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Malformações Urológicas e Transplante Renal Pediátrico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A uropatia malformativa congénita é uma causa importante de insuficiência renal crónica (IRC) terminal na criança. O objectivo deste estudo foi avaliar a influência da uropatia na evolução e complicações em 42 transplantes renais (TR) efectuados em 39 crianças entre 1985-1996. Dividiu-se a população em dois grupos de acordo com a etiologia da IRC: uropatia (n=22) e outros diagnósticos (n=17) e compararam-se vários parâmetros clínico-laboratoriais. A uropatia foi mais frequente no rapaz. A idade de transplante foi semelhante nos dois grupos embora a idade de diagnóstico de IRC tivesse sido mais precoce no grupo com uropatia. Verificaram-se episódios de rejeição aguda em 54% do grupo com uropatia e 37% no outro (p=ns). A incidência de infecção urinária após o transplante foi semelhante nos 2 grupos e maior nos primeiros 3 meses. Nenhum enxerto foi perdido por complicações urológicas. A depuração da creatinina apesar de ser discretamente inferior no grupo com uropatia não mostrava diferença significativa nos 2 grupos durante os 3 primeiros anos após o TR. A sobrevida actuarial do enxerto ao ano foi de 86 vs 88,5% e aos 5 anos foi 69 vs 80%, respectivamente no grupo com e sem uropatia (p=ns). A uropatia malformativa congénita não condicionou diferença significativa na evolução pós-transplante renal nesta população.
Autores principais:Gomes, Clara
Outros Autores:Mota, Conceição; Morais, Lurdes; Reis, Armando; Henriques, Castro; Pereira, Elói
Assunto:Original articles
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Sociedade Portuguesa de Pediatria
Idioma:português
Origem:Portuguese Journal of Pediatrics
Descrição
Resumo:A uropatia malformativa congénita é uma causa importante de insuficiência renal crónica (IRC) terminal na criança. O objectivo deste estudo foi avaliar a influência da uropatia na evolução e complicações em 42 transplantes renais (TR) efectuados em 39 crianças entre 1985-1996. Dividiu-se a população em dois grupos de acordo com a etiologia da IRC: uropatia (n=22) e outros diagnósticos (n=17) e compararam-se vários parâmetros clínico-laboratoriais. A uropatia foi mais frequente no rapaz. A idade de transplante foi semelhante nos dois grupos embora a idade de diagnóstico de IRC tivesse sido mais precoce no grupo com uropatia. Verificaram-se episódios de rejeição aguda em 54% do grupo com uropatia e 37% no outro (p=ns). A incidência de infecção urinária após o transplante foi semelhante nos 2 grupos e maior nos primeiros 3 meses. Nenhum enxerto foi perdido por complicações urológicas. A depuração da creatinina apesar de ser discretamente inferior no grupo com uropatia não mostrava diferença significativa nos 2 grupos durante os 3 primeiros anos após o TR. A sobrevida actuarial do enxerto ao ano foi de 86 vs 88,5% e aos 5 anos foi 69 vs 80%, respectivamente no grupo com e sem uropatia (p=ns). A uropatia malformativa congénita não condicionou diferença significativa na evolução pós-transplante renal nesta população.