Publicação
Doença de Hodgkin na Criança. Experiência de 10 Anos
| Resumo: | Objectivos: Caracterizar os casos de Doença de Hodgkin (DH) seguidos no Serviço de Pediatria do Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil — Centro de Lisboa (IPOFG-L) e avaliar a eficácia e efeitos secundários do tratamento. Métodos: Análise retrospectiva dos processos clínicos dos doentes admitidos com DH no IPOFG-L entre Janeiro de 1987 e Dezembro de 1996. Resultados: Foram estudados 53 doentes (40M/13F), com idades entre 2 e 14 anos (12% <5, 44% 5-10, 44% 10-14 anos). O intervalo de tempo entre as manifestações da doença e a entrada no Serviço foi inferior a 1 mês em 19% dos doentes, mas superior a 6 meses em 34%. As manifestações iniciais foram as adenomegálias isoladas em 66% das crianças, das quais 80% em localização cervical. Havia envolvimento do mediastino em 51% dos doentes. O subtipo histológico predominante foi a esclerose nodular (71%). Em relação ao estadiamento, a distribuição foi a seguinte: estadio I - 24%; estadio II - 42%; estadio III - 24%; estadio IV - 10%; 28% dos doentes apresentavam sintomas B. A terapêutica utilizada na maioria dos casos foram ciclos MOPP-ABVD, seguidos de radioterapia de baixa dose, com os seguintes resultados: 83% - remissãp completa; 5,5% - remissão parcial; 7,5% - não resposta. Verificou-se recidiva em 5,5% dos casos. Três doentes realizaram transplante de medula óssea. A taxa global de mortalidade foi de 9%; em 2 doentes por infecção e em três por progressão da doença. Conclusão: Patologia rara na idade pediátrica, sendo a apresentação mais frequente as adenomegálias cervicais e supraclaviculares, devendo estar presente corno um dos diagnósticos diferenciais mais importantes num quadro de adenomegálias. A radiografia de tórax e a citologia aspirativa são exames de primeira linha. O Serviço de Pediatria do IPOFG-L tem registado bons resultados com a modalidade terapêutica utilizada, com urna sobrevivência global de 88% aos cinco anos na amostra apresentada. |
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| Autores principais: | Costa, Paula Lopes da |
| Outros Autores: | Lacerda, Ana Forjaz de; Vieira, Ester; Chagas, Mário; Ambrósio, António; Neto, Ana; Pereira, Filomena; Ribeiro, Maria José; Martins, António Gentil; Sousinha, Mário |
| Assunto: | Original articles |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Sociedade Portuguesa de Pediatria |
| Idioma: | português |
| Origem: | Portuguese Journal of Pediatrics |
| Resumo: | Objectivos: Caracterizar os casos de Doença de Hodgkin (DH) seguidos no Serviço de Pediatria do Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil — Centro de Lisboa (IPOFG-L) e avaliar a eficácia e efeitos secundários do tratamento. Métodos: Análise retrospectiva dos processos clínicos dos doentes admitidos com DH no IPOFG-L entre Janeiro de 1987 e Dezembro de 1996. Resultados: Foram estudados 53 doentes (40M/13F), com idades entre 2 e 14 anos (12% <5, 44% 5-10, 44% 10-14 anos). O intervalo de tempo entre as manifestações da doença e a entrada no Serviço foi inferior a 1 mês em 19% dos doentes, mas superior a 6 meses em 34%. As manifestações iniciais foram as adenomegálias isoladas em 66% das crianças, das quais 80% em localização cervical. Havia envolvimento do mediastino em 51% dos doentes. O subtipo histológico predominante foi a esclerose nodular (71%). Em relação ao estadiamento, a distribuição foi a seguinte: estadio I - 24%; estadio II - 42%; estadio III - 24%; estadio IV - 10%; 28% dos doentes apresentavam sintomas B. A terapêutica utilizada na maioria dos casos foram ciclos MOPP-ABVD, seguidos de radioterapia de baixa dose, com os seguintes resultados: 83% - remissãp completa; 5,5% - remissão parcial; 7,5% - não resposta. Verificou-se recidiva em 5,5% dos casos. Três doentes realizaram transplante de medula óssea. A taxa global de mortalidade foi de 9%; em 2 doentes por infecção e em três por progressão da doença. Conclusão: Patologia rara na idade pediátrica, sendo a apresentação mais frequente as adenomegálias cervicais e supraclaviculares, devendo estar presente corno um dos diagnósticos diferenciais mais importantes num quadro de adenomegálias. A radiografia de tórax e a citologia aspirativa são exames de primeira linha. O Serviço de Pediatria do IPOFG-L tem registado bons resultados com a modalidade terapêutica utilizada, com urna sobrevivência global de 88% aos cinco anos na amostra apresentada. |
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