Publicação
Cultura política democrática nas Relações Internacionais do século XXI
| Resumo: | A Democracia Representativa (nascida dos ideais da Revolução Francesa) pressupõe a ideia do governo do povo, pelo povo e para o povo (BALÃO, 2001), sendo que esta realidade se traduz num governo de uma minoria eleita pela maioria dos cidadãos através do sufrágio universal. A participação na democracia e no sufrágio universal terá de ser feita de acordo com as crenças, valores, prioridades e conhecimentos, enquadrados num sistema político democrático (isto é, com os direitos e os deveres que se atribuem aos cidadãos), para podermos falar de cultura política democrática. As decisões políticas que dizem respeito aos negócios estrangeiros e às Relações Internacionais na UE, partem de governos eleitos democraticamente nos vários Estados membros. Assim, a cultura política democrática e a qualidade das democracias constituem factores determinantes para a vivência harmoniosa na UE. Fenómenos como o Brexit e a proliferação, um pouco por toda comunidade europeia, de partidos de extrema-direita, extrema-esquerda e “antissistema” vieram provar e até mesmo explorar a falha da UE em acompanhar as diferentes culturas políticas [democráticas], em reconhecer a sua diversidade na organização supranacional e em dar uma resposta eficaz face aos interesses comuns e objetivos pré-estabelecidos entre os vários Estados-membros, como as questões de transferência de poderes do governo para a organização supranacional, as políticas sobre a imigração e sobre a administração económica europeia. Ao longo deste trabalho procuramos desenvolver uma análise da Cultura Política Democrática (por um lado do RU, e por outro da UE), com o objectivo de procurar e identificar as causas que terão levado ao antieuropeísmo inglês que se traduziu no Brexit. |
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| Autores principais: | Simões, João |
| Assunto: | Cultura política democrática Cultura política Sufrágio universal Sistema político democrático União europeia Brexit Relações internacionais Democratic political culture Political culture Universal suffrage Democratic political system European union Brexit International relations |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Academia da Força Aérea |
| Idioma: | português |
| Origem: | Academia da Força Aérea |
| Resumo: | A Democracia Representativa (nascida dos ideais da Revolução Francesa) pressupõe a ideia do governo do povo, pelo povo e para o povo (BALÃO, 2001), sendo que esta realidade se traduz num governo de uma minoria eleita pela maioria dos cidadãos através do sufrágio universal. A participação na democracia e no sufrágio universal terá de ser feita de acordo com as crenças, valores, prioridades e conhecimentos, enquadrados num sistema político democrático (isto é, com os direitos e os deveres que se atribuem aos cidadãos), para podermos falar de cultura política democrática. As decisões políticas que dizem respeito aos negócios estrangeiros e às Relações Internacionais na UE, partem de governos eleitos democraticamente nos vários Estados membros. Assim, a cultura política democrática e a qualidade das democracias constituem factores determinantes para a vivência harmoniosa na UE. Fenómenos como o Brexit e a proliferação, um pouco por toda comunidade europeia, de partidos de extrema-direita, extrema-esquerda e “antissistema” vieram provar e até mesmo explorar a falha da UE em acompanhar as diferentes culturas políticas [democráticas], em reconhecer a sua diversidade na organização supranacional e em dar uma resposta eficaz face aos interesses comuns e objetivos pré-estabelecidos entre os vários Estados-membros, como as questões de transferência de poderes do governo para a organização supranacional, as políticas sobre a imigração e sobre a administração económica europeia. Ao longo deste trabalho procuramos desenvolver uma análise da Cultura Política Democrática (por um lado do RU, e por outro da UE), com o objectivo de procurar e identificar as causas que terão levado ao antieuropeísmo inglês que se traduziu no Brexit. |
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