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Avaliação do ciclo de vida de materiais de pavimentação não convencionais

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Resumo:Em Portugal, os últimos anos têm sido marcados pelo uso de novos materiais em soluções de pavimentação. É uma situação que advém da subida de preço das matérias-primas que constituem os materiais utilizados tradicionalmente. No entanto, a introdução de novos componentes nas soluções de pavimentação reveste-se de alguma incerteza, em particular na relação custo-benefício. Dado o aparecimento de materiais e novas soluções a um ritmo acelerado nem sempre é possível prever com exatidão os custos e as vantagens reais. Nesse sentido, esta dissertação pretende dar um contributo para uma abordagem mais abrangente de avaliação de diferentes alternativas de pavimentos rodoviários, que considerem não apenas a componente económica, mas também a componente ambiental, que começa a ser tida em conta de forma mais séria a nível internacional. Assim, com o objetivo principal de avaliar a sustentabilidade de soluções de pavimentos que têm por base a utilização de um ligante alternativo e comparar essas mesmas soluções às soluções convencionais, realizou-se um estudo do impacte ambiental e económico de seis soluções de pavimentação distintas, sendo que três dessas estruturas pertencem a uma classe de elevado volume de tráfego (T1) e as restantes a uma classe de baixo volume de tráfego (T6). Dentro de cada classe de tráfego admitida foi considerada uma estrutura dita convencional e duas estruturas onde são aplicadas as cinzas volantes para estabilização do solo de fundação dos pavimentos rodoviários, estruturas essas que diferem entre si apenas no módulo de deformabilidade da camada estabilizada com o respetivo ligante. Na referida avaliação da sustentabilidade consideraram-se as fases do ciclo de vida dos pavimentos correspondentes à extração de matérias-primas, produção das misturas, transporte dos materiais e das misturas tanto para as centrais de produção como para o local da obra e a construção dos respetivos pavimentos. Os resultados obtidos mostraram que a utilização de cinzas volantes na estabilização do solo de fundação representa uma mais-valia, pois permite a redução dos custos de construção dos pavimentos rodoviários, assim como permite a diminuição do impacte ambiental face aos pavimentos que têm por base a utilização de materiais convencionais.
Autores principais:Pereira, Helena Isabel dos Santos
Assunto:Pavimentos rodoviários Estabilização do solo Sustentabilidade Avaliação Ciclo de vida Cinzas volantes Ativação alcalina
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Em Portugal, os últimos anos têm sido marcados pelo uso de novos materiais em soluções de pavimentação. É uma situação que advém da subida de preço das matérias-primas que constituem os materiais utilizados tradicionalmente. No entanto, a introdução de novos componentes nas soluções de pavimentação reveste-se de alguma incerteza, em particular na relação custo-benefício. Dado o aparecimento de materiais e novas soluções a um ritmo acelerado nem sempre é possível prever com exatidão os custos e as vantagens reais. Nesse sentido, esta dissertação pretende dar um contributo para uma abordagem mais abrangente de avaliação de diferentes alternativas de pavimentos rodoviários, que considerem não apenas a componente económica, mas também a componente ambiental, que começa a ser tida em conta de forma mais séria a nível internacional. Assim, com o objetivo principal de avaliar a sustentabilidade de soluções de pavimentos que têm por base a utilização de um ligante alternativo e comparar essas mesmas soluções às soluções convencionais, realizou-se um estudo do impacte ambiental e económico de seis soluções de pavimentação distintas, sendo que três dessas estruturas pertencem a uma classe de elevado volume de tráfego (T1) e as restantes a uma classe de baixo volume de tráfego (T6). Dentro de cada classe de tráfego admitida foi considerada uma estrutura dita convencional e duas estruturas onde são aplicadas as cinzas volantes para estabilização do solo de fundação dos pavimentos rodoviários, estruturas essas que diferem entre si apenas no módulo de deformabilidade da camada estabilizada com o respetivo ligante. Na referida avaliação da sustentabilidade consideraram-se as fases do ciclo de vida dos pavimentos correspondentes à extração de matérias-primas, produção das misturas, transporte dos materiais e das misturas tanto para as centrais de produção como para o local da obra e a construção dos respetivos pavimentos. Os resultados obtidos mostraram que a utilização de cinzas volantes na estabilização do solo de fundação representa uma mais-valia, pois permite a redução dos custos de construção dos pavimentos rodoviários, assim como permite a diminuição do impacte ambiental face aos pavimentos que têm por base a utilização de materiais convencionais.