Publicação
Jornalismo na Web: Da Pirâmide Invertida à Pirâmide Deitada
| Resumo: | Falar de jornalismo é falar da Pirâmide Invertida, uma técnica de redação centenária que tem resistido a todas as mudanças no jornalismo. Com o aparecimento da Internet, alguns dos pressupostos que levaram os jornalistas a adotar esta técnica de redação deixaram de fazer sentido devido às características do novo meio. Desde logo porque o espaço disponível num jornal Web deixa de ser finito, anulando a necessidade de escrever condicionado pela possibilidade de o editor ter de efetuar cortes no texto para o encaixar num determinado espaço. Por outro lado, o hipertexto permite ao utilizador definir percursos de leitura em função dos seus interesses pessoais pelo que a redação da notícia deve ter em conta esse fator. Recorrendo à técnica da Pirâmide Invertida, o jornalista organiza a notícia colocando a informação mais importante no início e o menos importante do final, pelo que o leitor apenas pode efetuar a leitura seguindo o roteiro definido pelo jornalista. Mas o que fariam os leitores se essa notícia fosse dividida em vários blocos de texto ligados através de links, dando-lhe a possibilidade de efetuar uma leitura pessoal? Para observar os percursos de leitura de notícias na Web organizou-se uma experiência onde se convidavam os leitores a efetuarem a leitura de uma notícia constituída por vários blocos de informação ligados através de hipertexto. A análise dos dados permite concluir que existem diferentes padrões de leitura, o que deixa antever a necessidade de adotar um novo paradigma na organização de informação de cariz jornalístico. |
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| Autores principais: | Canavilhas, João |
| Assunto: | Webjornalismo ciberjornalismo técnicas de redação |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Instituição associada: | Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Portalegre |
| Idioma: | português |
| Origem: | Aprender |
| Resumo: | Falar de jornalismo é falar da Pirâmide Invertida, uma técnica de redação centenária que tem resistido a todas as mudanças no jornalismo. Com o aparecimento da Internet, alguns dos pressupostos que levaram os jornalistas a adotar esta técnica de redação deixaram de fazer sentido devido às características do novo meio. Desde logo porque o espaço disponível num jornal Web deixa de ser finito, anulando a necessidade de escrever condicionado pela possibilidade de o editor ter de efetuar cortes no texto para o encaixar num determinado espaço. Por outro lado, o hipertexto permite ao utilizador definir percursos de leitura em função dos seus interesses pessoais pelo que a redação da notícia deve ter em conta esse fator. Recorrendo à técnica da Pirâmide Invertida, o jornalista organiza a notícia colocando a informação mais importante no início e o menos importante do final, pelo que o leitor apenas pode efetuar a leitura seguindo o roteiro definido pelo jornalista. Mas o que fariam os leitores se essa notícia fosse dividida em vários blocos de texto ligados através de links, dando-lhe a possibilidade de efetuar uma leitura pessoal? Para observar os percursos de leitura de notícias na Web organizou-se uma experiência onde se convidavam os leitores a efetuarem a leitura de uma notícia constituída por vários blocos de informação ligados através de hipertexto. A análise dos dados permite concluir que existem diferentes padrões de leitura, o que deixa antever a necessidade de adotar um novo paradigma na organização de informação de cariz jornalístico. |
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