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Início, persistência e abandono da prática desportiva dos jovens nas escolas

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Resumo:O objetivo deste estudo foi caracterizar os motivos para o início, persistência e abandono do jovem na prática esportiva escolar, onde descrevemos de uma maneira geral os principais motivos nesses aspectos, além de fazer uma comparação entre gêneros, modalidades (individual e coletivo), rede de ensino (privada e pública) e uma correlação com as variáveis de idade e tempo de prática. Foi utilizada uma amostra de conveniência, constituída por 212 alunos (129 homens e 83 mulheres), com idades compreendidas entre 11 e 17 anos (14,35±1,69) do ensino fundamental II e ensino médio, distribuídos entre rede pública (69 alunos) e privada (143 alunos) praticantes de varias modalidades esportivas na cidade de Campina Grande, Paraíba, Brasil. Utilizou-se o questionário de Motivos de Início, Persistência, Mudança e Abandono desportivos MIMCA-BR (Carmo et al., 2007), onde para o nosso estudo foi abordando apenas três momentos da vida esportiva: início, persistência e abandono. Para a analise estatística foi utilizado o teste não paramétrico de Mann-Whitney para comparar as variáveis independentes e no estudo das correlações, se aplicou o coeficiente de correlação de Spearman, onde se avaliou a associação das variáveis de idade e tempo de prática. Foi adotado o nível de significância de p<0,05. Constatou-se que os principais motivos para o início desportivo foram diversão (3,96±1,48), competir (3,41±2,16) e manter boa forma (3,19±2,35) e para persistência, o bom relacionamento com treinador (3,99±1,30), melhora da imagem física (3,86±1,26) e o incentivo do treinador (3,8±1,32) e para um possível abandono, as lesões (3,05±1,52) e os estudos/trabalhos (2,97±1,48). Para a análise comparativa segundo o gênero, verificamos que existem diferenças significativas nas subescalas de início (p=0,001) e persistência (p=0,001), onde os meninos apresentam valores superiores para os motivos encontrados, para a subescala de abandono não tivemos diferenças significativas. Em relação à rede de ensino, também verificamos a existência de diferenças significativas nas subescalas de início (p=0,000) e persistência (p=0,000), onde os alunos da rede pública apresentam valores superiores nos motivos relevantes e novamente para subescala de abandono não tivemos diferenças significativas. E para as modalidades (individuais e coletivas), encontramos diferenças significativas para a subescala de inicio (p=0,002), com valores superiores nos seguintes motivos para os alunos das modalidades individuais. Para subescala de persistência, também encontramos diferenças estatisticamente significativas (p=0,000), onde na maioria dos motivos tivemos valores superiores para os alunos das modalidades individuais, com exceção para um motivo, que teve valor superior para os alunos das modalidades coletivas e para a subescala de abandono encontramos uma diferença estatisticamente significativa (p=0,007), com valor superior para os alunos das modalidades coletivas. Para as análises de correlação com idade e tempo de prática, concluímos que existem vários fatores fracamente associados, ou seja, com uma correlação positiva, com exceção de um fator de abandono, onde mostrou uma associação negativa. Assim podemos ver que com o amadurecimento e com o tempo de prática esportiva, os jovens tendem a ter um aumento na consciência motivacional. Novos estudos poderiam ser conduzidos em uma amostra representativa da população dos praticantes, a fim de criar modelos de orientação e de educação a prática regular do desporto escolar.
Autores principais:Silva, Leandro Augusto Dutra
Assunto:Prática desportiva Jovens
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O objetivo deste estudo foi caracterizar os motivos para o início, persistência e abandono do jovem na prática esportiva escolar, onde descrevemos de uma maneira geral os principais motivos nesses aspectos, além de fazer uma comparação entre gêneros, modalidades (individual e coletivo), rede de ensino (privada e pública) e uma correlação com as variáveis de idade e tempo de prática. Foi utilizada uma amostra de conveniência, constituída por 212 alunos (129 homens e 83 mulheres), com idades compreendidas entre 11 e 17 anos (14,35±1,69) do ensino fundamental II e ensino médio, distribuídos entre rede pública (69 alunos) e privada (143 alunos) praticantes de varias modalidades esportivas na cidade de Campina Grande, Paraíba, Brasil. Utilizou-se o questionário de Motivos de Início, Persistência, Mudança e Abandono desportivos MIMCA-BR (Carmo et al., 2007), onde para o nosso estudo foi abordando apenas três momentos da vida esportiva: início, persistência e abandono. Para a analise estatística foi utilizado o teste não paramétrico de Mann-Whitney para comparar as variáveis independentes e no estudo das correlações, se aplicou o coeficiente de correlação de Spearman, onde se avaliou a associação das variáveis de idade e tempo de prática. Foi adotado o nível de significância de p<0,05. Constatou-se que os principais motivos para o início desportivo foram diversão (3,96±1,48), competir (3,41±2,16) e manter boa forma (3,19±2,35) e para persistência, o bom relacionamento com treinador (3,99±1,30), melhora da imagem física (3,86±1,26) e o incentivo do treinador (3,8±1,32) e para um possível abandono, as lesões (3,05±1,52) e os estudos/trabalhos (2,97±1,48). Para a análise comparativa segundo o gênero, verificamos que existem diferenças significativas nas subescalas de início (p=0,001) e persistência (p=0,001), onde os meninos apresentam valores superiores para os motivos encontrados, para a subescala de abandono não tivemos diferenças significativas. Em relação à rede de ensino, também verificamos a existência de diferenças significativas nas subescalas de início (p=0,000) e persistência (p=0,000), onde os alunos da rede pública apresentam valores superiores nos motivos relevantes e novamente para subescala de abandono não tivemos diferenças significativas. E para as modalidades (individuais e coletivas), encontramos diferenças significativas para a subescala de inicio (p=0,002), com valores superiores nos seguintes motivos para os alunos das modalidades individuais. Para subescala de persistência, também encontramos diferenças estatisticamente significativas (p=0,000), onde na maioria dos motivos tivemos valores superiores para os alunos das modalidades individuais, com exceção para um motivo, que teve valor superior para os alunos das modalidades coletivas e para a subescala de abandono encontramos uma diferença estatisticamente significativa (p=0,007), com valor superior para os alunos das modalidades coletivas. Para as análises de correlação com idade e tempo de prática, concluímos que existem vários fatores fracamente associados, ou seja, com uma correlação positiva, com exceção de um fator de abandono, onde mostrou uma associação negativa. Assim podemos ver que com o amadurecimento e com o tempo de prática esportiva, os jovens tendem a ter um aumento na consciência motivacional. Novos estudos poderiam ser conduzidos em uma amostra representativa da população dos praticantes, a fim de criar modelos de orientação e de educação a prática regular do desporto escolar.