Publicação
Evolução das perturbações de espectro do autismo. Possíveis factores preditivos?
| Resumo: | É importante compreender os factores que podem contribuir para prever a evolução das perturbações de espectro do autismo, nas suas diferentes trajectórias, no sentido de melhorar as estratégias de intervenção e o prognóstico. Os objectivos do presente estudo foram avaliar um grupo de 30 crianças, diagnosticadas com PEA aos 3 anos e reavaliadas 3 anos depois, comparando o grupo que teve uma evolução mais favorável com o que teve pior evolução, no sentido de tentar pesquisar a existência de factores preditivos precoces. As crianças foram avaliadas com a Childhood Autism Rating Scale para quantificar a gravidade dos sintomas e com o Psycho-educational Profile Revised para determinar o perfil desenvolvimental e comportamental. Seleccionámos dois grupos, com diferente grau de gravidade, com base nos resultados da CARS no primeiro momento de avaliação. Encontrámos diferenças estatisticamente significativas entre os grupos de melhor e pior evolução na avaliação efectuada com PEP-R. Também verificámos que a CARS parece ter um valor preditivo satisfatório uma vez que se observou uma correlação significativa entre a CARS e algumas escalas do PEP-R. |
|---|---|
| Autores principais: | mira coelho, alda |
| Outros Autores: | Aguiar, Ana; Nunes, Cristina |
| Assunto: | Original articles |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Sociedade Portuguesa de Pediatria |
| Idioma: | português |
| Origem: | Portuguese Journal of Pediatrics |
| Resumo: | É importante compreender os factores que podem contribuir para prever a evolução das perturbações de espectro do autismo, nas suas diferentes trajectórias, no sentido de melhorar as estratégias de intervenção e o prognóstico. Os objectivos do presente estudo foram avaliar um grupo de 30 crianças, diagnosticadas com PEA aos 3 anos e reavaliadas 3 anos depois, comparando o grupo que teve uma evolução mais favorável com o que teve pior evolução, no sentido de tentar pesquisar a existência de factores preditivos precoces. As crianças foram avaliadas com a Childhood Autism Rating Scale para quantificar a gravidade dos sintomas e com o Psycho-educational Profile Revised para determinar o perfil desenvolvimental e comportamental. Seleccionámos dois grupos, com diferente grau de gravidade, com base nos resultados da CARS no primeiro momento de avaliação. Encontrámos diferenças estatisticamente significativas entre os grupos de melhor e pior evolução na avaliação efectuada com PEP-R. Também verificámos que a CARS parece ter um valor preditivo satisfatório uma vez que se observou uma correlação significativa entre a CARS e algumas escalas do PEP-R. |
|---|