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Sobrevida e Sobrevida Sem Sequelas Graves no Neurodesenvolvimento em Recém-Nascidos de Extremo Baixo Peso

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Pretendeu-se identificar o limite de viabilidade na instituição, avaliar os fatores de risco de mortalidade e as sequelas graves no neurodesenvolvimento em recém-nascidos de extremo baixo peso, num intervalo de tempo de 10 anos e comparar a ocorrência destes fatores em dois períodos (2004-2008 e 2009-2013). Métodos: Estudo retrospetivo em recém-nascidos de extremo baixo peso internados numa unidade de cuidados intensivos neonatais entre 2004 e 2013. Avaliou-se a morbilidade neonatal, mortalidade e sequelas no neurodesenvolvimento aos 24-30 meses. Resultados: Estudaram-se 155 recém-nascidos de extremo baixo peso (primeiro período 79, segundo período 76) com uma mediana de idade gestacional de 27 semanas nos dois grupos. No segundo período a mediana de peso de nascimento foi inferior (800 vs 900 g, p = 0,001). A mortalidade foi de 20% (31/155), e 10% (12/124) apresentaram défices graves no neurodesenvolvimento, não se verificando diferenças significativas nos dois períodos. A idade gestacional e o peso ao nascer acima dos quais sobreviveram sem sequelas graves mais de 50% dos recém-nascidos foram 25 semanas e 600-700 g, respetivamente. Os modelos preditivos para a ocorrência de morte ou sequelas neurológicas graves foram a existência de lesão cerebral grave, de enterocolite necrosante e o peso ao nascer inferior a 700 g. Discussão: A sobrevida sem sequelas aumentou com a idade gestacional. O limite de viabilidade encontrou-se nas 25 semanas. A ocorrência de lesão cerebral grave, a enterocolite necrosante e o peso ao nascer inferior a 700 g associaram-se a um pior prognóstico.
Autores principais:Resende, Cristina
Outros Autores:Faria, Dolores; Taborda, Adelaide; Mimoso, Gabriela; Lemos, Carlos
Assunto:Original articles
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Sociedade Portuguesa de Pediatria
Idioma:português
Origem:Portuguese Journal of Pediatrics
Descrição
Resumo:Introdução: Pretendeu-se identificar o limite de viabilidade na instituição, avaliar os fatores de risco de mortalidade e as sequelas graves no neurodesenvolvimento em recém-nascidos de extremo baixo peso, num intervalo de tempo de 10 anos e comparar a ocorrência destes fatores em dois períodos (2004-2008 e 2009-2013). Métodos: Estudo retrospetivo em recém-nascidos de extremo baixo peso internados numa unidade de cuidados intensivos neonatais entre 2004 e 2013. Avaliou-se a morbilidade neonatal, mortalidade e sequelas no neurodesenvolvimento aos 24-30 meses. Resultados: Estudaram-se 155 recém-nascidos de extremo baixo peso (primeiro período 79, segundo período 76) com uma mediana de idade gestacional de 27 semanas nos dois grupos. No segundo período a mediana de peso de nascimento foi inferior (800 vs 900 g, p = 0,001). A mortalidade foi de 20% (31/155), e 10% (12/124) apresentaram défices graves no neurodesenvolvimento, não se verificando diferenças significativas nos dois períodos. A idade gestacional e o peso ao nascer acima dos quais sobreviveram sem sequelas graves mais de 50% dos recém-nascidos foram 25 semanas e 600-700 g, respetivamente. Os modelos preditivos para a ocorrência de morte ou sequelas neurológicas graves foram a existência de lesão cerebral grave, de enterocolite necrosante e o peso ao nascer inferior a 700 g. Discussão: A sobrevida sem sequelas aumentou com a idade gestacional. O limite de viabilidade encontrou-se nas 25 semanas. A ocorrência de lesão cerebral grave, a enterocolite necrosante e o peso ao nascer inferior a 700 g associaram-se a um pior prognóstico.