Autor(es): Pereira, Maria João ; Pinho, Cláudia ; Oliveira, Ana Isabel
Data: 2026
Origem: Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health
Assunto(s): Physalis angulata; pele; cosmético
Autor(es): Pereira, Maria João ; Pinho, Cláudia ; Oliveira, Ana Isabel
Data: 2026
Origem: Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health
Assunto(s): Physalis angulata; pele; cosmético
Enquadramento: A Physalis angulata é uma planta rica em fisalinas, flavonoides e fitoesteróis com atividades antibacteriana, anti-inflamatória, imunomoduladora, antioxidante e citotóxica [1–3]. A demanda da indústria cosmética por compostos naturais tem impulsionado estudos relacionados com as propriedades dermatológicas/cosméticas da planta. Objetivo: Compilar os potenciais benefícios dos extratos de Physalis angulata na pele e aplicações na indústria cosmética. Métodos: Revisão narrativa com pesquisa de artigos nas bases de dados PubMed, Science Direct, B-On utilizando os termos de pesquisa “Physalis angulata”, skin” e “cosmetic” combinadas com o operador booleano “AND”. Incluíram-se estudos clínicos, in vivo, in vitro em língua inglesa e portuguesa, sem limite temporal. Resultados: Os estudo clínicos demonstraram benefícios de Physalis angulata em lentigo solar induzido por luz pulsada [4]. Adicionalmente, observou-se o potencial antifibrótico e imunomodulator em casos de esclerodermia/fibrose cutânea [5]. Estudos in vivo evidenciaram atividade anti-inflamatória e imunomoduladora em modelos de dermatite atópica, psoríase e lúpus, pela redução da expressão de fator de interferão-α e γ, interleucinas 4, 6, 17 e imunoglobulina E, possivelmente associada à composição da planta em fisalina E [6–9]. O potencial cicatrizante foi demonstrado em feridas excisionais, observando-se aumento da proliferação de fibroblastos, síntese de colagénio e reepitelização dos tecidos [3]. Em modelos de leishmaniose verificou-se redução do tamanho das lesões [10]. Os estudos in vitro corroboraram os efeitos antifibróticos, demonstrando inibição de fibroblastos queloides e redução de mediadores inflamatórios, além do aumento da síntese de colagénio e glicosaminoglicanos [2,11]. O óleo essencial apresentou atividade antimicrobiana e antifúngica, enquanto a fisalina B demonstrou atividade citotóxica seletiva contra células de melanoma [12,13]. Conclusões: A Physalis angulata apresenta aplicabilidades dermatológicas/cosméticas, atuando na inflamação, cicatrização, melanoma e na reparação da barreira cutânea. Porém, mais estudos são necessários para corroborarem os resultados, avaliar a segurança, bem como explorar outras atividades de interesse na indústria cosmética.