Publicação

Úlcera cutânea após viagem à Tunísia

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Criança do sexo feminino, de seis anos de idade, previamente saudável, internada por lesões maculo-papulares e nodulares exsudativas dos membros e face com seis semanas de evolução. À observação apresentava lesão maculo-papular no membro inferior direito, três lesões ulceradas com bordos nodulares e exsudativas nos membros superiores (Figura 1) e duas nodulares na face (Figura 2). Dois meses antes do internamento tinha viajado para a Tunísia. Foi medicada com flucloxacilina e gentamicina pela hipótese de impétigo. Apesar da melhoria inicial, posteriormente as lesões evoluíram para ulceração e necrose, pelo que foi realizada biópsia cutânea. No exame histológico identificaram-se amastigotas na coloração de Giemsa e a reacção da polimerase em cadeia foi positiva para Leishmania major. A imunofluorescência indirecta no sangue periférico para Leishmania apresentava título positivo (1:16). Foi medicada com anfotericina B lipossómica durante cinco dias consecutivos e duas tomas posteriores (14º e 21ºdia). A evolução foi lenta com melhoria progressiva das lesões após seis semanas (Figura 3). O contexto epidemiológico e as características das lesões devem alertar para esta infecção1. A identificação de uma estirpe proveniente de uma zona endémica na Tunísia reforça a importância das medidas de prevenção e controlo desta infecção2.
Autores principais:Faleiro, Joana
Outros Autores:Martins, Joana; Brito, Maria João; Correia, Paula
Assunto:Images in Pediatrics
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Sociedade Portuguesa de Pediatria
Idioma:português
Origem:Portuguese Journal of Pediatrics
Descrição
Resumo:Criança do sexo feminino, de seis anos de idade, previamente saudável, internada por lesões maculo-papulares e nodulares exsudativas dos membros e face com seis semanas de evolução. À observação apresentava lesão maculo-papular no membro inferior direito, três lesões ulceradas com bordos nodulares e exsudativas nos membros superiores (Figura 1) e duas nodulares na face (Figura 2). Dois meses antes do internamento tinha viajado para a Tunísia. Foi medicada com flucloxacilina e gentamicina pela hipótese de impétigo. Apesar da melhoria inicial, posteriormente as lesões evoluíram para ulceração e necrose, pelo que foi realizada biópsia cutânea. No exame histológico identificaram-se amastigotas na coloração de Giemsa e a reacção da polimerase em cadeia foi positiva para Leishmania major. A imunofluorescência indirecta no sangue periférico para Leishmania apresentava título positivo (1:16). Foi medicada com anfotericina B lipossómica durante cinco dias consecutivos e duas tomas posteriores (14º e 21ºdia). A evolução foi lenta com melhoria progressiva das lesões após seis semanas (Figura 3). O contexto epidemiológico e as características das lesões devem alertar para esta infecção1. A identificação de uma estirpe proveniente de uma zona endémica na Tunísia reforça a importância das medidas de prevenção e controlo desta infecção2.