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Avaliação cognitiva e spina bifida (mielomeningocelo)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Contexto: Este Hospital Central Pediátrico coordena os cuidados a prestar a todas as crianças e adolescentes com mielomeningocelo da sua Zona de influência e nesse contexto integra-se a avaliação cognitiva dos doentes. Objectivo e Metodologia: Apresentamos os dados de doentes que vieram à Consulta de Espinha Bífida referentes ao período de um ano e que pela sua idade eram elegíveis para a aplicação da escala WISC-III, instrumento escolhido para a avaliação cognitiva dos doentes. Resultados: O perfil cognitivo nas crianças e adolescentes com esta patologia apresenta elevada proporção com QI “muito inferior” (60% no QI da Escala Completa e 56,3% no QI de Realização). Melhor desempenho verifica-se no QI Verbal onde apenas 32,7% obtiveram na nossa amostra QI “muito inferior”. Dos índices factoriais da WISC-III verificaramse piores resultados no Índice Organização Perceptiva, com 89% abaixo do “médio”. Este perfil caracterizou a população estudada, mesmo na ausência de hidrocefalia. Conclusões: Põe-se ênfase na necessidade de ter em conta a disfunção cognitiva habitualmente associada ao mielomeningocelo de forma a adequar a qualidade da intervenção multidisciplinar e o que deve ser feito precocemente.
Autores principais:Gonçalves, Olavo
Outros Autores:Alfaiate, Cláudia
Assunto:Original articles
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Sociedade Portuguesa de Pediatria
Idioma:português
Origem:Portuguese Journal of Pediatrics
Descrição
Resumo:Contexto: Este Hospital Central Pediátrico coordena os cuidados a prestar a todas as crianças e adolescentes com mielomeningocelo da sua Zona de influência e nesse contexto integra-se a avaliação cognitiva dos doentes. Objectivo e Metodologia: Apresentamos os dados de doentes que vieram à Consulta de Espinha Bífida referentes ao período de um ano e que pela sua idade eram elegíveis para a aplicação da escala WISC-III, instrumento escolhido para a avaliação cognitiva dos doentes. Resultados: O perfil cognitivo nas crianças e adolescentes com esta patologia apresenta elevada proporção com QI “muito inferior” (60% no QI da Escala Completa e 56,3% no QI de Realização). Melhor desempenho verifica-se no QI Verbal onde apenas 32,7% obtiveram na nossa amostra QI “muito inferior”. Dos índices factoriais da WISC-III verificaramse piores resultados no Índice Organização Perceptiva, com 89% abaixo do “médio”. Este perfil caracterizou a população estudada, mesmo na ausência de hidrocefalia. Conclusões: Põe-se ênfase na necessidade de ter em conta a disfunção cognitiva habitualmente associada ao mielomeningocelo de forma a adequar a qualidade da intervenção multidisciplinar e o que deve ser feito precocemente.