade ao primeiro parto e intervalo entre partos) e investigar o efeito da consanguinidade sobre estas características (depressão consanguínea). A caracterização demográfica foi realizada com recurso aos programas ENDOG v4.8 e JMP7, tendo por base a genealogia da população da raça Arouquesa, fornecida pela Associação de Criadores da Raça Arouquesa – ANCRA. Desde a criação do Livro Genealógico desta raça, o número de animais registados tem vindo a aumentar, sendo que o grau de preenchimento da genealogia Arouquesa é razoável, com 80,7% dos animais com ambos os progenitores conhecidos. O número efetivo de fundadores (fe) da raça Arouquesa é 563 e o número efetivo de ancestrais (fa) é 401, com 194 ancestrais a explicarem 50% da variabilidade genética. A consanguinidade (F) desta raça é de 1,38%, sendo que a consanguinidade média dos animais consanguíneos é de 9,63%. Apesar do F global estar a aumentar todos os anos e do crescente número de animais consanguíneos registados nos últimos anos, o F destes tem vindo a decrescer. O tamanho efetivo (Ne) da população Arouquesa entre 1977 e 2017 apresenta oscilações muito acentuadas, que não corresponde ao esperado. Com recurso ao programa ASREML, foi feita a avaliação genética da idade ao primeiro parto (ID1P) e do intervalo entre partos (INTP) dos animais da raça Arouquesa, tendo sido utilizados dois modelos para as avaliações. As estimativas de heritabilidade são de 0,07 ± 0,02 para a ID1P e de 0,05 ± 0,008 para o INTP, sendo que a estimativa da repetibilidade para o INTP é de 0,10 ± 0,006. Estes resultados indicam que a variabilidade fenotípica tem causas principalmente ambientais. Os valores genéticos (VG) destas características apresentam muitas variações ao longo dos anos, o que é expectável, dado que não estão a ser implementados programas de seleção direcionados para estas características. Existem evidências de depressão consanguínea no VG e no fenótipo para a ID1P, enquanto que para o INTP apenas há evidências deste fenómeno para o VG dos animais desta raça.