| Resumo: | Partindo do estudo dos modelos organizacionais de escola, dos conceitos de avaliação organizacional e do enquadramento da autoavaliação de escola, tendo em conta o contexto nacional, realizou-se um relatório reflexivo sobre a evolução da autoavaliação e o papel da equipa de autoavaliação de um Agrupamento de Escolas ao longo de quase uma década. A análise e reflexão realizadas contemplam a articulação e o diálogo entre autoavaliação e avaliação externa de escola, a comparação do referencial de avaliação do Agrupamento de Escolas em causa com diferentes referenciais e uma descrição do dispositivo de autoavaliação e da sua evolução. A reflexão foi orquestrada e balizada pela legislação em vigor e sua evolução, pela bibliografia e trabalho académico, pelos documentos internos respeitantes ao Agrupamento em causa e pela autorreflexão sobre a evolução do processo de autoavaliação, bem como o posicionamento do relator como membro da equipa de autoavaliação. As principais conclusões remetem para a necessidade de apoio externo às escolas para elas desenvolverem o seu dispositivo interno de autoavaliação, no caso relatado através da rede de escolas da Associação de Projetos de Avaliação em Rede – APAR, que constituiu um amigo crítico no processo. Conclui-se também que foi necessária uma década para se iniciar uma autodireção séria na autoavaliação do referido Agrupamento, com uma apropriação de um dispositivo de autoavaliação. No entanto, o dispositivo em análise, muito centrado no acompanhamento dos resultados académicos, ainda não envolve de forma consistente a comunidade educativa, carecendo de maior compromisso com a produção da melhoria, sobretudo das lideranças intermédias e de um desenvolvimento de uma cultura de aprendizagem organizacional alargada, ou seja, a apropriação do processo de autoavaliação para a construção da melhoria das escolas é um processo que requer uma abordagem multidimensional. |