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A influência do exercício físico no bem-estar subjectivo e psicológico de idosos: um estudo longitudinal

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Resumo:Na actualidade assiste-se a alterações nas características das sociedades dos países desenvolvidos, passando estas a apresentar um envelhecimento acentuado das suas populações, facto que torna essencial a elaboração de investigações vocacionadas para estas populações e que visem proporcionar uma melhor compreensão daquilo que pode contribuir para melhorar a sua qualidade da vida e o seu bem-estar. O funcionamento psicológico positivo apresenta-se constituído na actualidade por dois grandes modelos teóricos, o modelo de bem-estar subjectivo (Ed Diener) e o modelo de bem-estar psicológico (Carol Ryff). Este estudo procurou compreender se a prática de exercício físico poderia ser efectiva na melhoria do funcionamento psicológico positivo de adultos em idade avançada, sendo adoptados simultaneamente os modelos de bem-estar subjectivo e de bem-estar psicológico. A uma amostra constituída por um total de 33 adultos em idade avançada (21 elementos do grupo experimental e 12 elementos do grupo de controlo), com idades compreendidas entre os 55 e os 95 anos (M= 73.09; DP=7.66), foram aplicados, em dois momentos, instrumentos avaliadores das dimensões que constituem o bem-estar subjectivo e o psicológico, de modo a estudar os resultados obtidos pelos indivíduos que integraram o grupo experimental, composto por um grupo que praticava ginástica e um grupo que praticava hidroginastica e ginástica, e os indivíduos que constituíram o grupo de controlo que não praticava nenhum tipo de exercício físico. Como resultados obtivemos que a prática de exercício físico possuiu um efeito diferenciador e significativo em todas as dimensões dos modelos do bem-estar, com excepção do afecto negativo (F(2.29)= 0.099; p>0.05; (η2= 0.007), que apresentou no entanto diferenças significativas ao nível do efeito conjugado (tempo e grupo de prática). Para a satisfação com a vida, verificamos a existência de valores estatisticamente significativos e com um tamanho de efeito considerável (F(2.29)= 3. 688; p<0.05; η2=0.203). Para o afecto positivo verificamos a presença de uma significância estatística bastante elevada e um tamanho de efeito bastante elevado (F(2.29)= 18.441; p<0.001; η2= 0.560). Por fim, para o bem-estar psicológico verificou-se a existência de uma significância estatística elevada e um tamanho de efeito alto (F(2.29)= 5.841; p<0.01; η2= 0.287). É de referir, também, as correlações obtidas entre os resultados do bem-estar psicológico e as dimensões do bem-estar subjectivo. Concluímos no nosso estudo que, no geral, a prática de exercício físico possui um efeito efectivo e diferenciador do funcionamento psicológico positivo de adultos em idade avançada, quando comparados elementos fisicamente activos com indivíduos inactivos.
Autores principais:Olival, Daniel João Martins
Assunto:Idosos Exercícios físicos Bem-estar subjetivo Bem-estar psicológico
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Na actualidade assiste-se a alterações nas características das sociedades dos países desenvolvidos, passando estas a apresentar um envelhecimento acentuado das suas populações, facto que torna essencial a elaboração de investigações vocacionadas para estas populações e que visem proporcionar uma melhor compreensão daquilo que pode contribuir para melhorar a sua qualidade da vida e o seu bem-estar. O funcionamento psicológico positivo apresenta-se constituído na actualidade por dois grandes modelos teóricos, o modelo de bem-estar subjectivo (Ed Diener) e o modelo de bem-estar psicológico (Carol Ryff). Este estudo procurou compreender se a prática de exercício físico poderia ser efectiva na melhoria do funcionamento psicológico positivo de adultos em idade avançada, sendo adoptados simultaneamente os modelos de bem-estar subjectivo e de bem-estar psicológico. A uma amostra constituída por um total de 33 adultos em idade avançada (21 elementos do grupo experimental e 12 elementos do grupo de controlo), com idades compreendidas entre os 55 e os 95 anos (M= 73.09; DP=7.66), foram aplicados, em dois momentos, instrumentos avaliadores das dimensões que constituem o bem-estar subjectivo e o psicológico, de modo a estudar os resultados obtidos pelos indivíduos que integraram o grupo experimental, composto por um grupo que praticava ginástica e um grupo que praticava hidroginastica e ginástica, e os indivíduos que constituíram o grupo de controlo que não praticava nenhum tipo de exercício físico. Como resultados obtivemos que a prática de exercício físico possuiu um efeito diferenciador e significativo em todas as dimensões dos modelos do bem-estar, com excepção do afecto negativo (F(2.29)= 0.099; p>0.05; (η2= 0.007), que apresentou no entanto diferenças significativas ao nível do efeito conjugado (tempo e grupo de prática). Para a satisfação com a vida, verificamos a existência de valores estatisticamente significativos e com um tamanho de efeito considerável (F(2.29)= 3. 688; p<0.05; η2=0.203). Para o afecto positivo verificamos a presença de uma significância estatística bastante elevada e um tamanho de efeito bastante elevado (F(2.29)= 18.441; p<0.001; η2= 0.560). Por fim, para o bem-estar psicológico verificou-se a existência de uma significância estatística elevada e um tamanho de efeito alto (F(2.29)= 5.841; p<0.01; η2= 0.287). É de referir, também, as correlações obtidas entre os resultados do bem-estar psicológico e as dimensões do bem-estar subjectivo. Concluímos no nosso estudo que, no geral, a prática de exercício físico possui um efeito efectivo e diferenciador do funcionamento psicológico positivo de adultos em idade avançada, quando comparados elementos fisicamente activos com indivíduos inactivos.