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Tratamento de feridas cutâneas com pele de tilápia do Nilo em cães e gatos: estudo piloto

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em Medicina Veterinária, as feridas cutâneas assumem uma grande importância na prática clínica, devido à sua elevada incidência. O processo de cicatrização é uma sequência de eventos celulares e bioquímicos que começam a partir da perda da integridade do tecido epitelial. Neste estudo, foi avaliada a eficácia do uso da pele de Tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) como penso biológico oclusivo para o tratamento de feridas cutâneas em animais de companhia. As peles foram obtidas a partir de tilápias em aquacultura e, depois de passar por um processo de limpeza e de esterilização, foram armazenadas até posterior aplicação. Cinco animais do sexo feminino, dois gatos e três cães, foram incluídos no estudo. Estes apresentavam feridas cutâneas abertas, cuja cirurgia reconstrutiva da pele não foi possível realizar e se antevia acontecer uma cicatrização por segunda intenção. Após limpeza das feridas, a pele foi aplicada à ferida, utilizando cola cirúrgica ou fio de sutura e trocada uma vez por semana. O primeiro e o segundo casos clínicos, ambos gatos, apresentavam uma ferida por desluvamento. O terceiro caso clínico tratou-se de um cão com uma ferida cirúrgica. O quarto e o quinto casos, cão e gato respetivamente, apresentavam uma ferida do tipo necrosante. Após o início da terapia com a pele, foi possível observar que as feridas destes animais apresentaram, gradualmente, uma evolução cicatricial positiva, reduzindo a sua extensão e presença de necrose e infeção, destacando a importância do diagnóstico microbiológico em Medicina Veterinária, com realização de identificação e de testes de sensibilidade a antimicrobianos, numa estratégia holística de saúde pública com especial foco na abordagem do problema da multirresistência. Os resultados obtidos permitem suportar que a pele de Tilápia do Nilo poderá ser considerada uma opção no tratamento de feridas abertas em cães e gatos, como complemento ou alternativa à cirurgia reconstrutiva, por ser capaz de proteger a ferida do meio externo, possuir baixo custo económico e proporcionar bem-estar durante o tratamento.
Autores principais:Kienzle, Mônica
Assunto:Animais de companhia Feridas cutâneas
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Em Medicina Veterinária, as feridas cutâneas assumem uma grande importância na prática clínica, devido à sua elevada incidência. O processo de cicatrização é uma sequência de eventos celulares e bioquímicos que começam a partir da perda da integridade do tecido epitelial. Neste estudo, foi avaliada a eficácia do uso da pele de Tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) como penso biológico oclusivo para o tratamento de feridas cutâneas em animais de companhia. As peles foram obtidas a partir de tilápias em aquacultura e, depois de passar por um processo de limpeza e de esterilização, foram armazenadas até posterior aplicação. Cinco animais do sexo feminino, dois gatos e três cães, foram incluídos no estudo. Estes apresentavam feridas cutâneas abertas, cuja cirurgia reconstrutiva da pele não foi possível realizar e se antevia acontecer uma cicatrização por segunda intenção. Após limpeza das feridas, a pele foi aplicada à ferida, utilizando cola cirúrgica ou fio de sutura e trocada uma vez por semana. O primeiro e o segundo casos clínicos, ambos gatos, apresentavam uma ferida por desluvamento. O terceiro caso clínico tratou-se de um cão com uma ferida cirúrgica. O quarto e o quinto casos, cão e gato respetivamente, apresentavam uma ferida do tipo necrosante. Após o início da terapia com a pele, foi possível observar que as feridas destes animais apresentaram, gradualmente, uma evolução cicatricial positiva, reduzindo a sua extensão e presença de necrose e infeção, destacando a importância do diagnóstico microbiológico em Medicina Veterinária, com realização de identificação e de testes de sensibilidade a antimicrobianos, numa estratégia holística de saúde pública com especial foco na abordagem do problema da multirresistência. Os resultados obtidos permitem suportar que a pele de Tilápia do Nilo poderá ser considerada uma opção no tratamento de feridas abertas em cães e gatos, como complemento ou alternativa à cirurgia reconstrutiva, por ser capaz de proteger a ferida do meio externo, possuir baixo custo económico e proporcionar bem-estar durante o tratamento.