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Estudo citogenético e avaliação dos efeitos da cisplatina em duas linhas celulares de cancro de bexiga

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A cisplatina é um dos agentes quimioterapêuticos mais eficazes no tratamento de cancro de ovários, cabeça, pescoço, bexiga, pulmão e colorrectal. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da cisplatina em duas linhas celulares tumorais de bexiga, avaliando os danos do DNA e a quantificação morfométrica das linhas celulares. As células foram expostas à cisplatina (2,5 μg/ml) durante vários períodos de tempo (1h, 6h, 12h, 24h, 48h e 72h) e foi analisado o dano no DNA pela técnica dos cometas e análise citogenética. Para alguns dos tempos (24h, 48h e 72h), após a remoção do fármaco, foi analisada a capacidade de recuperação das células pelo ensaio do cometa. Após a incubação das células com cisplatina verificou-se, pelo ensaio do cometa, uma diminuição, em geral, da cauda dos cometas relativamente aos controlos, exceto na linha celular T24 nas 48h e na HT1376 às 72h. As células que estiveram em cultura após a remoção da cisplatina, apresentaram um aumento na cauda dos cometas e respetivo aumento dos danos do DNA. Este aumento deve-se aos mecanismos de reparação do DNA, que remove as ligações cruzadas e permite assim a deteção dos danos pelo ensaio do cometa. Apenas no grupo de recuperação das 48h para a linha celular T24 isto não foi observado. Na análise citogenética das linhas após o tratamento com cisplatina observou-se um aumento de anomalias cromossómicas, como metafases pulverizadas e double minutes, e a presença de rearranjos complexos impossibilitando na grande maioria das vezes a sua identificação. Observou-se um aumento da área dos núcleos das células expostas à cisplatina, bem como um ligeiro aumento da área ocupada pelas AgNOR significativo de uma desregulação do genoma. Estes resultados sugerem que a cisplatina é genotóxica para as células, induzindo ligações cruzadas e provocando uma instabilidade cromossómica.
Autores principais:Ferreira, Jaqueline Paiva
Assunto:Cancro Bexiga Cisplatina Citogenética Ensaio cometa AgNOR
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A cisplatina é um dos agentes quimioterapêuticos mais eficazes no tratamento de cancro de ovários, cabeça, pescoço, bexiga, pulmão e colorrectal. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da cisplatina em duas linhas celulares tumorais de bexiga, avaliando os danos do DNA e a quantificação morfométrica das linhas celulares. As células foram expostas à cisplatina (2,5 μg/ml) durante vários períodos de tempo (1h, 6h, 12h, 24h, 48h e 72h) e foi analisado o dano no DNA pela técnica dos cometas e análise citogenética. Para alguns dos tempos (24h, 48h e 72h), após a remoção do fármaco, foi analisada a capacidade de recuperação das células pelo ensaio do cometa. Após a incubação das células com cisplatina verificou-se, pelo ensaio do cometa, uma diminuição, em geral, da cauda dos cometas relativamente aos controlos, exceto na linha celular T24 nas 48h e na HT1376 às 72h. As células que estiveram em cultura após a remoção da cisplatina, apresentaram um aumento na cauda dos cometas e respetivo aumento dos danos do DNA. Este aumento deve-se aos mecanismos de reparação do DNA, que remove as ligações cruzadas e permite assim a deteção dos danos pelo ensaio do cometa. Apenas no grupo de recuperação das 48h para a linha celular T24 isto não foi observado. Na análise citogenética das linhas após o tratamento com cisplatina observou-se um aumento de anomalias cromossómicas, como metafases pulverizadas e double minutes, e a presença de rearranjos complexos impossibilitando na grande maioria das vezes a sua identificação. Observou-se um aumento da área dos núcleos das células expostas à cisplatina, bem como um ligeiro aumento da área ocupada pelas AgNOR significativo de uma desregulação do genoma. Estes resultados sugerem que a cisplatina é genotóxica para as células, induzindo ligações cruzadas e provocando uma instabilidade cromossómica.