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Fatores relacionados com a solidão no idoso e importância do apoio familiar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Enquadramento: Este relatório diz respeito ao estágio desenvolvido na Unidade de Saúde Familiar Longara Vida, no período de 30 de setembro de 2019 a 28 de fevereiro de 2020, durante o qual foi realizado um estudo empírico sobre os fatores relacionados com os sentimentos de solidão ou isolamento social no idoso, articulando com o papel do Enfermeiro de Família. Objetivos: Refletir sobre as competências desenvolvidas durante o estágio de natureza profissional e apresentar um estudo de investigação desenvolvido sobre os fatores relacionados com sentimentos subjetivos de solidão ou isolamento social no idoso. Métodos: Realizou-se um estudo observacional, descritivo-correlacional, transversal e de abordagem quantitativa, com uma amostra não probabilística constituída por 71 idosos inscritos na Unidade de Saúde Familiar. Utilizamos como instrumento de colheita de dados um formulário composto por questões de caracterização sociodemográfica e de apoio familiar e pela Escala UCLA-16. Para o tratamento de dados recorremos à estatística descritiva e inferencial com recurso ao SPSS. Resultados: Na nossa amostra (n=71), a maioria era do sexo feminino (59,2%), do grupo etário dos 65- 74 anos (63,4%), com média da idade de 72,96 anos, casada (76,1%), detinha o 1º ciclo do ensino básico (85,9%) e tinha dois filhos (33,8%). Quanto ao apoio familiar, a maioria vivia com o cônjuge (63,4%) e referiu receber visitas (95,8%), dos seus filhos (76,1%). Verificamos que a maioria dos idosos (74,6%) não apresentava sentimentos negativos de solidão ou isolamento social, tendo obtido uma pontuação média na escala UCLA de 25,14 pontos. A média da pontuação da Escala UCLA difere muito significativamente entre os idosos com diferentes coabitações (ANOVA: p<0,002) e a proporção das categorias dos sentimentos subjetivos de solidão ou isolamento social difere significativamente entre os idosos da amostra com diferente estado civil (χ2: p <0,001). Conclusão: Os fatores relacionados com os sentimentos de solidão ou isolamento social identificados no presente estudo são a coabitação e o estado civil. Verificamos que os sentimentos negativos de solidão e isolamento social aumentam com o estado civil de viuvez e os que vivem sós são os que apresentam também mais sentimentos negativos de solidão. Perante isto, implica que os idosos viúvos e que vivem sozinhos possam ter um acompanhamento mais próximo pelo enfermeiro de família e de outros profissionais da equipa de saúde para que possam receber o apoio necessário, minimizando-se os sentimentos de solidão, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida destes utentes.
Autores principais:Alves, Ana Sofia Rodrigues
Assunto:Solidão Envelhecimento
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Enquadramento: Este relatório diz respeito ao estágio desenvolvido na Unidade de Saúde Familiar Longara Vida, no período de 30 de setembro de 2019 a 28 de fevereiro de 2020, durante o qual foi realizado um estudo empírico sobre os fatores relacionados com os sentimentos de solidão ou isolamento social no idoso, articulando com o papel do Enfermeiro de Família. Objetivos: Refletir sobre as competências desenvolvidas durante o estágio de natureza profissional e apresentar um estudo de investigação desenvolvido sobre os fatores relacionados com sentimentos subjetivos de solidão ou isolamento social no idoso. Métodos: Realizou-se um estudo observacional, descritivo-correlacional, transversal e de abordagem quantitativa, com uma amostra não probabilística constituída por 71 idosos inscritos na Unidade de Saúde Familiar. Utilizamos como instrumento de colheita de dados um formulário composto por questões de caracterização sociodemográfica e de apoio familiar e pela Escala UCLA-16. Para o tratamento de dados recorremos à estatística descritiva e inferencial com recurso ao SPSS. Resultados: Na nossa amostra (n=71), a maioria era do sexo feminino (59,2%), do grupo etário dos 65- 74 anos (63,4%), com média da idade de 72,96 anos, casada (76,1%), detinha o 1º ciclo do ensino básico (85,9%) e tinha dois filhos (33,8%). Quanto ao apoio familiar, a maioria vivia com o cônjuge (63,4%) e referiu receber visitas (95,8%), dos seus filhos (76,1%). Verificamos que a maioria dos idosos (74,6%) não apresentava sentimentos negativos de solidão ou isolamento social, tendo obtido uma pontuação média na escala UCLA de 25,14 pontos. A média da pontuação da Escala UCLA difere muito significativamente entre os idosos com diferentes coabitações (ANOVA: p<0,002) e a proporção das categorias dos sentimentos subjetivos de solidão ou isolamento social difere significativamente entre os idosos da amostra com diferente estado civil (χ2: p <0,001). Conclusão: Os fatores relacionados com os sentimentos de solidão ou isolamento social identificados no presente estudo são a coabitação e o estado civil. Verificamos que os sentimentos negativos de solidão e isolamento social aumentam com o estado civil de viuvez e os que vivem sós são os que apresentam também mais sentimentos negativos de solidão. Perante isto, implica que os idosos viúvos e que vivem sozinhos possam ter um acompanhamento mais próximo pelo enfermeiro de família e de outros profissionais da equipa de saúde para que possam receber o apoio necessário, minimizando-se os sentimentos de solidão, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida destes utentes.