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Política das migrações, violência estrutural e HIV/Aids

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Considerando o atual cenário político das migrações internacionais, o artigo dis- cute as assimetrias e exclusões de cidadania inerentes aos fluxos migratórios, com o propó- sito principal de compreender as respetivas repercussões na epidemiologia do HIV. A aná- lise é eminentemente teórico-conceitual, apoiada numa pesquisa bibliográfica orientada para destrinçar nexos entre as políticas migratórias dominantes e o HIV/aids. Fica evidente, desde logo, que os países mais prósperos tendem a adotar posicionamentos seletivo-re- pressivos em matéria de migrações, movidos por critérios economicistas, pânicos securitá- rios e fobias identitárias. Daqui resultam fronteiras político-administrativas e de cidadania intransponíveis para as pessoas que integram as migrações da miséria, intensificando a sua marginalização. A par desta violência estrutural constituem-se quadros de vulnerabilidade epidemiológica face ao HIV que intensificam o risco de contágio, constrangem o acesso a cuidados a quem já se depara com a infecção e dificultam as estratégias coletivas de enfrentamento da infecção no quadro dos sistemas de saúde pública.
Autores principais:Sacramento, Octávio
Assunto:Migrações Internacionais Políticas Repressivas Marginalização Violência Estrutural Epidemia de HIV/Aids
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Considerando o atual cenário político das migrações internacionais, o artigo dis- cute as assimetrias e exclusões de cidadania inerentes aos fluxos migratórios, com o propó- sito principal de compreender as respetivas repercussões na epidemiologia do HIV. A aná- lise é eminentemente teórico-conceitual, apoiada numa pesquisa bibliográfica orientada para destrinçar nexos entre as políticas migratórias dominantes e o HIV/aids. Fica evidente, desde logo, que os países mais prósperos tendem a adotar posicionamentos seletivo-re- pressivos em matéria de migrações, movidos por critérios economicistas, pânicos securitá- rios e fobias identitárias. Daqui resultam fronteiras político-administrativas e de cidadania intransponíveis para as pessoas que integram as migrações da miséria, intensificando a sua marginalização. A par desta violência estrutural constituem-se quadros de vulnerabilidade epidemiológica face ao HIV que intensificam o risco de contágio, constrangem o acesso a cuidados a quem já se depara com a infecção e dificultam as estratégias coletivas de enfrentamento da infecção no quadro dos sistemas de saúde pública.