Publicação
Matemagia como recurso educativo no ensino e na aprendizagem da Matemática
| Resumo: | A matemática deve ser ensinada de forma a estimular a participação dos alunos, permitindo que estes realizem aprendizagens significativas. A matemagia constitui um recurso lúdico que permite estimular a motivação do aluno e desenvolver o seu raciocínio. À primeira vista, estes problemas/charadas parecem ter algo mágico, mas quando os alunos conseguem descobrir os truques matemáticos, consideram-nos desafios dinâmicos. Para pôr em prática este tipo de tarefas em contexto de sala de aula, torna-se importante que os futuros professores desenvolvam e consolidem, durante a sua formação inicial, o seu raciocínio algébrico. Por isso, impõe-se a seguinte questão: “Os futuros professores possuem conhecimentos algébricos bem definidos para resolver e implementar tarefas relacionadas com matemagia, em contexto de sala de aula?”. Neste sentido, realizou-se um estudo, na Universidade de Trás-osMontes e Alto Douro, que contou com a participação de 52 futuros professores de diferentes ciclos de estudos e de diferentes cursos, utilizando uma metodologia de investigação de natureza qualitativa descritiva e interpretativa com recurso ao design de estudo de caso. Num primeiro momento, disponibilizou-se no Google Docs um inquérito por questionário composto por questões fechadas, com o objetivo de caraterizar os participantes. Num segundo momento, aplicaram-se duas atividades consideradas de matemagia: (a) Pensa num número e (b) Desafio Simbólico. Após a leitura das respostas dos participantes, procedeuse à elaboração de categorias de análise, o que facilitou o seu estudo, através do software SPSS. Depois da análise e interpretação dos resultados, concluiu-se que, na atividade (a), apenas 17,3% dos inquiridos conseguiu resolver a atividade utilizando o conceito de operação inversa, enquanto os restantes nem a conseguiram resolver. Na atividade (b), apenas 1,9% utilizou a simbologia algébrica para a sua resolução e os outros participantes, ou não chegaram a uma solução ou resolveram através de exemplos concretos. Na parte final deste trabalho descrevemos as atividades, desenvolvidas em contexto da Prática de Ensino Supervisionada, que se referem ao domínio dos Números e Operações. Este domínio, ainda em contexto aritmético, constitui a base para a passagem gradual para a álgebra. Em muitos problemas é notória a necessidade de professores/educadores terem um raciocínio algébrico bem desenvolvido para poderem auxiliar os seus alunos/crianças a atingirem os objetivos delineados. |
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| Autores principais: | Costa, Ana Margarida Fernandes da |
| Assunto: | matemática raciocínio algébrico matemagia prática de ensino supervisionada |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A matemática deve ser ensinada de forma a estimular a participação dos alunos, permitindo que estes realizem aprendizagens significativas. A matemagia constitui um recurso lúdico que permite estimular a motivação do aluno e desenvolver o seu raciocínio. À primeira vista, estes problemas/charadas parecem ter algo mágico, mas quando os alunos conseguem descobrir os truques matemáticos, consideram-nos desafios dinâmicos. Para pôr em prática este tipo de tarefas em contexto de sala de aula, torna-se importante que os futuros professores desenvolvam e consolidem, durante a sua formação inicial, o seu raciocínio algébrico. Por isso, impõe-se a seguinte questão: “Os futuros professores possuem conhecimentos algébricos bem definidos para resolver e implementar tarefas relacionadas com matemagia, em contexto de sala de aula?”. Neste sentido, realizou-se um estudo, na Universidade de Trás-osMontes e Alto Douro, que contou com a participação de 52 futuros professores de diferentes ciclos de estudos e de diferentes cursos, utilizando uma metodologia de investigação de natureza qualitativa descritiva e interpretativa com recurso ao design de estudo de caso. Num primeiro momento, disponibilizou-se no Google Docs um inquérito por questionário composto por questões fechadas, com o objetivo de caraterizar os participantes. Num segundo momento, aplicaram-se duas atividades consideradas de matemagia: (a) Pensa num número e (b) Desafio Simbólico. Após a leitura das respostas dos participantes, procedeuse à elaboração de categorias de análise, o que facilitou o seu estudo, através do software SPSS. Depois da análise e interpretação dos resultados, concluiu-se que, na atividade (a), apenas 17,3% dos inquiridos conseguiu resolver a atividade utilizando o conceito de operação inversa, enquanto os restantes nem a conseguiram resolver. Na atividade (b), apenas 1,9% utilizou a simbologia algébrica para a sua resolução e os outros participantes, ou não chegaram a uma solução ou resolveram através de exemplos concretos. Na parte final deste trabalho descrevemos as atividades, desenvolvidas em contexto da Prática de Ensino Supervisionada, que se referem ao domínio dos Números e Operações. Este domínio, ainda em contexto aritmético, constitui a base para a passagem gradual para a álgebra. Em muitos problemas é notória a necessidade de professores/educadores terem um raciocínio algébrico bem desenvolvido para poderem auxiliar os seus alunos/crianças a atingirem os objetivos delineados. |
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