Publicação
Transporte automóvel de lactentes e crianças. Conhecimentos e atitudes de mães portuguesas
| Resumo: | Introdução: Os acidentes rodoviários são a principal causa de morte e incapacidade infantil em Portugal. A utilização dos sistemas de retenção adequados no transporte automóvel de recém-nascidos, lactentes e crianças contribui para a diminuição de lesões em caso de acidente. Objectivos: Determinar os conhecimentos e respectiva fonte de informação das puérperas sobre transporte automóvel de recém-nascidos e crianças e avaliar a intenção sobre a forma de transporte do recém-nascido à saída da maternidade. Métodos: Estudo transversal, realizado na Maternidade de um Hospital Universitário em 2003, com aplicação de um inqué rito a uma amostra de 475 puérperas entre as 24 e as 48 horas pós-parto. Foram estudadas as variáveis respeitantes à caracterização sócio-demográfica, gravidez, parto e recém-nascido e transporte automóvel de recém-nascidos e crianças. Resultados: Verificou-se que 92% das mães não considera seguro o transporte ao colo no automóvel e 80,4% considera mais segura a utilização de cadeira apropriada. À alta hospitalar, 72,8% tenciona utilizar a cadeira apropriada, 18,5% a alcofa e 7,2% tenciona transportar o recém-nascido ao colo no percurso automóvel até ao domicílio. A intenção sobre o modo de transporte do recém-nascido no automóvel relaciona- se com a idade (p=0,011), com a etnia (p<0,01), com a escolaridade (p<0,01) e com a paridade das mães (p=0,04). Apenas 52,6% das mulheres se encontram bem informadas sobre o transporte automóvel seguro e 80,8% refere a comunicação social como fonte de informação. Conclusão: Considera-se necessário que os profissionais de saúde se envolvam na informação sobre transporte automóvel de recém-nascidos e crianças durante a gravidez e puerpério, de forma a incentivar o transporte correcto e a diminuir a morbilidade e mortalidade infantis nos acidentes de viação. |
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| Autores principais: | Martins, Sara |
| Outros Autores: | Gouveia, Raquel; Sandes, Ana Rita; Correia, Susana; Nascimento, Catarina; Figueira, Joana; Valente, Sandra; Rocha, Evangelista; Justo da Silva, Lincoln |
| Assunto: | Original articles |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Sociedade Portuguesa de Pediatria |
| Idioma: | português |
| Origem: | Portuguese Journal of Pediatrics |
| Resumo: | Introdução: Os acidentes rodoviários são a principal causa de morte e incapacidade infantil em Portugal. A utilização dos sistemas de retenção adequados no transporte automóvel de recém-nascidos, lactentes e crianças contribui para a diminuição de lesões em caso de acidente. Objectivos: Determinar os conhecimentos e respectiva fonte de informação das puérperas sobre transporte automóvel de recém-nascidos e crianças e avaliar a intenção sobre a forma de transporte do recém-nascido à saída da maternidade. Métodos: Estudo transversal, realizado na Maternidade de um Hospital Universitário em 2003, com aplicação de um inqué rito a uma amostra de 475 puérperas entre as 24 e as 48 horas pós-parto. Foram estudadas as variáveis respeitantes à caracterização sócio-demográfica, gravidez, parto e recém-nascido e transporte automóvel de recém-nascidos e crianças. Resultados: Verificou-se que 92% das mães não considera seguro o transporte ao colo no automóvel e 80,4% considera mais segura a utilização de cadeira apropriada. À alta hospitalar, 72,8% tenciona utilizar a cadeira apropriada, 18,5% a alcofa e 7,2% tenciona transportar o recém-nascido ao colo no percurso automóvel até ao domicílio. A intenção sobre o modo de transporte do recém-nascido no automóvel relaciona- se com a idade (p=0,011), com a etnia (p<0,01), com a escolaridade (p<0,01) e com a paridade das mães (p=0,04). Apenas 52,6% das mulheres se encontram bem informadas sobre o transporte automóvel seguro e 80,8% refere a comunicação social como fonte de informação. Conclusão: Considera-se necessário que os profissionais de saúde se envolvam na informação sobre transporte automóvel de recém-nascidos e crianças durante a gravidez e puerpério, de forma a incentivar o transporte correcto e a diminuir a morbilidade e mortalidade infantis nos acidentes de viação. |
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