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Biopsia Hepática Percutânea na Criança - Experiência de 10 anos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A biopsia hepática percutânea (BHP) na criança é um meio de diagnóstico essencial na investigação da doença hepática, mas que envolve risco de morbilidade e mortalidade não negligenciáveis. Novas modalidades inerentes ao procedimento têm vindo a ser propostas, designadamente quanto à própria técnica e quanto ao regime de vigilância pós-biopsia. Apresenta-se a experiência pessoal de BHP no período de 10 anos (1994 - 2003) referente a casuística não associada a transplante hepático (80 biópsias em 77 crianças, idade média 8,3 anos; min. 0.1, max. 16 anos), utilizando uma metodologia standard (agulha Hepafix, técnica de Menghini, regime de internamento de 24 horas), a qual proporcionou tecido suficiente para diagnóstico de doença hepática na população estudada. Verificou-se a ocorrência de complicações hemorrágicas em 2.5 % dos casos (um caso de hemotorax e um caso de hemóperitoneu), uma frequência idêntica à descrita na literatura pediátrica, e ausência de mortalidade. Comentam-se algumas particularidades técnicas inerentes ao procedimento e salienta-se o interesse da sua realização sempre que possível sob controlo ecográfico. Palavras-chave: biópsia hepática percutânea; criança; Hepafíx; técnica de Menghini
Autores principais:Lopes, Ana Isabel
Outros Autores:Costa, Adília
Assunto:Original articles
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Sociedade Portuguesa de Pediatria
Idioma:português
Origem:Portuguese Journal of Pediatrics
Descrição
Resumo:A biopsia hepática percutânea (BHP) na criança é um meio de diagnóstico essencial na investigação da doença hepática, mas que envolve risco de morbilidade e mortalidade não negligenciáveis. Novas modalidades inerentes ao procedimento têm vindo a ser propostas, designadamente quanto à própria técnica e quanto ao regime de vigilância pós-biopsia. Apresenta-se a experiência pessoal de BHP no período de 10 anos (1994 - 2003) referente a casuística não associada a transplante hepático (80 biópsias em 77 crianças, idade média 8,3 anos; min. 0.1, max. 16 anos), utilizando uma metodologia standard (agulha Hepafix, técnica de Menghini, regime de internamento de 24 horas), a qual proporcionou tecido suficiente para diagnóstico de doença hepática na população estudada. Verificou-se a ocorrência de complicações hemorrágicas em 2.5 % dos casos (um caso de hemotorax e um caso de hemóperitoneu), uma frequência idêntica à descrita na literatura pediátrica, e ausência de mortalidade. Comentam-se algumas particularidades técnicas inerentes ao procedimento e salienta-se o interesse da sua realização sempre que possível sob controlo ecográfico. Palavras-chave: biópsia hepática percutânea; criança; Hepafíx; técnica de Menghini