Publicação
Interacção mãe-bebé prematuro numa Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais
| Resumo: | Os recém-nascidos prematuros, internados em Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN), ficam afastados da mãe devido às intervenções clínicas a que estão sujeitos, podendo quebrar-se a ligação que vinham estabelecendo desde a gravidez. Nesta situação, os pais e, particularmente, a mãe ao verem-se impedidos de interagir continuamente com o filho e de o cuidar conforme tinham imaginado podem desencadear reacções emocionais de culpabilidade e medo face a um bebé diferente, alterando a qualidade das interacções diádicas. Os objectivos deste estudo visam conhecer a qualidade do comportamento interactivo que se estabelece entre a mãe e o bebé prematuro nas situações face-a-face e alimentar e identificar os factores que influenciam essa interacção. É um estudo observacional, de natureza quantitativa, descritivo e correlacional, cuja amostra é constituída por 30 díades mãe-filho prematuro internado em UCIN. Aplicaram-se as Interaction Rating Scales (IRS) na versão portuguesa, que propõem a observação e avaliação da qualidade da interacção na situação face-a-face (Face-to-face Interactions) e na situação alimentar (Feeding Interactions). Verificou-se que as díades estabelecem interacções positivas e adequadas; a mãe é quem mais contribui para a interacção na situação face-a-face; existe relação positiva e significativa entre os comportamentos interactivos da mãe e do filho; os comportamentos interactivos do bebé prematuro com a mãe aumentam com a idade materna, com o nível sócio-económico da mãe e com o tempo de internamento. Conclui-se que a parceria de cuidados com a família é benéfica no estabelecimento da interacção precoce o que trará vantagens ao desenvolvimento do prematuro. |
|---|---|
| Autores principais: | Forte Camarneiro, Ana Paula |
| Outros Autores: | Alexandra das Neves Alves, Catarina; Castro Ferreira, Ana Patrícia; Ferreira Gomes, Ana Isabel |
| Assunto: | Original articles |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Sociedade Portuguesa de Pediatria |
| Idioma: | português |
| Origem: | Portuguese Journal of Pediatrics |
| Resumo: | Os recém-nascidos prematuros, internados em Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN), ficam afastados da mãe devido às intervenções clínicas a que estão sujeitos, podendo quebrar-se a ligação que vinham estabelecendo desde a gravidez. Nesta situação, os pais e, particularmente, a mãe ao verem-se impedidos de interagir continuamente com o filho e de o cuidar conforme tinham imaginado podem desencadear reacções emocionais de culpabilidade e medo face a um bebé diferente, alterando a qualidade das interacções diádicas. Os objectivos deste estudo visam conhecer a qualidade do comportamento interactivo que se estabelece entre a mãe e o bebé prematuro nas situações face-a-face e alimentar e identificar os factores que influenciam essa interacção. É um estudo observacional, de natureza quantitativa, descritivo e correlacional, cuja amostra é constituída por 30 díades mãe-filho prematuro internado em UCIN. Aplicaram-se as Interaction Rating Scales (IRS) na versão portuguesa, que propõem a observação e avaliação da qualidade da interacção na situação face-a-face (Face-to-face Interactions) e na situação alimentar (Feeding Interactions). Verificou-se que as díades estabelecem interacções positivas e adequadas; a mãe é quem mais contribui para a interacção na situação face-a-face; existe relação positiva e significativa entre os comportamentos interactivos da mãe e do filho; os comportamentos interactivos do bebé prematuro com a mãe aumentam com a idade materna, com o nível sócio-económico da mãe e com o tempo de internamento. Conclui-se que a parceria de cuidados com a família é benéfica no estabelecimento da interacção precoce o que trará vantagens ao desenvolvimento do prematuro. |
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