Publicação
As Operações CIMIC nas Operações de Apoio à Paz
| Resumo: | Os conflitos que marcam a actualidade são caracterizados pelo papel cada vez mais interveniente que a população tem no que respeita à estabilização e à implementação civil nas áreas afectadas. No espectro das novas operações não-artigo 5º, mais especificamente nas operações de apoio à paz, o comandante, no seu planeamento, deve ter em onsideração todos os aspectos relacionados com os civis presentes no TO, criando as condições necessárias à cooperação entre a força militar e as autoridades civis, com o objectivo de apoiar o comandante no cumprimento da missão, assim como, alcançar uma estabilidade duradoura na região, contribuindo para a melhoria das condições de vida da população e crescente aceitação da força no TO. Este trabalho de investigação aplicada visa o estudo da Cooperação Civil-Militar, assim como os seus conceitos emergentes, nas operações de apoio à paz. Como tal, numa primeira fase, a metodologia empregue baseou-se na revisão da literatura, onde fazemos um enquadramento e caracterização das operações de apoio à paz e onde apresentamos a CIMIC e os seus conceitos emergentes com base na doutrina OTAN. Numa segunda fase, fazemos uma análise à forma como a CIMIC se encontra articulada no seio da OTAN e como decorre durante as fases de uma operação não-artigo 5º. Posteriormente, examinamos o caso nacional em duas vertentes, em que na primeira apresentamos a estrutura CIMIC, consubstanciada na Companhia Geral CIMIC, verificando a evolução ocorrida desde a sua fase de concepção, assim como os objectivos que pretende alcançar. Numa segunda vertente, analisamos o trabalho que as nossas FND realizaram no TO da UNIFIL, nomeadamente na área CIMIC, apurando o impacto que está a ter na população. Por fim, chegou-se à conclusão da importância que a CIMIC tem no seio da OTAN na condução das operações não-artigo 5º, assim como das capacidades CIMIC a nível nacional onde se verifica o desenvolvimento nesta área, comprovando-se com a execução de acções CIMIC nos TO da UNIFIL, que prestaram um contributo precioso a Portugal. |
|---|---|
| Autores principais: | Galhano, Carlos |
| Assunto: | CIMIC Companhia Geral CIMIC Operações Não-Artigo 5º Autoridades Civis FND |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Academia Militar |
| Idioma: | português |
| Origem: | Academia Militar |
| Resumo: | Os conflitos que marcam a actualidade são caracterizados pelo papel cada vez mais interveniente que a população tem no que respeita à estabilização e à implementação civil nas áreas afectadas. No espectro das novas operações não-artigo 5º, mais especificamente nas operações de apoio à paz, o comandante, no seu planeamento, deve ter em onsideração todos os aspectos relacionados com os civis presentes no TO, criando as condições necessárias à cooperação entre a força militar e as autoridades civis, com o objectivo de apoiar o comandante no cumprimento da missão, assim como, alcançar uma estabilidade duradoura na região, contribuindo para a melhoria das condições de vida da população e crescente aceitação da força no TO. Este trabalho de investigação aplicada visa o estudo da Cooperação Civil-Militar, assim como os seus conceitos emergentes, nas operações de apoio à paz. Como tal, numa primeira fase, a metodologia empregue baseou-se na revisão da literatura, onde fazemos um enquadramento e caracterização das operações de apoio à paz e onde apresentamos a CIMIC e os seus conceitos emergentes com base na doutrina OTAN. Numa segunda fase, fazemos uma análise à forma como a CIMIC se encontra articulada no seio da OTAN e como decorre durante as fases de uma operação não-artigo 5º. Posteriormente, examinamos o caso nacional em duas vertentes, em que na primeira apresentamos a estrutura CIMIC, consubstanciada na Companhia Geral CIMIC, verificando a evolução ocorrida desde a sua fase de concepção, assim como os objectivos que pretende alcançar. Numa segunda vertente, analisamos o trabalho que as nossas FND realizaram no TO da UNIFIL, nomeadamente na área CIMIC, apurando o impacto que está a ter na população. Por fim, chegou-se à conclusão da importância que a CIMIC tem no seio da OTAN na condução das operações não-artigo 5º, assim como das capacidades CIMIC a nível nacional onde se verifica o desenvolvimento nesta área, comprovando-se com a execução de acções CIMIC nos TO da UNIFIL, que prestaram um contributo precioso a Portugal. |
|---|