Publicação
Auditoria energética e da qualidade do ar interior do edifício do Ginásio Clube de Vila Real
| Resumo: | Um dos maiores flagelos à escala mundial assenta na procura e consumo descontrolado de energia. Este facto tem desencadeado um aumento considerável nas emissões de gases de efeito estufa e nas consequentes alterações climáticas, colocando em causa as gerações vindouras e o seu desenvolvimento. A União Europeia, onde Portugal se insere, encontra-se na vanguarda no que diz respeito à mitigação das emissões de gases de efeito de estufa e no desenvolvimento sustentável, através de estratégias e políticas energéticas criadas para estes efeitos. O setor dos edifícios na Europa representa uma fatia considerável do consumo de energia, em particular instalações desportivas com piscinas interiores. Os complexos com piscina interior, devido à pluralidade de sistemas, nomeadamente, de aquecimento, de arrefecimento e renovação de água e de ar com o objetivo de manter as condições de temperatura e higrométricas adequadas para os seus utilizadores de modo a equilibrar as perdas que ocorrem por evaporação, por ventilação, pela envolvente, entre outras, exibem grandes consumos de energia. Perante esta situação, torna-se imprescindível o estudo do desempenho térmico, higrométrico e energético deste tipo de edifícios de modo a reduzir a fatura energética, diminuindo a emissão de gases prejudiciais ao ambiente. Neste encalce, surge o Ginásio Clube de Vila Real que ostenta claros indícios de ineficiência energética e da qualidade do ar interior, quer pela idade da construção, quer pelas soluções construtivas utilizadas. Assim, realizou-se uma auditoria energética ao edifício, recorrendo a levantamentos e medições de várias componentes e equipamentos na procura de patologias e consequentes medidas de melhoria da eficiência energética. Com recurso ao software de simulação dinâmica multizona, Hourly Analisys Program, quantificaram-se os consumos energéticos atuais do Ginásio Clube de Vila Real, resultando na classe energética D. Neste seguimento, exploraram-se três cenários de medidas de melhoria para reduzir os consumos energéticos do edifício, conjugadas com outras medidas de melhoria estudadas. Os três cenários diferem entre si na tecnologia a utilizar para substituição da caldeira existente. O primeiro consiste na substituição da caldeira por um sistema em cascata de quatro caldeiras de condensação a gás natural. O segundo cenário prende-se com a instalação de três caldeiras a pellets a operar em cascata. O terceiro grupo resume-se na substituição da caldeira e do gerador de ar quente por uma solução em cascata de cinco caldeiras de condensação a gás natural e uma unidade desumidificadora, respetivamente. A melhor conjugação de medidas de melhoria da eficiência energética resultou na classe energética B. |
|---|---|
| Autores principais: | Cunha, João Carlos Oliveira |
| Assunto: | Eficiência energética Climatização e qualidade do ar interior |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Um dos maiores flagelos à escala mundial assenta na procura e consumo descontrolado de energia. Este facto tem desencadeado um aumento considerável nas emissões de gases de efeito estufa e nas consequentes alterações climáticas, colocando em causa as gerações vindouras e o seu desenvolvimento. A União Europeia, onde Portugal se insere, encontra-se na vanguarda no que diz respeito à mitigação das emissões de gases de efeito de estufa e no desenvolvimento sustentável, através de estratégias e políticas energéticas criadas para estes efeitos. O setor dos edifícios na Europa representa uma fatia considerável do consumo de energia, em particular instalações desportivas com piscinas interiores. Os complexos com piscina interior, devido à pluralidade de sistemas, nomeadamente, de aquecimento, de arrefecimento e renovação de água e de ar com o objetivo de manter as condições de temperatura e higrométricas adequadas para os seus utilizadores de modo a equilibrar as perdas que ocorrem por evaporação, por ventilação, pela envolvente, entre outras, exibem grandes consumos de energia. Perante esta situação, torna-se imprescindível o estudo do desempenho térmico, higrométrico e energético deste tipo de edifícios de modo a reduzir a fatura energética, diminuindo a emissão de gases prejudiciais ao ambiente. Neste encalce, surge o Ginásio Clube de Vila Real que ostenta claros indícios de ineficiência energética e da qualidade do ar interior, quer pela idade da construção, quer pelas soluções construtivas utilizadas. Assim, realizou-se uma auditoria energética ao edifício, recorrendo a levantamentos e medições de várias componentes e equipamentos na procura de patologias e consequentes medidas de melhoria da eficiência energética. Com recurso ao software de simulação dinâmica multizona, Hourly Analisys Program, quantificaram-se os consumos energéticos atuais do Ginásio Clube de Vila Real, resultando na classe energética D. Neste seguimento, exploraram-se três cenários de medidas de melhoria para reduzir os consumos energéticos do edifício, conjugadas com outras medidas de melhoria estudadas. Os três cenários diferem entre si na tecnologia a utilizar para substituição da caldeira existente. O primeiro consiste na substituição da caldeira por um sistema em cascata de quatro caldeiras de condensação a gás natural. O segundo cenário prende-se com a instalação de três caldeiras a pellets a operar em cascata. O terceiro grupo resume-se na substituição da caldeira e do gerador de ar quente por uma solução em cascata de cinco caldeiras de condensação a gás natural e uma unidade desumidificadora, respetivamente. A melhor conjugação de medidas de melhoria da eficiência energética resultou na classe energética B. |
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