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Bovine brucellosis in North East Portugal. Prevalence and risk factors.

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Resumo:A brucelose é uma doença zoonótica de distribuição mundial. Afeta uma vasta variedade de hospedeiros, incluindo o gado bovino. As suas manifestações clínicas traduzemse em perdas económicas devido à ocorrência de abortos e diminuição da produtividade animal. Devido ao seu carácter zoonótico, esta doença representa também uma importante questão de saúde pública. Deste modo, a investigação de potenciais fatores de risco poderá permitir o desenvolvimento de novas estratégias para diminuição da prevalência desta patologia e a melhoria do programa nacional de erradicação da brucelose bovina em Portugal. O objetivo do presente estudo foi o de identificar alguns dos fatores de risco da brucelose bovina na região de Trás-os-Montes e Alto Douro. Foi considerado todo o gado bovino registado no sistema nacional de identificação animal (PISA.net) (n = 209692) desde 2001 a 2016. Dados à cerca da identificação das explorações, a sua localização, número de identificação animal, aptidão, data de nascimento, sexo e data da colheita da amostra foram igualmente considerados. Para os estudos dos fatores de risco da brucelose, foram analisadas sete variáveis: tamanho do rebanho, presença de pequenos ruminantes, número de explorações de bovinos e número de explorações de pequenos ruminantes na mesma área, idade, pluviosidade e temperatura. Os dados foram analisados com recurso ao teste qui-quadrado e regressão logística multivariável (p < 0.05). A análise dos dados demonstrou que a prevalência média de brucelose bovina diminuiu cerca de 12 vezes ao longo do período de estudo. A prevalência revelou-se superior em explorações de pequena dimensão (0,47%) do que em explorações de média (0,30%) e grande (0,37%) dimensão. A prevalência média de brucelose também se demonstrou maior em animais com aptidão de carne (0,75%) do que nos animais com aptidão de leite (0,23%). Identificou-se que as probabilidades de seropositividade para a brucelose bovina aumentavam nos animais em “rebanhos de pequeno tamanho” (OR = 1,48), em “animais jovens” (OR = 1,45), dada a “presença de pequenos ruminantes na mesma exploração” (OR = 1,59), durante a “estação quente” que inclui a Primavera e o Verão (OR = 1,85) e em explorações a uma “altitude” igual ou superior a 800m (OR = 2,38). Os resultados obtidos neste estudo enfatizam a importância da gestão geral e sanitária das explorações e da higiene dos currais, bem como do aumento da consciência dos agricultores para os potenciais fatores de risco presentes nas suas próprias explorações, dadas as características desta região rural
Autores principais:Cruz, Renata Manuel Moreira de Sá
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:inglês
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A brucelose é uma doença zoonótica de distribuição mundial. Afeta uma vasta variedade de hospedeiros, incluindo o gado bovino. As suas manifestações clínicas traduzemse em perdas económicas devido à ocorrência de abortos e diminuição da produtividade animal. Devido ao seu carácter zoonótico, esta doença representa também uma importante questão de saúde pública. Deste modo, a investigação de potenciais fatores de risco poderá permitir o desenvolvimento de novas estratégias para diminuição da prevalência desta patologia e a melhoria do programa nacional de erradicação da brucelose bovina em Portugal. O objetivo do presente estudo foi o de identificar alguns dos fatores de risco da brucelose bovina na região de Trás-os-Montes e Alto Douro. Foi considerado todo o gado bovino registado no sistema nacional de identificação animal (PISA.net) (n = 209692) desde 2001 a 2016. Dados à cerca da identificação das explorações, a sua localização, número de identificação animal, aptidão, data de nascimento, sexo e data da colheita da amostra foram igualmente considerados. Para os estudos dos fatores de risco da brucelose, foram analisadas sete variáveis: tamanho do rebanho, presença de pequenos ruminantes, número de explorações de bovinos e número de explorações de pequenos ruminantes na mesma área, idade, pluviosidade e temperatura. Os dados foram analisados com recurso ao teste qui-quadrado e regressão logística multivariável (p < 0.05). A análise dos dados demonstrou que a prevalência média de brucelose bovina diminuiu cerca de 12 vezes ao longo do período de estudo. A prevalência revelou-se superior em explorações de pequena dimensão (0,47%) do que em explorações de média (0,30%) e grande (0,37%) dimensão. A prevalência média de brucelose também se demonstrou maior em animais com aptidão de carne (0,75%) do que nos animais com aptidão de leite (0,23%). Identificou-se que as probabilidades de seropositividade para a brucelose bovina aumentavam nos animais em “rebanhos de pequeno tamanho” (OR = 1,48), em “animais jovens” (OR = 1,45), dada a “presença de pequenos ruminantes na mesma exploração” (OR = 1,59), durante a “estação quente” que inclui a Primavera e o Verão (OR = 1,85) e em explorações a uma “altitude” igual ou superior a 800m (OR = 2,38). Os resultados obtidos neste estudo enfatizam a importância da gestão geral e sanitária das explorações e da higiene dos currais, bem como do aumento da consciência dos agricultores para os potenciais fatores de risco presentes nas suas próprias explorações, dadas as características desta região rural