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Caracterização dos procedimentos de comando e liderança na resolução de incidentes tático-policiais

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Resumo:O presente estudo pretende caracterizar os procedimentos de comando e liderança em incidentes tático-policiais adotados pelos Comandantes dos Comandos Territoriais da GNR, na medida em que, estes são um elemento fundamental no decorrer de situações como as referidas. Este estudo está dividido em duas partes fundamentais. Na primeira faz-se o enquadramento teórico que é a temática de comando e liderança e de incidentes tático-policiais. Na segunda parte deste estudo foi realizado um inquérito com perguntas que implicavam resposta aberta e resposta fechada. Nesta investigação foi utilizado o método estatístico qualitativo e quantitativo. Este inquérito visa perceber quais os procedimentos de comando e as competências de liderança associadas às diferentes fases de um incidente tático-policial. Este inquérito foi aplicado a uma amostra de 18 Comandantes de Comandos Territoriais da GNR. Dos resultados obtidos há a destacar que na primeira fase (“notícia da ocorrência”) todos os inquiridos consideraram a “classificação do incidente tático-policial” um procedimento de comando indispensável. As competências de liderança que mais se destacam nesta fase são a “aptidão técnica e profissional” e “avaliação organizacional”. Na segunda fase (“contenção inicial”), o procedimento de comando que mais se evidencia é o de “monitorizar o meio/operações”. Quanto à competência de liderança que sobressai é a “autoconfiança”. Na fase seguinte, a terceira que é a “ativação dos meios”, a ação que os comandantes mais importância deram foi “ativar os meios”. Do mesmo modo, “consideração”, “coesão e trabalho em equipa” e “lealdade” foram tidas como imprescindíveis nesta fase. No decorrer da quarta fase (“consolidação da contenção”) é fulcral, segundo a perceção dos inquiridos, “instalar o posto de comando do incidente”. Assim, é evidenciado nesta fase a “comunicação”, “tomada de decisão”, “aptidão técnica e profissional”, “comando e direção” e “lealdade” como competências fundamentais. A fase da “resolução do incidente” que constituiu a fase 5 de um incidente tático-policial é a fase que requer maior capacidade de comando (foram identificados sete procedimentos de CARACTERIZAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE COMANDO E LIDERANÇA NA RESOLUÇÃO DE INCIDENTES TÁTICO-POLICIAIS vi comando) e que associa maior número de competências de liderança (identificadas 27 das 28 competências apresentadas). Com o presente estudo, conclui-se que, num incidente tático-policial a liderança é um reforço da ação de comando do comandante gestor do incidente. É fundamental perceber que a liderança é um processo contínuo e não uma ação isolada. Esta investigação faculta evidência empírica adicional ao exercício de comando e liderança durante um incidente tático-policial, constituindo-se como ferramenta de cabal importância para os Comandantes dos Comandos Territoriais da GNR e numa maior abrangência para toda a instituição GNR.
Autores principais:Inácio, Miguel Pedro de Sousa Ferreira
Assunto:Comandantes Procedimentos de comando Competências de liderança Incidentes Tático-Policiais Guarda Nacional Republicana
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Academia Militar
Idioma:português
Origem:Academia Militar
Descrição
Resumo:O presente estudo pretende caracterizar os procedimentos de comando e liderança em incidentes tático-policiais adotados pelos Comandantes dos Comandos Territoriais da GNR, na medida em que, estes são um elemento fundamental no decorrer de situações como as referidas. Este estudo está dividido em duas partes fundamentais. Na primeira faz-se o enquadramento teórico que é a temática de comando e liderança e de incidentes tático-policiais. Na segunda parte deste estudo foi realizado um inquérito com perguntas que implicavam resposta aberta e resposta fechada. Nesta investigação foi utilizado o método estatístico qualitativo e quantitativo. Este inquérito visa perceber quais os procedimentos de comando e as competências de liderança associadas às diferentes fases de um incidente tático-policial. Este inquérito foi aplicado a uma amostra de 18 Comandantes de Comandos Territoriais da GNR. Dos resultados obtidos há a destacar que na primeira fase (“notícia da ocorrência”) todos os inquiridos consideraram a “classificação do incidente tático-policial” um procedimento de comando indispensável. As competências de liderança que mais se destacam nesta fase são a “aptidão técnica e profissional” e “avaliação organizacional”. Na segunda fase (“contenção inicial”), o procedimento de comando que mais se evidencia é o de “monitorizar o meio/operações”. Quanto à competência de liderança que sobressai é a “autoconfiança”. Na fase seguinte, a terceira que é a “ativação dos meios”, a ação que os comandantes mais importância deram foi “ativar os meios”. Do mesmo modo, “consideração”, “coesão e trabalho em equipa” e “lealdade” foram tidas como imprescindíveis nesta fase. No decorrer da quarta fase (“consolidação da contenção”) é fulcral, segundo a perceção dos inquiridos, “instalar o posto de comando do incidente”. Assim, é evidenciado nesta fase a “comunicação”, “tomada de decisão”, “aptidão técnica e profissional”, “comando e direção” e “lealdade” como competências fundamentais. A fase da “resolução do incidente” que constituiu a fase 5 de um incidente tático-policial é a fase que requer maior capacidade de comando (foram identificados sete procedimentos de CARACTERIZAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE COMANDO E LIDERANÇA NA RESOLUÇÃO DE INCIDENTES TÁTICO-POLICIAIS vi comando) e que associa maior número de competências de liderança (identificadas 27 das 28 competências apresentadas). Com o presente estudo, conclui-se que, num incidente tático-policial a liderança é um reforço da ação de comando do comandante gestor do incidente. É fundamental perceber que a liderança é um processo contínuo e não uma ação isolada. Esta investigação faculta evidência empírica adicional ao exercício de comando e liderança durante um incidente tático-policial, constituindo-se como ferramenta de cabal importância para os Comandantes dos Comandos Territoriais da GNR e numa maior abrangência para toda a instituição GNR.