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Influência do enriquecimento ambiental sobre as performances zootécnicas e comportamento dos coelhos em crescimento

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Resumo:O objectivo deste trabalho foi o de estudar as performances produtivas e o comportamento de coelhos em engorda, sujeitos a diferentes tratamentos em que os factores de variação foram a colocação de objectos, tamanho das jaulas, número de animais por jaula e a densidade). Nos estudos do comportamento foram analisadas mais duas variáveis, para além das referidas anteriormente, o efeito da idade dos animais e do período do dia em que foi realizada a amostragem. Foram utilizados 180 animais (Neozelandês x Californiano) de ambos os sexos, alojados num pavilhão com ambiente controlado e sujeitos a um fotoperíodo de 12 horas de luz (08:00h às 20:00h), que foram controlados desde o desmame (35 dias de idade) até ao abate (70 dias de idade). Os animais foram distribuídos de forma aleatória pelos 8 tratamentos considerados e alojados nas jaulas. Foram consideradas as seguintes variáveis: colocação ou não de objectos nas jaulas (latas de refrigerantes e pedaços de madeira), número de animais por jaula (1, 2 ou 4 coelhos/jaula), tamanho das jaulas (grandes: 0,3 m2 ou pequenas: 0,15 m2), e a densidade (7 coelhos/m2 ou 13 coelhos/m2). Semanalmente foram efectuadas pesagens individuais dos animais e controlado o consumo de alimento para determinação das performances produtivas (peso vivo, ingestão diária de alimento, ganho médio diário e eficiência alimentar). Durante toda a fase de engorda e semanalmente, o comportamento dos coelhos foi gravado por uma câmara de vídeo, sendo cada jaula filmada 4 vezes por dia (08:30h, 11:30h, 15:30h e 18:30h), e tendo cada filmagem a duração de 2 minutos. Com base nas filmagens foram elaborados etogramas e registados os comportamentos mais usuais. O enriquecimento ambiental com objectos e a densidade não tiveram nenhum efeito significativo sobre as performances produtivas. O tamanho da jaula não influenciou de forma significativa o PV e a EA. No entanto, verificou-se um maior GMD no período 2 (49-70 dias) nas jaulas pequenas quando comparadas com as jaulas grandes (46,7 e 43,6g, respectivamente) e uma maior IMD no período 1 (35-49 dias) nas jaulas grandes quando comparadas com as jaulas pequenas (118,4 e 111,0g/dia, respectivamente). O número de coelhos por jaula não afectou significativamente o PV, mas o GMD no período 1 (35-49 dias) foi superior para as jaulas com 2 coelhos e inferior para as jaulas com 1 coelho (43,1 e 38,1g, respectivamente). A EA no período 1 (35-49 dias) também foi superior para as jaulas com 2 coelhos e inferiores para as jaulas com 1 coelho (0,383 e 0,335, respectivamente). O comportamento “deitado em estado de alerta” foi realizado com mais frequência pelos animais alojados em jaulas sem objectos do que pelos animais nas jaulas enriquecidas (46,17 e 40,03%, respectivamente). O comportamento “dormir” foi realizado com mais frequência pelos animais das jaulas pequenas e o comportamento “brincar lata” foi realizado com mais frequência pelos animais das jaulas grandes. Nas jaulas com 4 coelhos os comportamentos realizados com mais frequência foram o “comer” e o “brincar lata” e os comportamentos menos frequentes foram o “dormir” e o “roer madeira”. Nas jaulas com 1 animal os comportamentos “dormir” e “roer madeira” foram realizados com mais frequência, enquanto que o comportamento “brincar lata” foi o menos frequente. Nas jaulas enriquecidas com objectos, com diferentes tamanhos e com diferentes números de animais por jaula não foram observados comportamentos anormais significativos. O comportamento “movimento rápido”, que é um comportamento anormal, foi mais observado pelos animais das jaulas de baixa densidade do que pelos animais das jaulas de elevada densidade (0,59 e 0,24%, respectivamente). O comportamento “brincar lata” foi mais observado nos animais das jaulas de elevada densidade quando comparadas com os animais das jaulas de baixa densidade (0,25 e 0,08%, respectivamente). De acordo com estes resultados verifica-se uma maior interacção com as latas de refrigerantes nos diferentes tratamentos do que com os pedaços de madeira. Também não foram observados quaisquer sinais de agressividade entre os animais ao longo do período de engorda. Nas condições em que foi desenvolvido o trabalho e considerando o período total da engorda, o enriquecimento ambiental não afectou as performances de crescimento dos coelhos e o seu bem-estar animal não nos pareceu significativamente melhorado
Autores principais:Soares, Sónia Catarina Esteves
Assunto:Produção animal Fatores ambientais Comportamento animal Desempenho animal Coelho (oryctolagus)
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
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Foram consideradas as seguintes variáveis: colocação ou não de objectos nas jaulas (latas de refrigerantes e pedaços de madeira), número de animais por jaula (1, 2 ou 4 coelhos/jaula), tamanho das jaulas (grandes: 0,3 m2 ou pequenas: 0,15 m2), e a densidade (7 coelhos/m2 ou 13 coelhos/m2). Semanalmente foram efectuadas pesagens individuais dos animais e controlado o consumo de alimento para determinação das performances produtivas (peso vivo, ingestão diária de alimento, ganho médio diário e eficiência alimentar). Durante toda a fase de engorda e semanalmente, o comportamento dos coelhos foi gravado por uma câmara de vídeo, sendo cada jaula filmada 4 vezes por dia (08:30h, 11:30h, 15:30h e 18:30h), e tendo cada filmagem a duração de 2 minutos. Com base nas filmagens foram elaborados etogramas e registados os comportamentos mais usuais. O enriquecimento ambiental com objectos e a densidade não tiveram nenhum efeito significativo sobre as performances produtivas. O tamanho da jaula não influenciou de forma significativa o PV e a EA. No entanto, verificou-se um maior GMD no período 2 (49-70 dias) nas jaulas pequenas quando comparadas com as jaulas grandes (46,7 e 43,6g, respectivamente) e uma maior IMD no período 1 (35-49 dias) nas jaulas grandes quando comparadas com as jaulas pequenas (118,4 e 111,0g/dia, respectivamente). O número de coelhos por jaula não afectou significativamente o PV, mas o GMD no período 1 (35-49 dias) foi superior para as jaulas com 2 coelhos e inferior para as jaulas com 1 coelho (43,1 e 38,1g, respectivamente). A EA no período 1 (35-49 dias) também foi superior para as jaulas com 2 coelhos e inferiores para as jaulas com 1 coelho (0,383 e 0,335, respectivamente). O comportamento “deitado em estado de alerta” foi realizado com mais frequência pelos animais alojados em jaulas sem objectos do que pelos animais nas jaulas enriquecidas (46,17 e 40,03%, respectivamente). O comportamento “dormir” foi realizado com mais frequência pelos animais das jaulas pequenas e o comportamento “brincar lata” foi realizado com mais frequência pelos animais das jaulas grandes. Nas jaulas com 4 coelhos os comportamentos realizados com mais frequência foram o “comer” e o “brincar lata” e os comportamentos menos frequentes foram o “dormir” e o “roer madeira”. Nas jaulas com 1 animal os comportamentos “dormir” e “roer madeira” foram realizados com mais frequência, enquanto que o comportamento “brincar lata” foi o menos frequente. Nas jaulas enriquecidas com objectos, com diferentes tamanhos e com diferentes números de animais por jaula não foram observados comportamentos anormais significativos. O comportamento “movimento rápido”, que é um comportamento anormal, foi mais observado pelos animais das jaulas de baixa densidade do que pelos animais das jaulas de elevada densidade (0,59 e 0,24%, respectivamente). 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