Publicação
Doentes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. Casuística do Serviço de Pediatria do Hospital de S. Francisco Xavier
| Resumo: | Fez-se o estudo retrospectivo dos 187 doentes internados no Serviço de Pediatria do Hospital de S. Francisco Xavier provenientes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa num período de seis anos (1990-1995). A maioria das crianças (38,5%) tinha mais de 6 anos de idade. Cabo Verde transferiu 52,9% das crianças, Guiné-Bissau 29,9% e S. Tomé e Príncipe 15,0%. O tempo de espera entre a autorização médica de transferência e a chegada ao Serviço foi superior nas crianças guineenses (média de 95,3 dias). Viajaram sem companhia de familiares 13,4% dos doentes. Os três grupos nosológicos com maior número de doentes foram o das malformações congénitas (n=66), o das doenças infecciosas e parasitárias (n=27) e o das neoplasias (n=26). Como doenças associadas, diagnosticouse anemia ferropénica em 42 doentes e uma forma de parasitose em 62. Em 28 crianças foi demonstrada serologia positiva para hepatite B (AgHBs+) e 5 estavam infectadas pelo Vírus da Imunodeficiência Humana. Faleceram 3 crianças e 81 tiveram alta directamente para o país de origem. As restantes tiveram necessidade de prosseguir terapêutica especializada, um terço dos quais em Hospitais da Área de Saúde a que pertence o HSFX. Torna-se imperioso rever com os Serviços de Saúde locais os protocolos de transferência destas crianças por forma a lhes ser prestada assistência mais cedo. |
|---|---|
| Autores principais: | Flores, Pedro |
| Outros Autores: | Neto, Ana Serrão; Lemos, Conceição; Abreu, Fátima; Xavier, Maria João; Palminha, J. M. Martins |
| Assunto: | Artigos |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Sociedade Portuguesa de Pediatria |
| Idioma: | português |
| Origem: | Portuguese Journal of Pediatrics |
| Resumo: | Fez-se o estudo retrospectivo dos 187 doentes internados no Serviço de Pediatria do Hospital de S. Francisco Xavier provenientes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa num período de seis anos (1990-1995). A maioria das crianças (38,5%) tinha mais de 6 anos de idade. Cabo Verde transferiu 52,9% das crianças, Guiné-Bissau 29,9% e S. Tomé e Príncipe 15,0%. O tempo de espera entre a autorização médica de transferência e a chegada ao Serviço foi superior nas crianças guineenses (média de 95,3 dias). Viajaram sem companhia de familiares 13,4% dos doentes. Os três grupos nosológicos com maior número de doentes foram o das malformações congénitas (n=66), o das doenças infecciosas e parasitárias (n=27) e o das neoplasias (n=26). Como doenças associadas, diagnosticouse anemia ferropénica em 42 doentes e uma forma de parasitose em 62. Em 28 crianças foi demonstrada serologia positiva para hepatite B (AgHBs+) e 5 estavam infectadas pelo Vírus da Imunodeficiência Humana. Faleceram 3 crianças e 81 tiveram alta directamente para o país de origem. As restantes tiveram necessidade de prosseguir terapêutica especializada, um terço dos quais em Hospitais da Área de Saúde a que pertence o HSFX. Torna-se imperioso rever com os Serviços de Saúde locais os protocolos de transferência destas crianças por forma a lhes ser prestada assistência mais cedo. |
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