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Tumores oculares e perioculares em gatos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O globo ocular e os seus anexos estão suscetíveis ao desenvolvimento de neoplasias primárias e secundárias, cujo aspeto clínico varia de acordo com o tecido ocular afetado . Na abordagem destas neoplasias há que salientar a importância de um correto exame físico e de um exame oftalmológico detalhado. Poderão ser também necessários exames complementares, sendo de extrema importância um diagnóstico o mais preciso possível, para que se possa estabelecer um plano de tratamento adequado a cada animal e, sempre que possível, se possa estabelecer um prognóstico perante o tutor. Os tumores oculares e perioculares constituem uma ameaça à capacidade visual do animal (podendo conduzir a uma enucleação), à sua qualidade de vida, aparência e sobrevivência. Alguns dos tumores mais frequentes no gato incluem o carcinoma de células escamosas, o melanoma, o linfoma, o sarcoma pós – traumático e o hemangiossarcoma. Na maioria dos casos são tumores agressivos, com caraterísticas invasivas e predisposição para recorrências, apresentando um prognóstico reservado. Esta dissertação tem como principal objetivo o cruzamento dos dados obtidos nos casos clínicos observados com a informação disponível na literatura, principalmente no que respeita aos vários métodos de tratamento. São descritos quatro casos clínicos observados durante o estágio curricular no Hospital Veterinário do Baixo Vouga. O primeiro caso clínico refere-se a um melanoma intra-ocular, o segundo a um sarcoma pós – traumático, o terceiro caso clínico é um carcinoma de células escamosas e por último apresenta-se um linfoma retrobulbar, todos eles em gatos. As neoplasias que acometem o olho são pouco comuns nos gatos, porém não se deve negligenciar o seu diagnóstico definitivo, o qual idealmente deve ser precoce, nem o seu correto tratamento, devendo o médico veterinário ser capaz de expor e discutir com os tutores os vários tratamentos possíveis, numa tentativa de aumentar a sobrevida do animal.
Autores principais:Carvalho, Daniela da Silva
Assunto:Medicina veterinária Oncologia Neoplasias oculares Gato
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O globo ocular e os seus anexos estão suscetíveis ao desenvolvimento de neoplasias primárias e secundárias, cujo aspeto clínico varia de acordo com o tecido ocular afetado . Na abordagem destas neoplasias há que salientar a importância de um correto exame físico e de um exame oftalmológico detalhado. Poderão ser também necessários exames complementares, sendo de extrema importância um diagnóstico o mais preciso possível, para que se possa estabelecer um plano de tratamento adequado a cada animal e, sempre que possível, se possa estabelecer um prognóstico perante o tutor. Os tumores oculares e perioculares constituem uma ameaça à capacidade visual do animal (podendo conduzir a uma enucleação), à sua qualidade de vida, aparência e sobrevivência. Alguns dos tumores mais frequentes no gato incluem o carcinoma de células escamosas, o melanoma, o linfoma, o sarcoma pós – traumático e o hemangiossarcoma. Na maioria dos casos são tumores agressivos, com caraterísticas invasivas e predisposição para recorrências, apresentando um prognóstico reservado. Esta dissertação tem como principal objetivo o cruzamento dos dados obtidos nos casos clínicos observados com a informação disponível na literatura, principalmente no que respeita aos vários métodos de tratamento. São descritos quatro casos clínicos observados durante o estágio curricular no Hospital Veterinário do Baixo Vouga. O primeiro caso clínico refere-se a um melanoma intra-ocular, o segundo a um sarcoma pós – traumático, o terceiro caso clínico é um carcinoma de células escamosas e por último apresenta-se um linfoma retrobulbar, todos eles em gatos. As neoplasias que acometem o olho são pouco comuns nos gatos, porém não se deve negligenciar o seu diagnóstico definitivo, o qual idealmente deve ser precoce, nem o seu correto tratamento, devendo o médico veterinário ser capaz de expor e discutir com os tutores os vários tratamentos possíveis, numa tentativa de aumentar a sobrevida do animal.