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Contratransferência: Uma revisão na literatura do conceito

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste trabalho, apresenta-se uma breve revisão diacrónica do conceito de contratransferência. A modesta síntese dos autores apresentados permite apenas aludir ao seu percurso evolutivo, complexo e problemático. Caracterizada originalmente por Freud como um obstáculo à compreensão, quarenta anos depois surge como um instrumento de compreensão que tornou o analista mais responsável no seu trabalho. Faz-se também alusão à mudança do clima analítico, após a Segunda Guerra Mundial, que veio promover a re-emergência do conceito de contratransferência, da penumbra. Distinguem-se ainda autores como Heimann, Racker e outros que, ao virem estabelecer um vínculo entre a ideia original de Freud e a ideia de Reik sobre a intuição como instrumento maior do analista, asseguraram a sua organização como um corpo de doutrina completo. Finalmente, conclui-se que, apesar da sua controvérsia se manter actual, a contratransferência é um conceito que tem vindo a adquirir, cada vez mais, uma certa permanência e estabilidade no léxico analítico.
Autores principais:Gonçalves Leitão, Leopoldo
Assunto:Contratransferência; obstáculo; instrumento; intuição; identificação projectiva; contraidentificação projectiva; neurose de contratransferência; contratransferência concordante e complementar; contratransferência directa e indirecta; empatia
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Instituição associada:Instituto Universitário de Ciências Psicológicas Sociais e da Vida
Idioma:português
Origem:Análise Psicológica
Descrição
Resumo:Neste trabalho, apresenta-se uma breve revisão diacrónica do conceito de contratransferência. A modesta síntese dos autores apresentados permite apenas aludir ao seu percurso evolutivo, complexo e problemático. Caracterizada originalmente por Freud como um obstáculo à compreensão, quarenta anos depois surge como um instrumento de compreensão que tornou o analista mais responsável no seu trabalho. Faz-se também alusão à mudança do clima analítico, após a Segunda Guerra Mundial, que veio promover a re-emergência do conceito de contratransferência, da penumbra. Distinguem-se ainda autores como Heimann, Racker e outros que, ao virem estabelecer um vínculo entre a ideia original de Freud e a ideia de Reik sobre a intuição como instrumento maior do analista, asseguraram a sua organização como um corpo de doutrina completo. Finalmente, conclui-se que, apesar da sua controvérsia se manter actual, a contratransferência é um conceito que tem vindo a adquirir, cada vez mais, uma certa permanência e estabilidade no léxico analítico.