Publicação
Celulite da região orbitária. Revisão de 71 casos
| Resumo: | Introdução: A celulite da região orbitária é uma patologia que pode associar-se a complicações potencialmente graves. Objectivo: Caracterização dos casos de celulite orbitária e periorbitária internados num Serviço de Pediatria. Métodos: Revisão casuística dos casos de celulite orbitária ou periorbitária internados no Serviço de Pediatria nos anos de 1995 a 2005. Resultados: Identificaram-se 71 casos – 65 celulites periorbitárias (92%) e seis celulites orbitárias (8%). A maioria ocorreu em crianças até os cinco anos de idade (73%) e no período do Outono/Inverno (68%). A infecção respiratória alta foi a patologia associada em 37% dos casos de celulite periorbitária e a sinusopatia em 100% dos casos de celulite orbitária. Solicitou-se tomografia computorizada em 31% dos casos. A associação de sinusopatia à celulite orbitária esteve presente em seis casos, coincidente com o grupo que apresentava sintomas e sinais clínicos que fizessem suspeitar de uma situação de maior gravidade. A maioria das crianças foi tratada com monoterapia antibiótica (83%), sendo a mais frequente o cefuroxime (39%), seguido de amoxicilina-ácido clavulânico (37%). Todos os casos evoluiram sem complicações. Conclusão: A sinusopatia foi a patologia associada em todos os casos de celulite orbitária. A tomografia computorizada tem importância na investigação diagnóstica e apresenta indicações específicas para a sua solicitação. |
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| Autores principais: | Cardoso, Rita |
| Outros Autores: | Filipe Barros, Maria; Santos, Duarte |
| Assunto: | Original articles |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Sociedade Portuguesa de Pediatria |
| Idioma: | português |
| Origem: | Portuguese Journal of Pediatrics |
| Resumo: | Introdução: A celulite da região orbitária é uma patologia que pode associar-se a complicações potencialmente graves. Objectivo: Caracterização dos casos de celulite orbitária e periorbitária internados num Serviço de Pediatria. Métodos: Revisão casuística dos casos de celulite orbitária ou periorbitária internados no Serviço de Pediatria nos anos de 1995 a 2005. Resultados: Identificaram-se 71 casos – 65 celulites periorbitárias (92%) e seis celulites orbitárias (8%). A maioria ocorreu em crianças até os cinco anos de idade (73%) e no período do Outono/Inverno (68%). A infecção respiratória alta foi a patologia associada em 37% dos casos de celulite periorbitária e a sinusopatia em 100% dos casos de celulite orbitária. Solicitou-se tomografia computorizada em 31% dos casos. A associação de sinusopatia à celulite orbitária esteve presente em seis casos, coincidente com o grupo que apresentava sintomas e sinais clínicos que fizessem suspeitar de uma situação de maior gravidade. A maioria das crianças foi tratada com monoterapia antibiótica (83%), sendo a mais frequente o cefuroxime (39%), seguido de amoxicilina-ácido clavulânico (37%). Todos os casos evoluiram sem complicações. Conclusão: A sinusopatia foi a patologia associada em todos os casos de celulite orbitária. A tomografia computorizada tem importância na investigação diagnóstica e apresenta indicações específicas para a sua solicitação. |
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