Publicação
Influence of kaolin application on physiological behavior of olive trees (Olea europaea L.) submitted to water deficit
| Resumo: | O clima futuro na maior parte das regiões onde se cultiva a oliveira (Olea europaea L.) será caracterizado por condições mais severas durante o verão, com menor disponibilidade de água, calor excessivo e alta irradiância fotónica, o que poderá provocar alterações significativas na fisiologia da árvore, na produtividade e na qualidade da produção. Assim, é crucial a implementação de estratégias de adaptação eficientes e de baixo custo para garantir a sustentabilidade dos olivais de sequeiro. Neste sentido, foram estudadas as alterações induzidas na anatomia, estado hídrico, trocas gasosas, fluorescência da clorofila, composição química e indicadores de stresse oxidativo em folhas de plantas jovens de oliveira (cv. Cobrançosa) submetidas a regimes hídricos contrastantes e à aplicação foliar (5%; p/v) de caulino, um aluminossilicato branco, não abrasivo, não poroso e não tóxico que se dispersa facilmente em água. Os resultados revelaram que a aplicação foliar de caulino aliviou os efeitos adversos do défice hídrico na oliveira. O caulino contribuiu para melhorar o estado hídrico das plantas, tendo em consideração os maiores valores de RWC, grau de suculência, condutância estomática e taxa de transpiração, e para reduzir os sintomas de stresse oxidativo, como comprovado pela maior concentração de clorofilas, carotenoides e tióis totais. Aquelas respostas, conjuntamente com a diminuição da razão parênquima em paliçada/parênquima lacunoso, que reduz a limitação à difusão de CO2 no mesófilo clorofilino, permitiram o aumento da taxa fotossintética líquida nas plantas tratadas com caulino. Assim, estes resultados suportam a hipótese de que a aplicação de caulino poderá ser uma prática agrícola promissora para aliviar os efeitos do défice hídrico nos olivais de sequeiro. |
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| Autores principais: | Forno, Bárbara Catarina Borges do |
| Assunto: | Olea europaea Caulino Stresse oxidativo Stresse hídrico |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O clima futuro na maior parte das regiões onde se cultiva a oliveira (Olea europaea L.) será caracterizado por condições mais severas durante o verão, com menor disponibilidade de água, calor excessivo e alta irradiância fotónica, o que poderá provocar alterações significativas na fisiologia da árvore, na produtividade e na qualidade da produção. Assim, é crucial a implementação de estratégias de adaptação eficientes e de baixo custo para garantir a sustentabilidade dos olivais de sequeiro. Neste sentido, foram estudadas as alterações induzidas na anatomia, estado hídrico, trocas gasosas, fluorescência da clorofila, composição química e indicadores de stresse oxidativo em folhas de plantas jovens de oliveira (cv. Cobrançosa) submetidas a regimes hídricos contrastantes e à aplicação foliar (5%; p/v) de caulino, um aluminossilicato branco, não abrasivo, não poroso e não tóxico que se dispersa facilmente em água. Os resultados revelaram que a aplicação foliar de caulino aliviou os efeitos adversos do défice hídrico na oliveira. O caulino contribuiu para melhorar o estado hídrico das plantas, tendo em consideração os maiores valores de RWC, grau de suculência, condutância estomática e taxa de transpiração, e para reduzir os sintomas de stresse oxidativo, como comprovado pela maior concentração de clorofilas, carotenoides e tióis totais. Aquelas respostas, conjuntamente com a diminuição da razão parênquima em paliçada/parênquima lacunoso, que reduz a limitação à difusão de CO2 no mesófilo clorofilino, permitiram o aumento da taxa fotossintética líquida nas plantas tratadas com caulino. Assim, estes resultados suportam a hipótese de que a aplicação de caulino poderá ser uma prática agrícola promissora para aliviar os efeitos do défice hídrico nos olivais de sequeiro. |
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