Publicação
Efeito da radioterapia no tratamento de tumores intracranianos no cão: meningiomas e gliomas
| Resumo: | A radioterapia tem sido considerada a terapia de eleição para vários tumores cerebrais no cão, nomeadamente o glioma e o meningioma intracraniano. Após ter sido realizada uma revisão acerca da técnica e dos dois tipos de tumor, em particular, procedeu-se à realização de um estudo de caráter retrospetivo, com dados relativos a doentes tratados no hospital VRCC - Veterinary Referrals, no Reino Unido. Os objetivos definidos foram avaliar a eficácia desta abordagem terapêutica e procurar estabelecer associações entre várias características epidemiológicas, clínicas, diagnósticas e terapêuticas com o tipo tumoral e os tempos de sobrevivência apresentados. Assim, foram incluídos 32 cães com diagnóstico de glioma ou meningioma intracraniano, tratados com radioterapia, cujos relatórios clínicos foram analisados. Procedeu-se, ainda, ao cálculo de dois tempos de sobrevivência: o total (TST) e o pós-tratamento (TSPT), que se assumiram desde o diagnóstico ou do fim da radioterapia, respetivamente, até à morte ou final do período de estudo. Apenas 30 doentes foram considerados para os cálculos de sobrevida. O sexo e o realce pós-contraste exibiram associações estatisticamente significativas (P<0.05) com o diagnóstico tumoral. Estes resultados traduziram-se numa predisposição sexual dos machos para o tipo glial e das fêmeas para o tipo meningeal e numa maior especificidade do realce pós-contraste, observado na ressonância magnética, para o meningioma. Verificou-se, ainda, que, apenas, a raça e o sexo se assumiram como fatores de prognóstico, tendo estado associados significativamente (P<0.05) com os tempos de sobrevivência. Ser da raça boxer ou labrador retriever, bem como ser fêmea constituem, assim, um benefício na sobrevida destes doentes. Os valores medianos obtidos foram de 372 dias para o TSPT e de 446.5 dias para o TST, em termos globais. As taxas de sobrevida ao final de 1 e 2 anos foram, respetivamente, de 50% e 23.3%. A radioterapia é, assim, uma metodologia de tratamento eficaz nestes quadros neoplásicos, apresentando resultados superiores a outras abordagens terapêuticas. |
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| Autores principais: | Magalhães, Tomás Rodrigues |
| Assunto: | Radioterapia Neoplasias encefálicas Meningiomas Glioma Cão |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A radioterapia tem sido considerada a terapia de eleição para vários tumores cerebrais no cão, nomeadamente o glioma e o meningioma intracraniano. Após ter sido realizada uma revisão acerca da técnica e dos dois tipos de tumor, em particular, procedeu-se à realização de um estudo de caráter retrospetivo, com dados relativos a doentes tratados no hospital VRCC - Veterinary Referrals, no Reino Unido. Os objetivos definidos foram avaliar a eficácia desta abordagem terapêutica e procurar estabelecer associações entre várias características epidemiológicas, clínicas, diagnósticas e terapêuticas com o tipo tumoral e os tempos de sobrevivência apresentados. Assim, foram incluídos 32 cães com diagnóstico de glioma ou meningioma intracraniano, tratados com radioterapia, cujos relatórios clínicos foram analisados. Procedeu-se, ainda, ao cálculo de dois tempos de sobrevivência: o total (TST) e o pós-tratamento (TSPT), que se assumiram desde o diagnóstico ou do fim da radioterapia, respetivamente, até à morte ou final do período de estudo. Apenas 30 doentes foram considerados para os cálculos de sobrevida. O sexo e o realce pós-contraste exibiram associações estatisticamente significativas (P<0.05) com o diagnóstico tumoral. Estes resultados traduziram-se numa predisposição sexual dos machos para o tipo glial e das fêmeas para o tipo meningeal e numa maior especificidade do realce pós-contraste, observado na ressonância magnética, para o meningioma. Verificou-se, ainda, que, apenas, a raça e o sexo se assumiram como fatores de prognóstico, tendo estado associados significativamente (P<0.05) com os tempos de sobrevivência. Ser da raça boxer ou labrador retriever, bem como ser fêmea constituem, assim, um benefício na sobrevida destes doentes. Os valores medianos obtidos foram de 372 dias para o TSPT e de 446.5 dias para o TST, em termos globais. As taxas de sobrevida ao final de 1 e 2 anos foram, respetivamente, de 50% e 23.3%. A radioterapia é, assim, uma metodologia de tratamento eficaz nestes quadros neoplásicos, apresentando resultados superiores a outras abordagens terapêuticas. |
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