Publicação

A Inteligência Emocional e o Exercício de Comando - O contexto dos destacamentos do Comando Territorial de Lisboa da Guarda Nacional Republicana

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O interesse pela inteligência emocional floresceu ao longo dos últimos anos em múltiplos setores sociais e organizacionais, extravasando inclusive para as funções de comando de forças policiais. Contudo, a sua aplicabilidade na liderança é aquela que mais controvérsia tem gerado no meio académico. Tendo em consideração a escassez de pesquisas empíricas, relacionando a inteligência emocional e a eficácia da liderança, o presente estudo desafia estas suposições, identificando as potencialidades e vulnerabilidades do constructo da inteligência emocional no exercício de comando. São utilizados para tal, inquéritos por questionário como instrumentos de medida de auto e heteroavaliação dos Comandantes, nos domínios da inteligência emocional, liderança e dos fatores critério: desempenho, satisfação e esforço extraordinário. Os dados recolhidos reportam-se a 250 militares da GNR do Comando Territorial de Lisboa, 10 dos quais, exercendo funções de Comandantes de Destacamento. Os resultados indicam que a inteligência emocional potencia a obtenção de desempenhos superiores na liderança, constituindo-se a “avaliação das emoções dos outros” e a “utilização das emoções” por parte do Comandante como as dimensões que conferem maior poder de explicação de liderança. Contudo, verificamos que quando estudamos as dimensões de ambos os constructos agrupadas, a única dimensão da inteligência emocional que se revela significativa da satisfação e esforço extraordinário é a “avaliação das emoções dos outros”. Como vulnerabilidades, verifica-se que a diferença de perceção que os Comandantes têm acerca da sua inteligência emocional, comparativamente aos seus militares, influencia negativamente o seu exercício de comando. Esta investigação faculta evidência empírica adicional para a aplicação da inteligência emocional no exercício de comando na GNR, constituindo-se como uma ferramenta importante, no apoio à organização e direção, da formação dos seus Comandantes no sentido correto.
Autores principais:Barreira, André Filipe Lopes
Assunto:Inteligência Emocional Exercício de Comando Liderança Comandantes
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Academia Militar
Idioma:português
Origem:Academia Militar
Descrição
Resumo:O interesse pela inteligência emocional floresceu ao longo dos últimos anos em múltiplos setores sociais e organizacionais, extravasando inclusive para as funções de comando de forças policiais. Contudo, a sua aplicabilidade na liderança é aquela que mais controvérsia tem gerado no meio académico. Tendo em consideração a escassez de pesquisas empíricas, relacionando a inteligência emocional e a eficácia da liderança, o presente estudo desafia estas suposições, identificando as potencialidades e vulnerabilidades do constructo da inteligência emocional no exercício de comando. São utilizados para tal, inquéritos por questionário como instrumentos de medida de auto e heteroavaliação dos Comandantes, nos domínios da inteligência emocional, liderança e dos fatores critério: desempenho, satisfação e esforço extraordinário. Os dados recolhidos reportam-se a 250 militares da GNR do Comando Territorial de Lisboa, 10 dos quais, exercendo funções de Comandantes de Destacamento. Os resultados indicam que a inteligência emocional potencia a obtenção de desempenhos superiores na liderança, constituindo-se a “avaliação das emoções dos outros” e a “utilização das emoções” por parte do Comandante como as dimensões que conferem maior poder de explicação de liderança. Contudo, verificamos que quando estudamos as dimensões de ambos os constructos agrupadas, a única dimensão da inteligência emocional que se revela significativa da satisfação e esforço extraordinário é a “avaliação das emoções dos outros”. Como vulnerabilidades, verifica-se que a diferença de perceção que os Comandantes têm acerca da sua inteligência emocional, comparativamente aos seus militares, influencia negativamente o seu exercício de comando. Esta investigação faculta evidência empírica adicional para a aplicação da inteligência emocional no exercício de comando na GNR, constituindo-se como uma ferramenta importante, no apoio à organização e direção, da formação dos seus Comandantes no sentido correto.