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A Narrativa Alegórica na Experiência Criativa - Walter Benjamin e as Artes Cênicas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este artigo realiza a análise de uma experiência de criação cênica de participantes com idades entre 08 e 14 anos, a partir da concepção de Walter Benjamin sobre a construção de narrativas alegóricas e da pluralidade do conhecimento como condição da expressão do homem moderno, em articulação com a perspectiva do Construtivismo Semiótico-Cultural em Psicologia a respeito das relações entre desejo e futuridade. A alegoria será tomada como possibilitadora de diálogos entre reminiscências (passado), expectativas (futuridade) e a vertiginosidade do conhecimento no espaço da agoridade. Com a análise do ato de construção coletiva e consensual de uma dramaturgia e sua posterior encenação, e a partir de tal recorte teórico, pretendeu-se compreender como narrar uma história e torná-la, nesse caso, cênica, potencializa movimentos de reorganização intra e intersubjetivas e possibilita novas significações afetivo-cognitivas sobre vivências cotidianas por parte da díade narrador/ouvinte. Por desdobramento, investigamos como o esfacelamento da experiência, proposta pelo filósofo alemão como condição do homem moderno, implica, no ato de narrar, na construção constante de novos regimes de linguagem.
Autores principais:Sampaio, Juliano Casimiro de Camargo
Outros Autores:Simão, Lívia Mathias
Assunto:ESSAY
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:artciencia.com - Revista de Arte, Ciência e Comunicação
Idioma:português
Origem:artciencia.com - Revista de Arte, Ciência e Comunicação
Descrição
Resumo:Este artigo realiza a análise de uma experiência de criação cênica de participantes com idades entre 08 e 14 anos, a partir da concepção de Walter Benjamin sobre a construção de narrativas alegóricas e da pluralidade do conhecimento como condição da expressão do homem moderno, em articulação com a perspectiva do Construtivismo Semiótico-Cultural em Psicologia a respeito das relações entre desejo e futuridade. A alegoria será tomada como possibilitadora de diálogos entre reminiscências (passado), expectativas (futuridade) e a vertiginosidade do conhecimento no espaço da agoridade. Com a análise do ato de construção coletiva e consensual de uma dramaturgia e sua posterior encenação, e a partir de tal recorte teórico, pretendeu-se compreender como narrar uma história e torná-la, nesse caso, cênica, potencializa movimentos de reorganização intra e intersubjetivas e possibilita novas significações afetivo-cognitivas sobre vivências cotidianas por parte da díade narrador/ouvinte. Por desdobramento, investigamos como o esfacelamento da experiência, proposta pelo filósofo alemão como condição do homem moderno, implica, no ato de narrar, na construção constante de novos regimes de linguagem.