Publicação
Desenvolvimento psicomotor de grandes prematuros
| Resumo: | Introdução: Nas últimas décadas, a melhoria dos cuidados de saúde perinatais, refletiu-se numa significativa diminuição da mortalidade associada à prematuridade. No entanto, esta diminuição não se acompanhou de forma proporcional da redução de morbilidade, particularmente a nível do neurodesenvolvimento. Objectivos: Avaliar o desenvolvimento psicomotor (DPM) de grandes prematuros, identificar perturbações do neurodesenvolvimento, analisar possíveis associações entre as variáveis perinatais e o DPM. Métodos: Estudo retrospetivo, através da análise dos processos clínicos. Selecionadas as crianças nascidas num hospital central, entre 1997 e 2002, com idade gestacional inferior a 32 semanas, submetidas a avaliação do DPM até à idade escolar, segundo a Escala de Desenvolvimento Mental de Griffiths (Griffiths). Resultados: Foram incluídas 67 crianças. Na primeira avaliação pela Griffiths (idade média: 29,7 meses), o quociente de desenvolvimento global (QDG) médio foi 95,9 (7,9% com QDG≤80), sendo as subescalas E (realização) e D (coordenação olho-mão) as menos cotadas. Na última avaliação (idade média: 65,8 meses), o QDG médio foi 100,5 (5,2% com QDG≤80), e a área menos cotada foi a F (raciocínio prático). As perturbações do neurodesenvolvimento mais frequentes foram a perturbação de hiperatividade e défice de atenção (31,3%), perturbação da linguagem (23,9%) e a perturbação de aprendizagem (22,4%). Não se verificaram associações entre a maioria das variáveis analisadas e o DPM. Conclusão: Embora a maioria destas crianças apresente um desenvolvimento adequado, são notórias dificuldades específicas na área da realização e raciocínio prático e observa-se elevada percentagem de perturbações do neurodesenvolvimento. O seguimento estruturado desta população é determinante na definição de estratégias de intervenção eficazes. |
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| Autores principais: | Ferreira, Sofia |
| Outros Autores: | Fontes, Natacha; Rodrigues, Lia; Gonçalves, Cláudia; Lopes, Maria Manuel; Rodrigues, Nádia |
| Assunto: | Original articles |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Sociedade Portuguesa de Pediatria |
| Idioma: | português |
| Origem: | Portuguese Journal of Pediatrics |
| Resumo: | Introdução: Nas últimas décadas, a melhoria dos cuidados de saúde perinatais, refletiu-se numa significativa diminuição da mortalidade associada à prematuridade. No entanto, esta diminuição não se acompanhou de forma proporcional da redução de morbilidade, particularmente a nível do neurodesenvolvimento. Objectivos: Avaliar o desenvolvimento psicomotor (DPM) de grandes prematuros, identificar perturbações do neurodesenvolvimento, analisar possíveis associações entre as variáveis perinatais e o DPM. Métodos: Estudo retrospetivo, através da análise dos processos clínicos. Selecionadas as crianças nascidas num hospital central, entre 1997 e 2002, com idade gestacional inferior a 32 semanas, submetidas a avaliação do DPM até à idade escolar, segundo a Escala de Desenvolvimento Mental de Griffiths (Griffiths). Resultados: Foram incluídas 67 crianças. Na primeira avaliação pela Griffiths (idade média: 29,7 meses), o quociente de desenvolvimento global (QDG) médio foi 95,9 (7,9% com QDG≤80), sendo as subescalas E (realização) e D (coordenação olho-mão) as menos cotadas. Na última avaliação (idade média: 65,8 meses), o QDG médio foi 100,5 (5,2% com QDG≤80), e a área menos cotada foi a F (raciocínio prático). As perturbações do neurodesenvolvimento mais frequentes foram a perturbação de hiperatividade e défice de atenção (31,3%), perturbação da linguagem (23,9%) e a perturbação de aprendizagem (22,4%). Não se verificaram associações entre a maioria das variáveis analisadas e o DPM. Conclusão: Embora a maioria destas crianças apresente um desenvolvimento adequado, são notórias dificuldades específicas na área da realização e raciocínio prático e observa-se elevada percentagem de perturbações do neurodesenvolvimento. O seguimento estruturado desta população é determinante na definição de estratégias de intervenção eficazes. |
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