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A educação sexual na escola: um estudo com professores e alunos do 9º ano de escolaridade

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Resumo:Em todas as escolas básicas e secundárias é obrigatória a lecionação de aulas de Educação Sexual, que podem ser realizadas de várias formas, tendo por base os normativos legislativos. O objetivo deste estudo foi identificar os conhecimentos e comportamentos de alunos do 9º ano de escolaridade de 4 escolas da região norte de Portugal e caraterizar as práticas de Educação Sexual com adolescentes, desenvolvidas em escolas públicas. Esta investigação procurou averiguar e analisar, em termos gerais, a forma como os normativos sobre Educação Sexual são aplicados na escola e se existe sucesso ao longo da aprendizagem. A escolha de alunos no 9º ano de escolaridade justica-se por estarem numa fase em que ocorrem as maiores mudanças físicas e psicológicas o que proporciona ao professor uma boa plataforma de ação. Tratou-se de um estudo descritivo e exploratório, de abordagem quantitativa e qualitativa, no qual participaram sete professores e oito turmas do 9º ano de escolaridade (duas turmas de cada escola), de quatro escolas pertencentes do norte de Portugal. Os instrumentos que utilizámos para a recolha de dados foram um pré e pós- teste, aos alunos e entrevista aos professores dos respetivos alunos. Os resultados evidenciaram que após a intervenção dos professores, houve uma melhoria na conceção de vários parâmetros relativos à ES (Educação Sexual), nomeadamente no relacionamento entre pares e com o professor. A ES não teve qualquer efeito negativo nos conhecimentos, atitudes ou comportamentos dos adolescentes portugueses. Ao nível da análise das entrevistas verificámos que o padrão é em geral o mesmo, ou seja, todos os professores realizam estas aulas segundo os normativos ministeriais, com recurso às atividades do Programa Regional de Educação Sexual em Saúde Escolar - PRESSE, num conjunto de doze aulas. Sentimos que o maior sucesso das aulas em ES terá sido com os professores que têm formação nesta área. Os resultados mostraram que as escolas estão a implementar as medidas regulamentadas pela tutela. Órgãos de gestão, professores e alunos estão envolvidos ativamente no PES/ES mas os pais mantêm dificuldade em promover e rentabilizar oportunidades da ES. Salientou-se a necessidade de formação específica na área da sexualidade para professores, pois profissionais qualificados podem promover uma melhor formação dos adolescentes, havendo mesmo assim, ainda muito trabalho a fazer nesta área. Parece-nos iminente o procedimento da aplicação de programas de intervenção formativos em contexto escolar, ou outros similares, que promovam uma vida sexual responsável dos nossos jovens, principalmente no sentido de iniciarem a sua atividade sexual mais próximo da fase adulta, fase esta que será a mais longa das suas vidas. Quanto mais cedo começarmos a refletir sobre a felicidade de um ser humano, mais valor damos à nossa mente e ao nosso corpo, pois representam tudo o que somos!
Autores principais:Guedes, Sónia Cristina Pereira Roçadas Ferreira
Assunto:Adolescência alunos educação sexual escola formação pais professores projetos em ES
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Em todas as escolas básicas e secundárias é obrigatória a lecionação de aulas de Educação Sexual, que podem ser realizadas de várias formas, tendo por base os normativos legislativos. O objetivo deste estudo foi identificar os conhecimentos e comportamentos de alunos do 9º ano de escolaridade de 4 escolas da região norte de Portugal e caraterizar as práticas de Educação Sexual com adolescentes, desenvolvidas em escolas públicas. Esta investigação procurou averiguar e analisar, em termos gerais, a forma como os normativos sobre Educação Sexual são aplicados na escola e se existe sucesso ao longo da aprendizagem. A escolha de alunos no 9º ano de escolaridade justica-se por estarem numa fase em que ocorrem as maiores mudanças físicas e psicológicas o que proporciona ao professor uma boa plataforma de ação. Tratou-se de um estudo descritivo e exploratório, de abordagem quantitativa e qualitativa, no qual participaram sete professores e oito turmas do 9º ano de escolaridade (duas turmas de cada escola), de quatro escolas pertencentes do norte de Portugal. Os instrumentos que utilizámos para a recolha de dados foram um pré e pós- teste, aos alunos e entrevista aos professores dos respetivos alunos. Os resultados evidenciaram que após a intervenção dos professores, houve uma melhoria na conceção de vários parâmetros relativos à ES (Educação Sexual), nomeadamente no relacionamento entre pares e com o professor. A ES não teve qualquer efeito negativo nos conhecimentos, atitudes ou comportamentos dos adolescentes portugueses. Ao nível da análise das entrevistas verificámos que o padrão é em geral o mesmo, ou seja, todos os professores realizam estas aulas segundo os normativos ministeriais, com recurso às atividades do Programa Regional de Educação Sexual em Saúde Escolar - PRESSE, num conjunto de doze aulas. Sentimos que o maior sucesso das aulas em ES terá sido com os professores que têm formação nesta área. Os resultados mostraram que as escolas estão a implementar as medidas regulamentadas pela tutela. Órgãos de gestão, professores e alunos estão envolvidos ativamente no PES/ES mas os pais mantêm dificuldade em promover e rentabilizar oportunidades da ES. Salientou-se a necessidade de formação específica na área da sexualidade para professores, pois profissionais qualificados podem promover uma melhor formação dos adolescentes, havendo mesmo assim, ainda muito trabalho a fazer nesta área. Parece-nos iminente o procedimento da aplicação de programas de intervenção formativos em contexto escolar, ou outros similares, que promovam uma vida sexual responsável dos nossos jovens, principalmente no sentido de iniciarem a sua atividade sexual mais próximo da fase adulta, fase esta que será a mais longa das suas vidas. Quanto mais cedo começarmos a refletir sobre a felicidade de um ser humano, mais valor damos à nossa mente e ao nosso corpo, pois representam tudo o que somos!