Publicação
Mamites causadas por Prototheca spp. em ruminantes na Ilha de São Miguel nos Açores
| Resumo: | Para fazer face à necessidade do mercado em aumentar a produção de leite, nos últimos anos, as explorações de bovinos com aptidão leiteira têm apostado na seleção genética dos animais com melhores características para a produção de leite. Isto fez com que aumentasse a suscetibilidade dos animais para a ocorrência de mamite. Sendo esta a doença que mais impacto económico negativo tem numa exploração, não só pela diminuição da qualidade do leite, mas também a diminuição da quantidade que o animal produz, os custos veterinários, os intervalos de segurança a respeitar e porque este é um problema que pode causar o abate precoce do animal. O termo mamite refere a inflamação da glândula mamária em resposta à entrada de agentes patogénicos infeciosos através do canal do teto, podendo apresentar carácter subclínico (associada a maiores perdas de produção) ou clínico de acordo com os sinais clínicos que apresente. Além disto, pode também ser diferenciada entre aguda ou crónica de acordo com a sua duração no tempo e ainda de origem ambiental ou contagiosa tendo em conta a fonte de contaminação, o agente etiológico e a sua forma de transmissão. A maioria dos casos de mamite está associada a agentes bacterianos, no entanto esta pode também ter na sua etiologia outros agentes como fungos ou algas. Tendo em conta a sua etiologia multifatorial, é muito importante identificar todos os fatores de risco para a ocorrência de mamite em cada exploração para que se possa seguir um plano que vise diminuir a sua incidência por forma a tornar as explorações mais rentáveis, proporcionando também uma melhoria na saúde do úbere. O estudo apresentado visa identificar casos de mamite causados por algas do género Prototheca que são seres unicelulares de distribuição mundial, geralmente responsáveis pela ocorrência de mamite subclínica. Uma vez que este tipo de mamite representa perdas económicas significativas nas explorações é importante identificar o agente evitando aplicar planos terapêuticos desadequados, pois este agente apresenta-se resistente a antibióticos. Durante a realização do presente estudo, foram tratados dados relativos a 39 vacas diagnosticadas com mamite causada por Prototheca spp. na ilha de São Miguel nos Açores. Foi feita uma associação estatística entre os animais com resultado positivo e o ano, a altura do ano, os quartos afetados e a realização ou não de TCM. Assim, deferiu-se que a maior parte dos diagnósticos teriam sido obtidos em 2016 (28,2%) e em termos gerais nos meses de fevereiro (15,4%) e maio (15,4%). Foi realizado TCM em 71,8% dos animais, maioritariamente em maio (31,4%), a maioria com resultado de 2 (35,7%). Quase metade dos animais tinha apenas um quarto afetado (51,3%), sendo mais comum no quarto posterior direito (56,4%) |
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| Autores principais: | Figueiredo, Rui Carlos Paula |
| Assunto: | mamite glândula mamária inflamação células somáticas Açores Prototheca spp |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Para fazer face à necessidade do mercado em aumentar a produção de leite, nos últimos anos, as explorações de bovinos com aptidão leiteira têm apostado na seleção genética dos animais com melhores características para a produção de leite. Isto fez com que aumentasse a suscetibilidade dos animais para a ocorrência de mamite. Sendo esta a doença que mais impacto económico negativo tem numa exploração, não só pela diminuição da qualidade do leite, mas também a diminuição da quantidade que o animal produz, os custos veterinários, os intervalos de segurança a respeitar e porque este é um problema que pode causar o abate precoce do animal. O termo mamite refere a inflamação da glândula mamária em resposta à entrada de agentes patogénicos infeciosos através do canal do teto, podendo apresentar carácter subclínico (associada a maiores perdas de produção) ou clínico de acordo com os sinais clínicos que apresente. Além disto, pode também ser diferenciada entre aguda ou crónica de acordo com a sua duração no tempo e ainda de origem ambiental ou contagiosa tendo em conta a fonte de contaminação, o agente etiológico e a sua forma de transmissão. A maioria dos casos de mamite está associada a agentes bacterianos, no entanto esta pode também ter na sua etiologia outros agentes como fungos ou algas. Tendo em conta a sua etiologia multifatorial, é muito importante identificar todos os fatores de risco para a ocorrência de mamite em cada exploração para que se possa seguir um plano que vise diminuir a sua incidência por forma a tornar as explorações mais rentáveis, proporcionando também uma melhoria na saúde do úbere. O estudo apresentado visa identificar casos de mamite causados por algas do género Prototheca que são seres unicelulares de distribuição mundial, geralmente responsáveis pela ocorrência de mamite subclínica. Uma vez que este tipo de mamite representa perdas económicas significativas nas explorações é importante identificar o agente evitando aplicar planos terapêuticos desadequados, pois este agente apresenta-se resistente a antibióticos. Durante a realização do presente estudo, foram tratados dados relativos a 39 vacas diagnosticadas com mamite causada por Prototheca spp. na ilha de São Miguel nos Açores. Foi feita uma associação estatística entre os animais com resultado positivo e o ano, a altura do ano, os quartos afetados e a realização ou não de TCM. Assim, deferiu-se que a maior parte dos diagnósticos teriam sido obtidos em 2016 (28,2%) e em termos gerais nos meses de fevereiro (15,4%) e maio (15,4%). Foi realizado TCM em 71,8% dos animais, maioritariamente em maio (31,4%), a maioria com resultado de 2 (35,7%). Quase metade dos animais tinha apenas um quarto afetado (51,3%), sendo mais comum no quarto posterior direito (56,4%) |
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