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Miastenia gravis na adolescência

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A miastenia gravis é uma patologia auto-imune rara que constitui um desafio diagnóstico pelo carácter flutuante da sintomatologia e pela variedade de manifestações. A terapêutica é eficaz pelo que o diagnóstico precoce é crucial. Adolescente de 12 anos que iniciou diminuição da actividade, humor depressivo e fadiga fácil. Um mês depois desenvolveu um quadro de insuficiência respiratória aguda que motivou internamento em Unidade de Cuidados Intensivos. Após a fase aguda, foi constatada diminuição global da força muscular com evidência de disfunção pós-sináptica grave no estudo electrofisiológico muscular. Foi iniciado tratamento com prednisolona e piridostigmina e foi realizada timectomia, com melhoria lenta mas progressiva. Com este caso clínico, os autores pretendem salientar as dificuldades diagnósticas da miastenia gravis na adolescência. Nesta idade, a apresentação clínica pode simular quadros psiquiátricos ou comportamentais, pelo que a necessidade de rever estes diagnósticos é fundamental.
Autores principais:Soares, Susana
Outros Autores:Espinheira, Maria do Céu; Guardiano, Micaela; Maia, Ana Maria; Manuel Campos, Maria; Eça-Guimarães, Mª Júlia
Assunto:Case reports
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Sociedade Portuguesa de Pediatria
Idioma:português
Origem:Portuguese Journal of Pediatrics
Descrição
Resumo:A miastenia gravis é uma patologia auto-imune rara que constitui um desafio diagnóstico pelo carácter flutuante da sintomatologia e pela variedade de manifestações. A terapêutica é eficaz pelo que o diagnóstico precoce é crucial. Adolescente de 12 anos que iniciou diminuição da actividade, humor depressivo e fadiga fácil. Um mês depois desenvolveu um quadro de insuficiência respiratória aguda que motivou internamento em Unidade de Cuidados Intensivos. Após a fase aguda, foi constatada diminuição global da força muscular com evidência de disfunção pós-sináptica grave no estudo electrofisiológico muscular. Foi iniciado tratamento com prednisolona e piridostigmina e foi realizada timectomia, com melhoria lenta mas progressiva. Com este caso clínico, os autores pretendem salientar as dificuldades diagnósticas da miastenia gravis na adolescência. Nesta idade, a apresentação clínica pode simular quadros psiquiátricos ou comportamentais, pelo que a necessidade de rever estes diagnósticos é fundamental.