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Flexibilizar o serviço na Força Aérea: um estudo exploratório da conciliação trabalho-vida dos/as militares da Força Aérea

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O mundo adotou em 2020 um conjunto de medidas para conter a pandemia COVID-19. A Força Aérea foi uma das instituições que introduziram o teletrabalho, abrangendo o pessoal civil e o pessoal militar. Após o levantamento da restrição obrigatória de teletrabalho, a maioria das pessoas regressaram aos locais de trabalho. Porém, a necessidade de manter uma boa conciliação trabalho-vida veio alterar o paradigma tradicional do trabalho. Assim, o presente estudo tem como objetivo avaliar a viabilidade de implementação de um regime flexível do serviço na Força Aérea. As medidas de flexibilização estudadas foram o teletrabalho, o horário flexível e a semana condensada de trabalho. Em termos metodológicos, a investigação assume uma abordagem qualitativa e um desenho de pesquisa de um estudo de caso de natureza exploratória em que foram conduzidas nove entrevistas semiestruturadas aos/às militares da Força Aérea. O método de análise utilizado foi a análise temática de Braun e Clarke (2006). Os resultados apuraram uma viabilidade positiva condicional para a implementação de um regime flexível na Força Aérea. Destaca-se o desejo dos/as participantes por regimes híbridos que combinem o serviço presencial com telesserviço ou horário flexível. Por fim, os resultados sugerem que a viabilidade está limitada pela escassez de recursos humanos e pela natureza incompatível de determinadas funções com os regimes flexíveis. As conclusões deste estudo são relevantes pois realçam a necessidade de diretrizes claras relativamente ao recurso de regimes flexíveis por militares. Assim, este estudo poderá fornecer uma base para a mudança da legislação na Força Aérea.
Autores principais:Ramos, Luís Miguel Silva
Assunto:Medidas de flexibilização Teletrabalho Horário flexível Semana condensada
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:working paper
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Academia da Força Aérea
Idioma:português
Origem:Academia da Força Aérea
Descrição
Resumo:O mundo adotou em 2020 um conjunto de medidas para conter a pandemia COVID-19. A Força Aérea foi uma das instituições que introduziram o teletrabalho, abrangendo o pessoal civil e o pessoal militar. Após o levantamento da restrição obrigatória de teletrabalho, a maioria das pessoas regressaram aos locais de trabalho. Porém, a necessidade de manter uma boa conciliação trabalho-vida veio alterar o paradigma tradicional do trabalho. Assim, o presente estudo tem como objetivo avaliar a viabilidade de implementação de um regime flexível do serviço na Força Aérea. As medidas de flexibilização estudadas foram o teletrabalho, o horário flexível e a semana condensada de trabalho. Em termos metodológicos, a investigação assume uma abordagem qualitativa e um desenho de pesquisa de um estudo de caso de natureza exploratória em que foram conduzidas nove entrevistas semiestruturadas aos/às militares da Força Aérea. O método de análise utilizado foi a análise temática de Braun e Clarke (2006). Os resultados apuraram uma viabilidade positiva condicional para a implementação de um regime flexível na Força Aérea. Destaca-se o desejo dos/as participantes por regimes híbridos que combinem o serviço presencial com telesserviço ou horário flexível. Por fim, os resultados sugerem que a viabilidade está limitada pela escassez de recursos humanos e pela natureza incompatível de determinadas funções com os regimes flexíveis. As conclusões deste estudo são relevantes pois realçam a necessidade de diretrizes claras relativamente ao recurso de regimes flexíveis por militares. Assim, este estudo poderá fornecer uma base para a mudança da legislação na Força Aérea.