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Efeito de três formas de aquecimento na capacidade de salto vertical em atletas do sexo feminino

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Resumo:Introdução: O aquecimento (AQ) é composto por um conjunto de exercícios que tem como objetivo preparar e/ou potenciar a atividade seguinte do atleta, seja esta realizada em treino ou em competição. O aumento de desempenho pretendido está associado a uma potenciação neuromuscular através do método de melhoria de desempenho pós-ativação (PAPE). A PAPE é responsável pelo aumento agudo da capacidade do sistema neuromuscular de gerar tensão e dessa forma otimizar e potenciar a atividade desportiva. Objetivo: Analisar se há influência do protocolo de aquecimento com ou sem o exercício potenciador de PAPE, no desempenho físico do salto vertical, em atletas do sexo feminino. Metodologia: Participaram no estudo 19 atletas do sexo feminino (n=19) do escalão sénior do campeonato distrital distrito de vila real, de duas modalidades desportivas (Voleibol e futsal), com idade de 22,32 ± 5,32 anos, uma massa corporal 58,48 ± 7,07 Kg, uma estatura 165,05 ± 5,91 cm e um IMC de 21,44 ± 1,99 kg/m². As atletas foram submetidas a 3 sessões de aprendizagem e 3 sessões de teste. Nas sessões de aprendizagem foram realizados os saltos e os exercícios realizados nas sessões de teste. Nas sessões de teste foi realizado o salto com contramovimento (CMJ) nos momentos pré, 4, 8 e 12 minutos pós 3 intervenções de aquecimento. As intervenções de aquecimento foram: i) aquecimento tradicional (AT) na modalidade mais o salto em queda (DJ); ii) AT mais agachamento isométrico; iii) somente o AT da modalidade. Os sujeitos fizeram a intervenção em cada dia de forma randomizada. Resultados: Foi observado um efeito momento no salto com contramovimento (Z(3,51)=11,625; P<0,001 ; ƞp 2=0,406), na potência (Z(3,51)=12,435; P<0,001 ; ƞp 2=0,422) e na velocidade de saída (Z(1,51)=11,906; P<0,001 ; ƞp 2=0,412), contudo na comparação entre protocolos de aquecimento não foram observadas diferenças significativas para estas variáveis. No que diz respeito ao CMJ observou-se um efeito momento pré para o momento 8 minutos após (P=0,001; IC 95% = 0,63 – 2,50; d=1,827) e 12 minutos após (P=0,002; IC 95% = 0,50 – 2,61; d=1,7758). Na variável potência observou-se um aumento significativo dos valores de potência do momento pré em relação aos momentos 8 minutos após (P=0,001; IC 95% = 7,76 – 30,37; d=1,685) e 12 minutos após (P=0,001; IC 95% = 6,78 – 31,27; d=1,655). Na varável velocidade de saída observou-se que o momento pré é significativamente inferior aos momentos 8 minutos após (P=0,001; IC 95% = 0,028 – 0,109; d=1,864) e 12 minutos após (P=0,002; IC 95% = 0,021 – 0,111; d=1,763). Conclusões: De acordo com os resultados obtidos neste estudo, os 3 protocolos são igualmente eficazes na melhoria de desempenho do salto vertical.
Autores principais:Gomes, Diogo José Martins
Assunto:Potenciação pós-ativação Salto vertical Aquecimento
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Introdução: O aquecimento (AQ) é composto por um conjunto de exercícios que tem como objetivo preparar e/ou potenciar a atividade seguinte do atleta, seja esta realizada em treino ou em competição. O aumento de desempenho pretendido está associado a uma potenciação neuromuscular através do método de melhoria de desempenho pós-ativação (PAPE). A PAPE é responsável pelo aumento agudo da capacidade do sistema neuromuscular de gerar tensão e dessa forma otimizar e potenciar a atividade desportiva. Objetivo: Analisar se há influência do protocolo de aquecimento com ou sem o exercício potenciador de PAPE, no desempenho físico do salto vertical, em atletas do sexo feminino. Metodologia: Participaram no estudo 19 atletas do sexo feminino (n=19) do escalão sénior do campeonato distrital distrito de vila real, de duas modalidades desportivas (Voleibol e futsal), com idade de 22,32 ± 5,32 anos, uma massa corporal 58,48 ± 7,07 Kg, uma estatura 165,05 ± 5,91 cm e um IMC de 21,44 ± 1,99 kg/m². As atletas foram submetidas a 3 sessões de aprendizagem e 3 sessões de teste. Nas sessões de aprendizagem foram realizados os saltos e os exercícios realizados nas sessões de teste. Nas sessões de teste foi realizado o salto com contramovimento (CMJ) nos momentos pré, 4, 8 e 12 minutos pós 3 intervenções de aquecimento. As intervenções de aquecimento foram: i) aquecimento tradicional (AT) na modalidade mais o salto em queda (DJ); ii) AT mais agachamento isométrico; iii) somente o AT da modalidade. Os sujeitos fizeram a intervenção em cada dia de forma randomizada. Resultados: Foi observado um efeito momento no salto com contramovimento (Z(3,51)=11,625; P<0,001 ; ƞp 2=0,406), na potência (Z(3,51)=12,435; P<0,001 ; ƞp 2=0,422) e na velocidade de saída (Z(1,51)=11,906; P<0,001 ; ƞp 2=0,412), contudo na comparação entre protocolos de aquecimento não foram observadas diferenças significativas para estas variáveis. No que diz respeito ao CMJ observou-se um efeito momento pré para o momento 8 minutos após (P=0,001; IC 95% = 0,63 – 2,50; d=1,827) e 12 minutos após (P=0,002; IC 95% = 0,50 – 2,61; d=1,7758). Na variável potência observou-se um aumento significativo dos valores de potência do momento pré em relação aos momentos 8 minutos após (P=0,001; IC 95% = 7,76 – 30,37; d=1,685) e 12 minutos após (P=0,001; IC 95% = 6,78 – 31,27; d=1,655). Na varável velocidade de saída observou-se que o momento pré é significativamente inferior aos momentos 8 minutos após (P=0,001; IC 95% = 0,028 – 0,109; d=1,864) e 12 minutos após (P=0,002; IC 95% = 0,021 – 0,111; d=1,763). Conclusões: De acordo com os resultados obtidos neste estudo, os 3 protocolos são igualmente eficazes na melhoria de desempenho do salto vertical.