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Tolerância Oral e Prevenção da Alergia Alimentar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Enquanto a alergia alimentar predomina nos primeiros meses de vida, a respiratória acentua-se a partir dessa idade, o que pode ser devido tanto a um mero factor de exposição como ao facto do subsistema imune mucoso digestivo (GALT) ser distinto do respiratório. A relativa raridade de reacções imunes à ingestão de novos alimentos é atribuída ao fenómeno da tolerância oral — a antítese de imunização. A tolerância oral depende de exposições repetidas; a ingestão duma dose única sensibiliza, em especial nos primeiros dias de vida. Estes factos explicam o risco dos biberões na Maternidade, a RN amamentados. O papel da dieta na prevenção de alergia alimentar foi sumariado. A evicção de alergenos da dieta da grávida não é eficaz; a da mãe que amamenta é ainda experimental. A evicção de alergenos da dieta da mãe e do lactente, pode reduzir a incidência de alergia alimentar na infância mas não da respiratória. Nas crianças de alto risco, não amamentadas, devem preferir-se fórmulas intensamente hidrolisadas. A exposição precoce a múltiplos alimentos pode desencadear eczema atópico em lactentes de risco.
Autores principais:Mota, H. Carmona da
Assunto:Review articles
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Sociedade Portuguesa de Pediatria
Idioma:português
Origem:Portuguese Journal of Pediatrics
Descrição
Resumo:Enquanto a alergia alimentar predomina nos primeiros meses de vida, a respiratória acentua-se a partir dessa idade, o que pode ser devido tanto a um mero factor de exposição como ao facto do subsistema imune mucoso digestivo (GALT) ser distinto do respiratório. A relativa raridade de reacções imunes à ingestão de novos alimentos é atribuída ao fenómeno da tolerância oral — a antítese de imunização. A tolerância oral depende de exposições repetidas; a ingestão duma dose única sensibiliza, em especial nos primeiros dias de vida. Estes factos explicam o risco dos biberões na Maternidade, a RN amamentados. O papel da dieta na prevenção de alergia alimentar foi sumariado. A evicção de alergenos da dieta da grávida não é eficaz; a da mãe que amamenta é ainda experimental. A evicção de alergenos da dieta da mãe e do lactente, pode reduzir a incidência de alergia alimentar na infância mas não da respiratória. Nas crianças de alto risco, não amamentadas, devem preferir-se fórmulas intensamente hidrolisadas. A exposição precoce a múltiplos alimentos pode desencadear eczema atópico em lactentes de risco.