Publicação

Estudo de casos suspeitos de intoxicação por rodenticidas anticoagulantes em cães

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O recurso a rodenticidas tem sido frequente, desde a antiguidade, como forma de controlar pragas de roedores por todo o mundo. As opções que surgiram nas últimas décadas, como é o caso dos rodenticidas anticoagulantes, preocupam a comunidade veterinária, uma vez que a sua utilização no contexto urbano poderá promover intoxicações em animais como cães e gatos. Quando ocorre uma intoxicação, verifica-se um bloqueio do ciclo da vitamina K, associado à não ativação dos fatores de coagulação inativos dela dependentes e consequente depleção dos fatores funcionais ainda em circulação. Desta forma, o quadro típico apresentado pelos animais é de carácter hemorrágico e os sinais clínicos que surgirão serão, por norma, desta natureza. Uma desvantagem de uma intoxicação desta magnitude prendese com a impossibilidade de a diagnosticar, com certeza irredutível, em meio clínicohospitalar, sendo só possível fazê-lo recorrendo a laboratórios especializados. Quando em meio hospitalar, as provas de coagulação são a ferramenta mais credível para um diagnóstico presuntivo. O tratamento instituído engloba a estabilização do animal, a administração de vitamina K1 e de produtos sanguíneos que contenham os fatores de coagulação dependentes da vitamina K, apesar de haver outras possibilidades de tratamento mais recentes que têm vindo a surgir em medicina veterinária. Quando diagnosticada precocemente, uma intoxicação por rodenticidas anticoagulantes tem um prognóstico muito favorável. No entanto, este prognóstico poderá não ser tão positivo quando associado a limitações económicas ou quando o quadro hemorrágico já comprometeu a estabilidade circulatória do animal, o tratamento poderá não ser eficaz e o animal acabar por não sobreviver
Autores principais:Felício, Laura Almeida
Assunto:Rodenticidas anticoagulantes Ciclo da vitamina K Vitamina K epóxido redutase Cascata de coagulação Intoxicação Transfusão sanguínea
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O recurso a rodenticidas tem sido frequente, desde a antiguidade, como forma de controlar pragas de roedores por todo o mundo. As opções que surgiram nas últimas décadas, como é o caso dos rodenticidas anticoagulantes, preocupam a comunidade veterinária, uma vez que a sua utilização no contexto urbano poderá promover intoxicações em animais como cães e gatos. Quando ocorre uma intoxicação, verifica-se um bloqueio do ciclo da vitamina K, associado à não ativação dos fatores de coagulação inativos dela dependentes e consequente depleção dos fatores funcionais ainda em circulação. Desta forma, o quadro típico apresentado pelos animais é de carácter hemorrágico e os sinais clínicos que surgirão serão, por norma, desta natureza. Uma desvantagem de uma intoxicação desta magnitude prendese com a impossibilidade de a diagnosticar, com certeza irredutível, em meio clínicohospitalar, sendo só possível fazê-lo recorrendo a laboratórios especializados. Quando em meio hospitalar, as provas de coagulação são a ferramenta mais credível para um diagnóstico presuntivo. O tratamento instituído engloba a estabilização do animal, a administração de vitamina K1 e de produtos sanguíneos que contenham os fatores de coagulação dependentes da vitamina K, apesar de haver outras possibilidades de tratamento mais recentes que têm vindo a surgir em medicina veterinária. Quando diagnosticada precocemente, uma intoxicação por rodenticidas anticoagulantes tem um prognóstico muito favorável. No entanto, este prognóstico poderá não ser tão positivo quando associado a limitações económicas ou quando o quadro hemorrágico já comprometeu a estabilidade circulatória do animal, o tratamento poderá não ser eficaz e o animal acabar por não sobreviver